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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — FUNDATEC 2026

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
qg691535
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Ortopedista e Traumatologista
Um paciente de 70 anos, com doença de Paget e metástase óssea conhecida, apresenta fratura patológica subtrocantérica do fêmur. Considerando as características biomecânicas dessa região, as alterações estruturais do osso patológico e as evidências atuais sobre métodos de fixação, assinale a alternativa correta.
  1. AA fixação com haste intramedular bloqueada, preferencialmente cefalomedular, é o método de escolha por permitir sustentação de peso imediata, controle do comprimento e da rotação, além de tolerar radioterapia pós-operatória sem aumento significativo do risco de falha do implante.
  2. BA fixação com placas e parafusos é superior às hastes intramedulares nas fraturas subtrocantéricas patológicas por oferecer maior controle do varo e menor risco de falha mecânica.
  3. CEm pacientes com doença de Paget, a presença de curvatura femoral contraindica o uso de qualquer tipo de haste intramedular, sendo a osteossíntese com placa a técnica preferencial.
  4. DA consolidação óssea rápida nas fraturas metastáticas torna desnecessária a fixação rígida de todo o fêmur, sendo suficiente a estabilização local do foco fraturário.
  5. EA radioterapia pós-operatória é contraindicada após osteossíntese intramedular por aumentar o risco de soltura do implante e atraso de consolidação.
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GabaritoA — A fixação com haste intramedular bloqueada, preferencialmente cefalomedular, é o método de escolha por permitir sustentação de peso imediata, controle do comprimento e da rotação, além de tolerar radioterapia pós-operatória sem aumento significativo do risco de falha do implante.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fraturas subtrocantéricas patológicas: fixação intramedular

Gabarito: letra A. A haste intramedular bloqueada, preferencialmente cefalomedular, é o método de escolha para fraturas subtrocantéricas patológicas por oferecer estabilidade mecânica superior, permitir carga imediata e tolerar radioterapia adjuvante sem aumento significativo do risco de falha do implante. As demais alternativas apresentam erros conceituais sobre biomecânica, indicação e efeitos da radioterapia.

O tratamento das fraturas subtrocantéricas patológicas, especialmente em pacientes com doença de Paget e metástases ósseas, exige compreensão das forças biomecânicas atuantes na região e das alterações estruturais do osso doente. A região subtrocantérica é submetida a altas tensões de compressão medial e tração lateral, com forças de flexão e rotação significativas. Em ossos patológicos, a qualidade óssea está comprometida, o que torna a fixação mais desafiadora.

A haste intramedular bloqueada é o implante de escolha por suas características biomecânicas: é um tutor centromedular que proporciona estabilidade relativa, com controle de comprimento, alinhamento e rotação. Comparada às placas, a haste tem maior resistência à falha, especialmente em ossos osteoporóticos, pois distribui as cargas ao longo de todo o canal medular, em vez de concentrá-las nos parafusos. A haste cefalomedular (como a haste de reconstrução ou a haste cefalomedular proximal) estende a fixação ao colo femoral, protegendo contra fraturas proximais adicionais e melhorando o controle do varo.

A radioterapia pós-operatória é frequentemente indicada em fraturas metastáticas para controle local da doença e alívio da dor. Estudos mostram que a radioterapia não aumenta significativamente o risco de falha do implante quando a fixação é estável, especialmente com hastes intramedulares. A consolidação óssea em fraturas metastáticas é frequentemente retardada ou ausente, contrariando a ideia de consolidação rápida. Portanto, a fixação deve ser rígida e abranger todo o fêmur para prevenir novas fraturas.

Na doença de Paget, a curvatura femoral pode dificultar a passagem da haste, mas não a contraindica. Hastes modernas, com curvaturas anatômicas e diâmetros variados, podem ser utilizadas com sucesso. A osteossíntese com placa é uma alternativa, mas não é preferencial em ossos patológicos, pois oferece menor estabilidade mecânica e maior risco de falha.

A alternativa correta sintetiza esses princípios: a haste intramedular bloqueada, preferencialmente cefalomedular, permite sustentação de peso imediata, controle do comprimento e da rotação, e tolera radioterapia pós-operatória sem aumento significativo do risco de falha do implante. As demais alternativas contêm erros que serão detalhados a seguir.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A haste intramedular bloqueada, preferencialmente cefalomedular, é o método de escolha para fraturas subtrocantéricas patológicas. Suas vantagens incluem:

  • Sustentação de peso imediata: a estabilidade proporcionada pela haste permite carga precoce, essencial para pacientes oncológicos.

  • Controle do comprimento e da rotação: o bloqueio proximal e distal da haste controla esses parâmetros, evitando encurtamento e rotação.

  • Tolerância à radioterapia: a radioterapia pós-operatória não aumenta significativamente o risco de falha do implante, pois a haste intramedular é um dispositivo robusto e estável.

A haste cefalomedular, que se estende ao colo femoral, oferece proteção adicional contra fraturas proximais e melhora o controle do varo, sendo particularmente útil em fraturas subtrocantéricas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que placas e parafusos são superiores às hastes intramedulares nas fraturas subtrocantéricas patológicas. Isso é incorreto. As hastes intramedulares têm maior resistência à falha que as placas, especialmente em ossos osteoporóticos, pois distribuem as cargas ao longo do canal medular. As placas concentram as tensões nos parafusos, aumentando o risco de soltura e falha mecânica, especialmente em osso patológico. Além disso, as hastes oferecem melhor controle do varo e da rotação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a curvatura femoral na doença de Paget contraindica o uso de qualquer haste intramedular. Isso é incorreto. Embora a curvatura possa dificultar a passagem da haste, hastes modernas com curvaturas anatômicas podem ser utilizadas com sucesso. A osteossíntese com placa não é a técnica preferencial, pois oferece menor estabilidade mecânica em osso patológico. A haste intramedular continua sendo o método de escolha, com planejamento adequado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a consolidação óssea rápida nas fraturas metastáticas torna desnecessária a fixação rígida de todo o fêmur. Isso é incorreto. Em fraturas metastáticas, a consolidação é frequentemente retardada ou ausente, devido à doença óssea e ao tratamento oncológico. A fixação deve ser rígida e abranger todo o fêmur para prevenir novas fraturas em outros sítios metastáticos. A estabilização local do foco fraturário é insuficiente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a radioterapia pós-operatória é contraindicada após osteossíntese intramedular por aumentar o risco de soltura do implante e atraso de consolidação. Isso é incorreto. A radioterapia é frequentemente indicada em fraturas metastáticas para controle local da doença e alívio da dor. Estudos mostram que a radioterapia não aumenta significativamente o risco de falha do implante quando a fixação é estável, especialmente com hastes intramedulares. O atraso de consolidação é uma preocupação, mas não contraindica a radioterapia, que é essencial para o controle oncológico.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os métodos de fixação e os efeitos da radioterapia. O candidato pode pensar que placas são superiores por oferecerem "maior controle do varo", mas na verdade as hastes intramedulares oferecem melhor controle biomecânico. Além disso, a radioterapia não é contraindicada, mas sim indicada, em fraturas metastáticas. Fique atento a essas inversões.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de fraturas patológicas, lembre-se: haste intramedular bloqueada é o padrão-ouro, especialmente cefalomedular. Radioterapia é adjuvante e não contraindica a fixação. Consolidação em metástase é lenta, não rápida. Esses três pontos resolvem a maioria das questões.

Gabarito: letra A

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