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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — FUNDATEC 2026

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
qg691538
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Ortopedista e Traumatologista
Um paciente com fratura exposta de tíbia é submetido à estabilização com fixador externo. Durante o planejamento da técnica de inserção dos pinos, o cirurgião busca minimizar o risco de infecção e afrouxamento dos pinos. Considerando os métodos gerais para fixadores com pinos, assinale a alternativa correta.
  1. AA perfuração deve ser realizada em alta velocidade para reduzir o tempo cirúrgico.
  2. BA inserção dos pinos deve ser feita com equipamento elétrico para maior estabilidade inicial.
  3. CA necrose térmica durante a perfuração é um fator predisponente ao afrouxamento do pino e à infecção.
  4. DA pré-perfuração óssea aumenta a temperatura local e melhora a fixação do pino.
  5. EA limpeza dos locais de inserção dos pinos deve ser evitada no pós-operatório imediato.
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GabaritoC — A necrose térmica durante a perfuração é um fator predisponente ao afrouxamento do pino e à infecção.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fixação externa: princípios de inserção de pinos e prevenção de complicações

Gabarito: letra C. A necrose térmica durante a perfuração óssea é um fator predisponente ao afrouxamento do pino e à infecção, pois o calor gerado pela broca em alta rotação lesa o osso e compromete a interface pino-osso. As demais alternativas contrariam os princípios técnicos descritos na literatura ortopédica, que preconizam perfuração em baixa velocidade, inserção manual do pino, pré-perfuração com broca e cuidados pós-operatórios com a limpeza dos sítios de inserção.

A fixação externa é um método de estabilização de fraturas que utiliza pinos (como os pinos de Schanz) transfixados no osso e conectados a barras externas. É amplamente empregada no tratamento de fraturas expostas, especialmente na abordagem inicial de emergência, como no caso de fratura exposta de tíbia. O sucesso do tratamento depende, em grande parte, da correta técnica de inserção dos pinos, pois complicações como infecção, osteólise e afrouxamento do pino estão diretamente relacionadas à interface pino-osso.

A técnica correta de inserção do pino de Schanz envolve uma incisão de aproximadamente 1 cm, dissecção romba das partes moles até o osso, perfuração das duas corticais ósseas com broca e introdução manual do pino. O objetivo é evitar a necrose térmica, que ocorre quando se utiliza perfurador em alta rotação, gerando calor excessivo que lesa o tecido ósseo. Essa necrose compromete a osteointegração do pino, favorecendo o afrouxamento e criando um ambiente propício para a infecção. Por isso, a perfuração deve ser feita em baixa velocidade e o pino deve ser inserido manualmente, evitando o superaquecimento.

Além da técnica de inserção, outros fatores influenciam a estabilidade da montagem e a prevenção de complicações: o diâmetro da alma do pino (pinos com alma de 4,5 mm são mais estáveis que os de 3,2 mm), a distância entre os pinos (quanto maior, maior a estabilidade), o número de barras (barra dupla resiste melhor à compressão axial), a distância barra-osso (ideal entre 20 e 30 mm da pele) e a configuração do fixador (biplanar é mais estável que uniplanar). Pinos cônicos revestidos com hidroxiapatita melhoram a interface pino-osso, sendo úteis em pacientes com osteoporose.

No pós-operatório, a limpeza dos locais de inserção dos pinos é essencial para prevenir infecção. A higiene adequada, com soluções antissépticas, reduz a colonização bacteriana ao redor dos pinos, diminuindo o risco de infecção superficial e profunda. A negligência nesse cuidado é um fator de risco para complicações infecciosas.

A pegadinha desta questão está na inversão dos conceitos: a banca apresenta alternativas que parecem plausíveis (como perfurar em alta velocidade para reduzir o tempo cirúrgico), mas que contrariam os princípios técnicos estabelecidos. O candidato deve lembrar que a prioridade é a preservação da vitalidade óssea e a prevenção de complicações, não a rapidez do procedimento.

Guarde o critério decisivo: a técnica de inserção dos pinos deve minimizar o dano térmico e mecânico ao osso, pois isso é determinante para a estabilidade do implante e para a prevenção de infecção. É exatamente nesse ponto que as alternativas se dividem.

  1. 1Incisão de 1 cm
  2. 2Dissecção romba até o osso
  3. 3Perfuração em baixa velocidade
  4. 4Inserção manual do pino
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A perfuração em alta velocidade aumenta a geração de calor, causando necrose térmica do osso. Isso compromete a interface pino-osso, favorecendo o afrouxamento e a infecção. A técnica correta preconiza perfuração em baixa velocidade para evitar o superaquecimento.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A inserção dos pinos deve ser feita manualmente, e não com equipamento elétrico. A introdução manual permite maior controle e evita o calor gerado por perfuradores de alta rotação, reduzindo o risco de necrose térmica. O uso de equipamento elétrico para inserir o pino não é recomendado.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A necrose térmica durante a perfuração é um fator predisponente ao afrouxamento do pino e à infecção. O calor gerado pela broca em alta rotação lesa o tecido ósseo, comprometendo a osteointegração do pino e criando um ambiente favorável à infecção. A técnica correta evita esse dano com perfuração em baixa velocidade e inserção manual do pino.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A pré-perfuração óssea com broca é parte da técnica, mas não deve aumentar a temperatura local. Pelo contrário, a pré-perfuração deve ser feita em baixa velocidade para evitar o aquecimento. O aumento da temperatura local é prejudicial, pois causa necrose térmica e compromete a fixação do pino.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A limpeza dos locais de inserção dos pinos é fundamental no pós-operatório imediato e deve ser realizada regularmente. A higiene adequada previne a infecção ao redor dos pinos, reduzindo o risco de complicações. Evitar a limpeza aumentaria o risco de infecção, contrariando os cuidados pós-operatórios recomendados.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte os conceitos de técnica cirúrgica: apresenta a perfuração em alta velocidade e a inserção elétrica como se fossem vantajosas, quando na verdade são prejudiciais. O candidato que não domina os princípios de inserção de pinos pode cair na armadilha de escolher uma alternativa que parece "moderna" ou "eficiente", mas que contraria a literatura. Lembre-se: o foco é a preservação óssea e a prevenção de complicações, não a rapidez.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre fixação externa, memorize os princípios-chave: perfuração em baixa velocidade, inserção manual do pino, pré-perfuração com broca, e cuidados com a limpeza dos pinos no pós-operatório. Esses pontos são recorrentes em provas de ortopedia e traumatologia.

Gabarito: letra C

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