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Questão de Medicina — Otorrinolaringologia — FUNDATEC 2026

MedicinaOtorrinolaringologia
Código
qg691563
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Otorrinolaringologista
Analise as assertivas a seguir sobre a Papilomatose Laríngea Recorrente (PLR) e a vacinação contra o HPV e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.( ) A PLR é causada principalmente pelos subtipos de baixo risco HPV 6 e 11.( ) A vacina quadrivalente contra o HPV, embora profilática, tem demonstrado em estudos um papel adjuvante no aumento do intervalo entre as cirurgias em pacientes já diagnosticados.( ) O tratamento de escolha para a PLR é a radioterapia externa para evitar a disseminação traqueal e reduzir as recidivas.( ) A transmissão da forma juvenil ocorre predominantemente durante o parto, pelo contato com o canal de parto infectado (transmissão vertical).A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
  1. AV – V – F – V.
  2. BV – F – V – F.
  3. CF – V – F – V.
  4. DV – F – V – V.
  5. EF – F – V – F.
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GabaritoA — V – V – F – V.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Papilomatose Laríngea Recorrente (PLR) e vacinação contra o HPV

Gabarito: letra A — sequência V – V – F – V. A PLR é causada principalmente pelos HPV de baixo risco 6 e 11; a vacina quadrivalente, embora profilática, tem demonstrado papel adjuvante no aumento do intervalo entre cirurgias em pacientes já diagnosticados; o tratamento de escolha NÃO é a radioterapia externa, mas sim a cirurgia (microcirurgia com remoção das lesões); e a transmissão da forma juvenil ocorre predominantemente por transmissão vertical durante o parto. A assertiva III é a única falsa, pois a radioterapia é contraindicada na PLR pelo risco de malignização e dano tecidual.

A Papilomatose Laríngea Recorrente é uma doença benigna, porém agressiva, causada pelo Papilomavírus Humano (HPV), caracterizada pelo crescimento de lesões papilomatosas na laringe, especialmente nas cordas vocais. É a neoplasia benigna mais comum da laringe em crianças, mas também acomete adultos. A doença tem um comportamento recidivante, exigindo múltiplas intervenções cirúrgicas ao longo da vida, o que pode levar a complicações como disfonia, obstrução das vias aéreas e, em casos graves, disseminação traqueobrônquica.

A relação entre a PLR e o HPV é bem estabelecida: os subtipos 6 e 11, classificados como de baixo risco oncogênico, são responsáveis por mais de 90% dos casos. Diferentemente dos HPV de alto risco (16 e 18), que estão associados a carcinomas, os tipos 6 e 11 causam lesões verrucosas benignas, mas com alto potencial de recidiva. Essa distinção é fundamental para entender por que a vacina quadrivalente, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18, tem um papel tanto profilático quanto potencialmente adjuvante no manejo da doença.

A vacina quadrivalente contra o HPV é essencialmente profilática, ou seja, previne a infecção primária. No entanto, estudos têm demonstrado que, em pacientes já diagnosticados com PLR, a vacinação pode ter um efeito adjuvante, aumentando o intervalo entre as cirurgias e reduzindo a necessidade de repetidas intervenções. Esse efeito é atribuído à resposta imune induzida pela vacina, que pode ajudar a controlar a replicação viral e a progressão das lesões. É importante ressaltar que a vacina não substitui o tratamento cirúrgico, mas pode ser um complemento valioso no manejo da doença.

O tratamento de escolha para a PLR é a cirurgia, geralmente realizada por microcirurgia de laringe com remoção das lesões. A radioterapia externa é contraindicada nesse contexto, pois pode causar danos aos tecidos saudáveis, aumentar o risco de malignização das lesões e não é eficaz no controle da doença. A cirurgia, embora não seja curativa, é o padrão-ouro para desobstruir as vias aéreas e preservar a voz, sendo frequentemente associada a outras modalidades terapêuticas, como o uso de antivirais ou imunomoduladores, em casos refratários.

A transmissão da forma juvenil da PLR ocorre predominantemente durante o parto, pelo contato do recém-nascido com o canal de parto infectado (transmissão vertical). Essa é a via mais aceita para explicar a aquisição da doença em crianças, embora também haja relatos de transmissão intrauterina. A forma adulta, por sua vez, está mais associada à transmissão sexual. Essa diferença na via de transmissão é um ponto-chave para entender a epidemiologia da doença e as estratégias de prevenção.

A pegadinha desta questão está na assertiva III, que troca o tratamento de escolha (cirurgia) pela radioterapia, uma modalidade contraindicada. A banca explora o conhecimento superficial de que a radioterapia é usada em alguns tumores, mas na PLR ela é prejudicial. Além disso, a assertiva II pode gerar dúvida, pois muitos candidatos podem pensar que a vacina é apenas profilática e não tem papel no tratamento. No entanto, a literatura atual reconhece o papel adjuvante da vacina no aumento do intervalo entre cirurgias.

Assertiva I — ✅ Verdadeira

A PLR é causada principalmente pelos subtipos de baixo risco HPV 6 e 11. Essa é uma afirmação correta, pois mais de 90% dos casos de PLR estão associados a esses subtipos. Os HPV 6 e 11 são classificados como de baixo risco oncogênico, pois raramente estão associados a carcinomas, mas são altamente responsáveis por lesões verrucosas benignas, como as papilomatoses. Essa distinção é essencial para entender a patogênese da doença e a lógica da vacina quadrivalente, que inclui esses subtipos.

Assertiva II — ✅ Verdadeira

A vacina quadrivalente contra o HPV, embora profilática, tem demonstrado em estudos um papel adjuvante no aumento do intervalo entre as cirurgias em pacientes já diagnosticados. Essa afirmação é verdadeira. Embora a vacina seja primariamente profilática, prevenindo a infecção inicial, estudos observacionais e ensaios clínicos têm mostrado que, em pacientes com PLR, a vacinação pode reduzir a frequência de recidivas e aumentar o intervalo entre as intervenções cirúrgicas. Esse efeito é atribuído à resposta imune que a vacina induz, que pode ajudar a controlar a replicação viral e a progressão das lesões. É importante destacar que a vacina não é curativa, mas pode ser um adjuvante valioso no manejo da doença.

Assertiva III — ❌ Falsa

O tratamento de escolha para a PLR é a radioterapia externa para evitar a disseminação traqueal e reduzir as recidivas. Essa afirmação é falsa. O tratamento de escolha para a PLR é a cirurgia, geralmente por microcirurgia de laringe, com remoção das lesões. A radioterapia externa é contraindicada nesse contexto, pois pode causar danos aos tecidos saudáveis, aumentar o risco de malignização das lesões e não é eficaz no controle da doença. A cirurgia, embora não seja curativa, é o padrão-ouro para desobstruir as vias aéreas e preservar a voz, sendo frequentemente associada a outras modalidades terapêuticas, como o uso de antivirais ou imunomoduladores, em casos refratários.

Assertiva IV — ✅ Verdadeira

A transmissão da forma juvenil ocorre predominantemente durante o parto, pelo contato com o canal de parto infectado (transmissão vertical). Essa afirmação é verdadeira. A forma juvenil da PLR é adquirida principalmente durante o parto, quando o recém-nascido entra em contato com o canal de parto infectado pelo HPV. Essa é a via mais aceita para explicar a aquisição da doença em crianças, embora também haja relatos de transmissão intrauterina. A forma adulta, por sua vez, está mais associada à transmissão sexual. Essa diferença na via de transmissão é um ponto-chave para entender a epidemiologia da doença e as estratégias de prevenção.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o tratamento de escolha da PLR (cirurgia) pela radioterapia, que é contraindicada. Muitos candidatos podem associar radioterapia a tumores e marcar como correta, mas na PLR ela aumenta o risco de malignização. Além disso, a assertiva II pode gerar dúvida, pois muitos pensam que a vacina é apenas profilática, mas a literatura atual reconhece seu papel adjuvante no aumento do intervalo entre cirurgias. Fique atento a essas inversões!

NÃO CAIA NESSA!

Para questões sobre PLR, lembre-se: causa (HPV 6 e 11), tratamento (cirurgia, não radioterapia), transmissão juvenil (vertical no parto) e vacina (profilática com papel adjuvante). Esses são os pontos mais cobrados e as pegadinhas mais comuns.

Gabarito: letra A — sequência V – V – F – V.

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