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Questão de Medicina — Otorrinolaringologia — FUNDATEC 2026

MedicinaOtorrinolaringologia
Código
qg691569
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Otorrinolaringologista
Um paciente de 45 anos é atendido na emergência após sofrer um traumatismo cranioencefálico leve com impacto direto em região temporal, com queixa de vertigem súbita, com duração de segundos, desencadeada ao virar-se na cama. TC de crânio e ossos temporais descartou lesões estruturais graves. Considerando que a VPPB é a sequela vestibular mais comum após um trauma, é correto afirmar que o canal semicircular mais frequentemente afetado é o _____, e a manobra diagnóstica que deve ser realizada prioritariamente é a de _____.Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
  1. Alateral – Lempert
  2. Bposterior – Dix-Hallpike
  3. Cposterior – Epley
  4. Dsuperior – Brandt-Daroff
  5. Elateral – Gufoni
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — posterior – Dix-Hallpike

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) pós-traumática

Gabarito: letra B. Na VPPB, o canal semicircular mais frequentemente acometido é o posterior (85–95% dos casos), e a manobra diagnóstica de primeira linha é a de Dix-Hallpike — que reproduz a vertigem e o nistagmo ao posicionar a cabeça no plano do canal posterior. A alternativa B é a única que combina corretamente canal e manobra.

A VPPB é a causa mais comum de vertigem por posicionamento e a sequela vestibular mais frequente após traumatismo cranioencefálico leve. Ela ocorre quando partículas de otólitos degenerados se desprendem e migram para um dos canais semicirculares, tornando-os sensíveis à gravidade. Quando a cabeça se move no plano daquele canal, as partículas deslocam a endolinfa e geram uma ativação anômala da crista ampular, produzindo a vertigem de curta duração (segundos a 1 minuto) típica do quadro.

A fisiopatologia explica por que o canal posterior é o mais atingido: por sua posição anatômica, ele é o ponto mais baixo da orelha interna quando a pessoa está deitada, funcionando como um "coletor" natural das partículas desprendidas. Por isso, a manobra diagnóstica clássica — a de Dix-Hallpike — é desenhada exatamente para colocar o canal posterior no plano vertical e provocar o nistagmo característico. A manobra de Epley, por sua vez, é o tratamento de escolha para reposicionar as partículas do canal posterior, e não um teste diagnóstico.

A banca explora aqui a confusão entre diagnóstico e tratamento: enquanto a manobra de Dix-Hallpike é diagnóstica, a de Epley é terapêutica. Além disso, é comum o candidato lembrar que o canal posterior é o mais frequente, mas trocar a manobra diagnóstica pela de tratamento — ou vice-versa. Guarde o par: Dix-Hallpike diagnostica, Epley trata (para o canal posterior).

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erra ao indicar o canal lateral como o mais afetado. O canal lateral (horizontal) é o segundo mais comum, mas responde por apenas 5–15% dos casos, bem menos que o posterior. Além disso, a manobra de Lempert (também chamada de barbecue roll) é uma manobra de tratamento para o canal lateral, não a manobra diagnóstica prioritária. A manobra diagnóstica para o canal lateral seria a de supine roll test (teste de rotação em decúbito), não a de Lempert.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta ao afirmar que o canal posterior é o mais frequentemente afetado (85–95% dos casos) e que a manobra diagnóstica prioritária é a de Dix-Hallpike. A manobra de Dix-Hallpike posiciona a cabeça do paciente de forma a estimular o canal posterior, reproduzindo a vertigem e o nistagmo, confirmando o diagnóstico. É o padrão-ouro diagnóstico para VPPB de canal posterior.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Acerta o canal (posterior), mas erra a manobra: a de Epley é a manobra de tratamento (reposicionamento otolítico) para VPPB de canal posterior, não a manobra diagnóstica. A manobra diagnóstica é a de Dix-Hallpike. A banca troca o papel das manobras: uma é para diagnosticar, a outra para tratar.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erra ao indicar o canal superior (anterior) como o mais afetado. O canal superior é o menos comum, correspondendo a menos de 5% dos casos. Além disso, a manobra de Brandt-Daroff é um exercício de reabilitação (habituação) que pode ser feito em casa, indicado apenas quando a manobra de Epley é contraindicada — não é manobra diagnóstica nem tratamento de primeira linha.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erra ao indicar o canal lateral e a manobra de Gufoni. A manobra de Gufoni é uma manobra de tratamento para VPPB de canal lateral (horizontal), não a manobra diagnóstica prioritária. Além disso, o canal lateral não é o mais frequentemente afetado — o posterior é.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter o papel das manobras: Dix-Hallpike diagnostica, Epley trata. Na alternativa C, ela oferece o canal certo (posterior) com a manobra errada (Epley) — o candidato que sabe que o canal posterior é o mais comum, mas não distingue diagnóstico de tratamento, cai na armadilha. Fique atento: sempre que a questão perguntar "manobra diagnóstica", a resposta é Dix-Hallpike; se perguntar "tratamento", é Epley (para canal posterior).

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte um quadro mental: canal posterior → Dix-Hallpike (diagnóstico) → Epley (tratamento). Para o canal lateral, o diagnóstico é o supine roll test e o tratamento é a manobra de Lempert ou Gufoni. O canal superior é raro e o tratamento é a manobra de Yacovino. Essa sequência cai com frequência em provas de otorrinolaringologia e emergência.

Gabarito: letra B

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