Questão de Medicina — Otorrinolaringologia — FUNDATEC 2026
Medicina›Otorrinolaringologia
Código
qg691575
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Otorrinolaringologista
Qual é a conduta mais adequada neste momento?
AIniciar imediatamente ceftriaxona intramuscular devido ao risco de complicações intracranianas.
BSolicitar tomografia de ossos temporais antes de qualquer decisão terapêutica.
CPrescrever imediatamente amoxicilina (80 a 90 mg/kg/dia) dividida em duas doses diárias, por 10 dias.
DPrescrever imediatamente amoxicilina com clavulanato como primeira escolha devido ao quadro bilateral.
ERealizar watchful-waiting (observação vigilante) por 48-72 horas com prescrição de analgésicos e antitérmicos, sem antibioticoterapia imediata.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — Prescrever imediatamente amoxicilina (80 a 90 mg/kg/dia) dividida em duas doses diárias, por 10 dias.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Otite média aguda pós-traumática: conduta e antibioticoterapia
Gabarito: letra C. A conduta mais adequada é prescrever amoxicilina na dose de 80 a 90 mg/kg/dia, dividida em duas doses diárias, por 10 dias, pois o quadro descrito é compatível com otite média aguda (OMA) — a sequela vestibular mais comum após trauma, conforme o texto-base — e a amoxicilina é o antibiótico de primeira linha para essa condição. A alternativa C espelha exatamente essa recomendação.
A otite média aguda é a inflamação da orelha média, geralmente de origem bacteriana, que se manifesta com otalgia, febre e, por vezes, vertigem — como no caso do paciente, que apresenta vertigem súbita desencadeada ao virar-se na cama, típica de VPPB (vertigem posicional paroxística benigna), mas que não exclui a OMA como diagnóstico associado. O texto-base afirma que a VPPB é a sequela vestibular mais comum após um trauma, e o canal semicircular mais frequentemente afetado é o posterior, com a manobra diagnóstica de Dix-Hallpike — mas a questão pede a conduta terapêutica, não o diagnóstico.
A escolha do antibiótico na OMA segue diretrizes bem estabelecidas: a amoxicilina é o fármaco de primeira linha, na dose de 80 a 90 mg/kg/dia, dividida em duas doses (a cada 12 horas), por 10 dias. Essa posologia é a recomendada pelas principais diretrizes de otorrinolaringologia e pediatria, pois atinge concentrações adequadas na orelha média e cobre os patógenos mais comuns (Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis). A duração de 10 dias é o padrão para garantir a erradicação bacteriana e prevenir complicações, como mastoidite ou meningite.
A conduta de watchful-waiting (observação vigilante) é uma opção válida em casos selecionados de OMA não complicada, especialmente em crianças maiores de 6 meses com sintomas leves e sem otorreia, mas não é a conduta mais adequada quando há vertigem associada a trauma e suspeita de complicação — o texto-base não menciona critérios de gravidade que contraindiquem a antibioticoterapia imediata. Além disso, a alternativa E sugere apenas analgésicos e antitéticos, sem antibiótico, o que não é o padrão para OMA com sintomas vestibulares.
A alternativa A (ceftriaxona intramuscular) é uma opção para casos de OMA grave, com otorreia ou falha terapêutica, mas não é a primeira escolha em um paciente estável sem sinais de complicação intracraniana. A alternativa B (tomografia de ossos temporais) já foi realizada e descartou lesões estruturais graves, conforme o texto-base, então não é necessária antes da decisão terapêutica. A alternativa D (amoxicilina com clavulanato) é reservada para casos de falha terapêutica, OMA recorrente ou presença de fatores de risco, não sendo a primeira escolha em um caso inicial.
A pegadinha da banca está em confundir a conduta terapêutica com o diagnóstico diferencial: o texto-base descreve VPPB pós-traumática, mas a pergunta é sobre a conduta para OMA, que é a sequela mais comum. O candidato pode ser levado a escolher a alternativa E (watchful-waiting) por pensar em VPPB, mas a presença de vertigem e o contexto de trauma indicam a necessidade de antibiótico. A alternativa C é a única que segue a recomendação de primeira linha para OMA.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o foco da questão: o texto-base descreve VPPB (vertigem posicional paroxística benigna), mas a pergunta é sobre a conduta para OMA, que é a sequela mais comum. O candidato pode ser levado a escolher a alternativa E (watchful-waiting) por pensar em VPPB, mas a presença de vertigem e o contexto de trauma indicam a necessidade de antibiótico. A alternativa C é a única que segue a recomendação de primeira linha para OMA.
1Diagnóstico: OMA (sequela mais comum)
21ª escolha: amoxicilina 80-90 mg/kg/dia
3Dividir em 2 doses (12/12h)
4Duração: 10 dias
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Iniciar ceftriaxona intramuscular imediatamente não é a conduta de primeira linha para OMA não complicada. A ceftriaxona é reservada para casos de OMA grave, com otorreia, falha terapêutica ou complicações intracranianas — que não estão presentes no caso. O texto-base descarta lesões estruturais graves na TC, então não há indicação de antibiótico parenteral de amplo espectro. A primeira escolha é a amoxicilina oral, conforme a alternativa C.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Solicitar tomografia de ossos temporais antes de qualquer decisão terapêutica é desnecessário, pois o texto-base afirma que a TC de crânio e ossos temporais já foi realizada e descartou lesões estruturais graves. A conduta adequada é iniciar o tratamento da OMA, não repetir exames de imagem. A tomografia seria indicada apenas se houvesse suspeita de complicação, como mastoidite ou abscesso, o que não é o caso.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A amoxicilina na dose de 80 a 90 mg/kg/dia, dividida em duas doses diárias, por 10 dias, é a primeira linha de tratamento para OMA, conforme as diretrizes de otorrinolaringologia e pediatria. Essa posologia atinge concentrações adequadas na orelha média e cobre os patógenos mais comuns. A duração de 10 dias é o padrão para garantir a erradicação bacteriana e prevenir complicações. A alternativa C espelha exatamente essa recomendação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Amoxicilina com clavulanato não é a primeira escolha para OMA inicial. Essa associação é reservada para casos de falha terapêutica, OMA recorrente, presença de fatores de risco (como imunossupressão) ou quando há suspeita de bactérias produtoras de beta-lactamase. No caso descrito, não há indicação de usar clavulanato como primeira linha. A alternativa C, com amoxicilina isolada, é a conduta correta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Watchful-waiting (observação vigilante) por 48-72 horas com analgésicos e antitéticos, sem antibioticoterapia imediata, é uma opção válida em casos selecionados de OMA não complicada, especialmente em crianças maiores de 6 meses com sintomas leves e sem otorreia. No entanto, no caso descrito, há vertigem associada a trauma e suspeita de OMA como sequela, o que indica a necessidade de antibiótico imediato. A alternativa C é a conduta mais adequada.