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Questão de Medicina — Otorrinolaringologia — FUNDATEC 2026

MedicinaOtorrinolaringologia
Código
qg691584
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Otorrinolaringologista
Entre as opções de tratamento cirúrgico para a AOS em adultos, uma técnica específica de partes moles foca na estabilização da parede lateral da faringe através da sutura do músculo palatofaríngeo ao músculo constritor superior. De acordo com o “Tratado de Otorrinolaringologia” (2025), essa técnica é denominada:
  1. AFaringoplastia de expansão.
  2. BUvulopalatoplastia assistida por laser (LAUP).
  3. CAvanço maxilomandibular.
  4. DSomnoplastia.
  5. EFaringoplastia lateral.
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GabaritoE — Faringoplastia lateral.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Faringoplastia lateral: estabilização da parede lateral da faringe na AOS

Gabarito: letra E. A técnica descrita — sutura do músculo palatofaríngeo ao músculo constritor superior da faringe para estabilizar a parede lateral — é a faringoplastia lateral, conforme o Tratado de Otorrinolaringologia (2025). As demais opções são procedimentos distintos, com objetivos e mecanismos diferentes.

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é caracterizada por episódios repetidos de colapso das vias aéreas superiores durante o sono, resultando em hipoxemia e despertares. O tratamento cirúrgico visa ampliar e estabilizar o espaço faríngeo, e as técnicas de partes moles atuam em diferentes sítios de obstrução: palato, base da língua e paredes laterais da faringe.

A faringoplastia lateral é uma técnica relativamente recente, descrita para tratar o colapso predominantemente lateral da faringe. O princípio é a plicatura do músculo palatofaríngeo ao constritor superior da faringe, o que traciona e estabiliza a parede lateral, aumentando o diâmetro transversal do espaço aéreo. Essa abordagem é particularmente útil em pacientes com colapso lateral significativo, que muitas vezes não respondem bem a procedimentos palatais isolados.

Para entender a questão, é essencial distinguir as principais técnicas cirúrgicas de partes moles para AOS:

Técnica

Mecanismo de ação

Sítio de atuação

Faringoplastia lateral

Sutura do palatofaríngeo ao constritor superior, estabilizando a parede lateral

Parede lateral da faringe

Faringoplastia de expansão

Avanço e rotação dos pilares tonsilares, com preservação da úvula

Palato e paredes laterais

Uvulopalatoplastia assistida por laser (LAUP)

Ablação a laser do palato mole e úvula

Palato mole e úvula

Somnoplastia

Aplicação de radiofrequência para enrijecer tecidos

Palato, base da língua e cornetos

Avanço maxilomandibular

Osteotomia e avanço dos maxilares, tracionando os tecidos moles

Esqueleto facial

A pegadinha da questão está em confundir a faringoplastia lateral com a faringoplastia de expansão. Ambas são técnicas de partes moles que atuam no palato e na faringe, mas com mecanismos distintos: a de expansão foca no avanço dos pilares tonsilares, enquanto a lateral foca na sutura do palatofaríngeo ao constritor superior. A descrição do enunciado é específica e aponta diretamente para a faringoplastia lateral.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A faringoplastia de expansão é uma técnica que visa ampliar o espaço velofaríngeo através do avanço e rotação dos pilares tonsilares (palatoglosso e palatofaríngeo), com preservação da úvula. O mecanismo é diferente: não há sutura do palatofaríngeo ao constritor superior, mas sim a transposição dos pilares para expandir o diâmetro do palato. O enunciado descreve especificamente a estabilização da parede lateral, que é o objetivo da faringoplastia lateral.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A uvulopalatoplastia assistida por laser (LAUP) é um procedimento que utiliza laser para vaporizar e remodelar o palato mole e a úvula, reduzindo o tecido redundante. Não envolve sutura de músculos faríngeos nem estabilização da parede lateral. É uma técnica palatal isolada, com indicação limitada e menor eficácia comparada a procedimentos mais abrangentes.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O avanço maxilomandibular é um procedimento cirúrgico ósseo, não de partes moles. Consiste em osteotomias e avanço dos maxilares superior e inferior, o que traciona os tecidos moles da faringe e amplia o espaço aéreo. É uma técnica eficaz para AOS grave, mas não se enquadra na descrição de sutura de músculos faríngeos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A somnoplastia é um procedimento minimamente invasivo que utiliza radiofrequência para gerar calor e promover retração e enrijecimento dos tecidos moles, como palato mole, base da língua e cornetos. Não envolve sutura muscular nem estabilização direta da parede lateral da faringe.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A faringoplastia lateral é exatamente a técnica descrita: estabilização da parede lateral da faringe através da sutura do músculo palatofaríngeo ao músculo constritor superior. Esse procedimento é indicado para pacientes com colapso lateral predominante, e o Tratado de Otorrinolaringologia (2025) o descreve com esse mecanismo específico.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a semelhança entre a faringoplastia lateral e a faringoplastia de expansão. Ambas são técnicas de partes moles para AOS, mas a de expansão foca no avanço dos pilares tonsilares, enquanto a lateral foca na sutura do palatofaríngeo ao constritor superior. A descrição do enunciado é o diferencial: "sutura do músculo palatofaríngeo ao músculo constritor superior" aponta diretamente para a lateral. Com treino, você identifica essa distinção de longe 💪.

Gabarito: letra E

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