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Questão de Medicina — Gastroenterologia — FUNDATEC 2026

MedicinaGastroenterologia
Código
qg691710
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Radiologista
Qual é o principal achado da colangite aguda na TC?
  1. ADilatação de vias biliares com realce parietal.
  2. BVesícula contraída.
  3. CAr portal.
  4. DNódulo hepático hiperdenso.
  5. EEsteatose.
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GabaritoA — Dilatação de vias biliares com realce parietal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Colangite aguda: achados na tomografia computadorizada

Gabarito: letra A. Na colangite aguda, o principal achado na TC é a dilatação das vias biliares com realce parietal — a inflamação da parede do ducto biliar, associada à obstrução, produz esse padrão característico. As demais alternativas descrevem achados de outras condições ou não são específicas da colangite.

A colangite aguda é uma infecção das vias biliares que ocorre quando há obstrução do fluxo biliar, mais comumente por cálculos (coledocolitíase). A bile estagnada e infectada leva a um processo inflamatório que se estende pela parede dos ductos. Na tomografia computadorizada com contraste, o achado mais típico é a dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas, acompanhada de espessamento e realce da parede dos ductos — sinal direto da inflamação. A TC tem alta sensibilidade (85% a 97%) para detectar a dilatação biliar e também pode identificar a causa da obstrução, como um cálculo ou uma massa.

O raciocínio por trás do achado: a obstrução aumenta a pressão intraductal, e a infecção bacteriana (geralmente por bactérias Gram-negativas de origem intestinal, como E. coli) provoca inflamação da parede, que se torna espessada e hipercaptante após o contraste. Esse é o sinal que diferencia a colangite de uma simples dilatação biliar não complicada.

Na prática, o diagnóstico de colangite é clínico-laboratorial (tríade de Charcot: febre, dor no hipocôndrio direito e icterícia), mas os exames de imagem confirmam a obstrução e a inflamação. A ultrassonografia é o exame inicial, mas a TC é superior para avaliar a etiologia e as complicações, sendo recomendada pelas diretrizes de Tóquio quando há suspeita de colangite.

A pegadinha da questão está em confundir achados de outras doenças biliares: a vesícula contraída é típica de colecistite crônica, o ar portal sugere pneumobilia ou isquemia intestinal, o nódulo hepático hiperdenso pode ser um hemangioma ou metástase, e a esteatose é uma condição hepática difusa — nenhum desses é o achado principal da colangite aguda.

Guarde o par dilatação + realce parietal como a assinatura tomográfica da colangite: é exatamente esse conjunto que a alternativa correta descreve.

Colangite aguda na TC
  • 1Achado principal
    • Dilatação das vias biliares
    • Realce parietal dos ductos
  • 2Mecanismo
    • Obstrução → aumento da pressão intraductal
    • Infecção → inflamação da parede
  • 3Distratores
    • Vesícula contraída (colecistite crônica)
    • Ar portal (pós-CPRE)
    • Nódulo hiperdenso (hemangioma/metástase)
    • Esteatose (doença metabólica)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A dilatação das vias biliares com realce parietal é o achado mais característico da colangite aguda na TC. A obstrução causa dilatação, e a inflamação da parede do ducto produz o realce após contraste. Esse é o sinal que a banca espera que o candidato conheça.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A vesícula contraída é um achado inespecífico, frequentemente observado em pacientes em jejum ou com colecistite crônica. Na colangite aguda, o achado principal está nas vias biliares, não na vesícula.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O ar portal (pneumobilia) pode aparecer após procedimentos como CPRE ou em casos de fístula bilioentérica, mas não é o achado principal da colangite aguda. Na verdade, a presença de ar nas vias biliares após CPRE é esperada e não indica infecção.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Um nódulo hepático hiperdenso pode representar diversas lesões (hemangioma, metástase calcificada, etc.), mas não é um achado típico da colangite aguda. A colangite afeta as vias biliares, não o parênquima hepático de forma nodular.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A esteatose hepática é uma condição metabólica caracterizada por acúmulo de gordura no fígado, visível na TC como redução da densidade do parênquima. Não tem relação direta com a colangite aguda.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato com achados de outras doenças biliares. A vesícula contraída (colecistite crônica), o ar portal (pós-CPRE) e a esteatose (doença metabólica) são distratores clássicos. O segredo é lembrar que a colangite é uma infecção dos ductos biliares, então o achado principal está nas vias biliares: dilatação + realce parietal.

Gabarito: letra A

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