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Questão de Medicina — Neurologia — FUNDATEC 2026

MedicinaNeurologia
Código
qg691713
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Radiologista
Qual é o achado típico do hematoma epidural na TC de crânio?
  1. AForma crescente que cruza suturas.
  2. BForma biconvexa que não cruza suturas.
  3. CHipodensidade difusa.
  4. DRealce meníngeo.
  5. ECalcificação periférica.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Forma biconvexa que não cruza suturas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hematoma epidural: achado típico na TC de crânio

Gabarito: letra B. O hematoma epidural (extradural) apresenta-se na tomografia computadorizada como uma coleção hiperdensa em forma biconvexa (lenticular), que não cruza as suturas cranianas, pois o sangue se acumula entre a dura-máter e o osso, sendo limitado pelas inserções da dura nas suturas. Essa é a característica que o distingue do hematoma subdural, que tem forma de crescente e cruza as suturas.

O hematoma epidural é uma coleção de sangue coagulado situada entre a dura-máter e o osso craniano. O efeito patológico é, inicialmente, a compressão cerebral subjacente, em seguida, a tumefação do hemisfério cerebral comprometido e, enfim, a hipertensão intracraniana que tende a comprimir o tronco encefálico por hérnia tentorial lateral. Na TC de crânio sem contraste, o sangue agudo aparece hiperdenso (branco), e a morfologia da coleção é determinada pela anatomia do espaço onde ela se acumula.

A forma biconvexa (lenticular) ocorre porque o espaço epidural é virtual e o sangramento, geralmente de origem arterial (artéria meníngea média), "empurra" a dura-máter para dentro, criando uma lente convexa em direção ao parênquima. Como a dura-máter é firmemente aderida às suturas cranianas, o hematoma epidural não ultrapassa essas linhas de inserção — daí o achado de "não cruzar suturas". Já o hematoma subdural, que se acumula entre a dura-máter e a aracnoide, em um espaço facilmente dilatável, tende a se espalhar sobre todo o hemisfério, assumindo forma de foice ou crescente e cruzando as suturas.

Na prática clínica, o hematoma epidural é uma emergência neurocirúrgica clássica, frequentemente associado a fratura de crânio e a um intervalo lúcido (o paciente melhora e depois deteriora). O reconhecimento do padrão biconvexo na TC é crucial para a decisão de drenagem cirúrgica imediata. A distinção entre epidural e subdural é um dos pontos mais cobrados em provas de neurologia e radiologia, e a banca explora exatamente essa diferença morfológica.

A pegadinha desta questão está na alternativa A, que descreve a forma crescente que cruza suturas — essa é a descrição clássica do hematoma subdural, não do epidural. O candidato que confunde os dois espaços anatômicos cai no distrator. Guarde a fronteira: epidural = biconvexo, não cruza suturas; subdural = crescente, cruza suturas.

1Localização
Entre dura-máter e osso
Limitado pelas suturas
2Morfologia
Biconvexa (lenticular)
Não cruza suturas
3Origem
Artéria meníngea média
Associado a fratura
4Clínica
Emergência neurocirúrgica
Intervalo lúcido
Hematoma epidural (TC)
LEVELsoulevel.com.br
Hematoma epidural (TC): Localização (Entre dura-máter e osso, Limitado pelas suturas); Morfologia (Biconvexa (lenticular), Não cruza suturas); Origem (Artéria meníngea média, Associado a fratura); Clínica (Emergência neurocirúrgica, Intervalo lúcido)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A forma crescente que cruza suturas é o achado típico do hematoma subdural, não do epidural. O subdural acumula sangue entre a dura-máter e a aracnoide, um espaço que se dilata facilmente, permitindo que o sangue se espalhe sobre todo o hemisfério cerebral, assumindo a morfologia de foice ou crescente e ultrapassando as suturas. A banca troca a morfologia do epidural pela do subdural — armadilha clássica.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O hematoma epidural, por se localizar entre a dura-máter e o osso, é limitado pelas inserções da dura nas suturas cranianas, adquirindo a forma biconvexa (lenticular) e não cruzando as suturas. Essa é a descrição canônica do achado tomográfico, conforme a anatomia do espaço extradural.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Hipodensidade difusa não é achado de hematoma epidural agudo. O sangue agudo é hiperdenso na TC. Hipodensidade difusa pode ser vista em edema cerebral, AVC isquêmico extenso ou em outras condições, mas não em coleção hemática aguda. Além disso, o hematoma epidural é uma coleção focal, não difusa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Realce meníngeo é um achado associado a processos inflamatórios ou neoplásicos das meninges (como meningite ou carcinomatose meníngea), não a hematoma epidural. O hematoma epidural agudo é hiperdenso e não apresenta realce pelo contraste — o realce meníngeo é um conceito de outra patologia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Calcificação periférica não é achado típico de hematoma epidural agudo. Calcificações podem ocorrer em hematomas crônicos (em fase de organização), mas não são a apresentação clássica do hematoma epidural na TC inicial. O achado agudo é a coleção hiperdensa biconvexa.

Gabarito: letra B — o hematoma epidural tem forma biconvexa e não cruza suturas.

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