Qual é o principal achado da trombose venosa profunda no US Doppler?
AFluxo aumentado.
BCompressibilidade preservada.
CFluxo pulsátil.
DHipervascularização.
EAusência de compressibilidade.
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GabaritoE — Ausência de compressibilidade.
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Trombose venosa profunda: o critério ultrassonográfico decisivo
Gabarito: letra E. O principal achado da trombose venosa profunda (TVP) no US Doppler é a ausência de compressibilidade da veia ao teste de compressão com o transdutor — quando a veia não colapsa sob pressão, o exame é considerado positivo para presença de trombo. Esse é o critério central do método, conforme descrito na literatura de ultrassonografia vascular.
A trombose venosa profunda é a formação de um coágulo (trombo) no interior de uma veia do sistema profundo, mais frequentemente nos membros inferiores. Ela integra, junto com o tromboembolismo pulmonar (TEP), o espectro da doença tromboembólica venosa. O diagnóstico clínico é notoriamente pouco confiável — a maioria dos pacientes investigados por suspeita de TVP não confirma o diagnóstico —, o que torna os exames de imagem essenciais. Entre eles, a ultrassonografia com Doppler é o exame não invasivo de escolha, com sensibilidade de 94% para TVP proximal e especificidade de 94%.
O princípio do exame é simples e engenhoso: uma veia normal é um vaso de parede fina e complacente, que se colapsa completamente quando pressionada pelo transdutor. Quando há um trombo no seu interior, a veia perde essa capacidade de colapso — ela se torna rígida, não compressível. É exatamente esse o teste que define o diagnóstico: realiza-se leve compressão venosa com o transdutor vascular sobre as veias femorais comum, superficial e poplítea; se houver compressão completa, exclui-se TVP; se não houver compressão, o exame é positivo para trombo. Estudos prospectivos demonstram que a sensibilidade e a especificidade da ausência de compressibilidade ao Doppler são superiores a 95% em pacientes com TVP proximal.
Na prática, o examinador visualiza a veia em corte transversal e aplica pressão com o transdutor. Em um vaso normal, a veia colapsa totalmente, desaparecendo da imagem (ou reduzindo-se a uma linha fina). Na TVP, a veia permanece visível, ovalada ou arredondada, mesmo com compressão — e pode-se até visualizar imagem hiperecogênica no interior da veia, sugestiva de trombo. Esse é o achado que a alternativa E descreve com precisão.
A pegadinha desta questão está em confundir o achado da TVP com o de outras condições ou com achados de exames diferentes. O Doppler não avalia apenas a compressibilidade: ele também analisa o fluxo sanguíneo. Na TVP, o fluxo venoso está diminuído ou ausente na veia trombosada — nunca aumentado. E a compressibilidade, longe de estar preservada, é justamente o que se perde. O fluxo pulsátil é característico de artérias, não de veias. E a hipervascularização é um achado de processos inflamatórios ou neoplásicos, não de trombose venosa.
Guarde a fronteira: o que define a TVP no ultrassom é a perda da compressibilidade venosa — é nesse critério que as alternativas se dividem.
1Veia normal colapsa
2Trombo impede colapso
3Não compressível = TVP
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o principal achado é o fluxo aumentado. Na TVP, o trombo oclui a veia, reduzindo ou abolindo o fluxo venoso distal à obstrução. Fluxo aumentado é o oposto do que se observa — seria um achado de hiperfluxo, como em fístulas arteriovenosas ou processos inflamatórios hiperêmicos, não de trombose.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a compressibilidade está preservada. É exatamente o contrário: na TVP, a veia perde a compressibilidade — o trombo impede o colapso da parede venosa sob pressão do transdutor. A compressibilidade preservada é o achado de uma veia normal, que exclui o diagnóstico de TVP.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que o fluxo é pulsátil. O fluxo pulsátil é característico de artérias, que têm parede muscular espessa e recebem o sangue diretamente do coração. As veias apresentam fluxo contínuo ou fásico (modulado pela respiração), nunca pulsátil — exceto em situações patológicas específicas, como na transmissão de pulsação arterial para veias próximas, o que não é o achado principal da TVP.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que há hipervascularização. Hipervascularização é um achado de processos inflamatórios, infecciosos ou neoplásicos, que cursam com proliferação de vasos sanguíneos. Na TVP, o que se observa é a presença de trombo intraluminal e a consequente perda de compressibilidade — não há neoformação vascular como achado principal.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A ausência de compressibilidade é o principal critério ultrassonográfico para o diagnóstico de TVP. O teste de compressão é a base do exame: com o transdutor vascular, localizam-se as veias femorais comum, superficial e poplítea e realiza-se leve compressão venosa. Se houver compressão completa, exclui-se TVP; se não houver compressão, o exame é positivo para presença de trombo. A sensibilidade e a especificidade desse achado superam 95% em pacientes com TVP proximal, consolidando-o como o critério decisivo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a inversão do achado: em vez de "ausência de compressibilidade" (o correto), oferece "compressibilidade preservada" (letra B) — o achado de veia normal. O candidato que decora o conceito sem entender o mecanismo físico do teste (o trombo impede o colapso da veia) cai na inversão. Lembre-se: veia normal colapsa; veia com trombo não colapsa.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, associe o teste de compressão ao comportamento da veia: compressível = normal (exclui TVP); não compressível = trombo (confirma TVP). Essa é a lógica que resolve qualquer questão sobre o tema — decore o par, não o achado isolado.
Gabarito: letra E — ausência de compressibilidade é o principal achado da TVP no US Doppler.