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Questão de Medicina — Neurologia — FUNDATEC 2026

MedicinaNeurologia
Código
qg691719
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Radiologista
Na TC de crânio, apagamento de sulcos indica:
  1. AAtrofia.
  2. BEdema cerebral.
  3. CCalcificação.
  4. DIsquemia crônica.
  5. EHidrocefalia ex vacuo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Edema cerebral.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tomografia Computadorizada de Crânio: Apagamento de Sulcos

Gabarito: letra B. O apagamento de sulcos na TC de crânio é um sinal clássico de edema cerebral, que ocorre quando há acúmulo de líquido no parênquima encefálico, reduzindo o espaço subaracnóideo e comprimindo os sulcos corticais. As demais alternativas (atrofia, calcificação, isquemia crônica e hidrocefalia ex vacuo) cursam com alargamento dos sulcos ou não apresentam relação direta com esse achado.

O edema cerebral é um processo patológico caracterizado pelo aumento do conteúdo de água no tecido cerebral, levando a um aumento do volume intracraniano. Na TC, esse aumento de volume se manifesta pela compressão dos espaços liquóricos: os sulcos corticais (que normalmente aparecem como linhas hipodensas entre as circunvoluções) tornam-se apagados ou indistintos, e os ventrículos laterais podem estar comprimidos ou desviados. Esse é um sinal precoce e importante, pois indica risco de hipertensão intracraniana e necessidade de intervenção imediata.

A fisiopatologia do edema pode ser vasogênica (quebra da barreira hematoencefálica, comum em tumores e processos inflamatórios), citotóxica (falência das bombas iônicas, típica da isquemia aguda) ou intersticial (na hidrocefalia obstrutiva). Independentemente do mecanismo, o resultado final é o mesmo: aumento do volume cerebral e apagamento dos sulcos na imagem.

Na prática clínica, o apagamento de sulcos é um dos critérios utilizados para avaliar a gravidade do edema e a necessidade de medidas para redução da pressão intracraniana. Por exemplo, em um paciente com traumatismo cranioencefálico, a presença de apagamento de sulcos na TC inicial indica "brain swelling" e está associada a pior prognóstico. Da mesma forma, em um paciente com acidente vascular cerebral isquêmico agudo, o apagamento de sulcos em um hemisfério é um sinal precoce de infarto e edema citotóxico, como descrito na literatura: "desaparecimento da junção das substâncias cinzenta e branca e dos sulcos no córtex" é um indicador precoce de isquemia.

É fundamental distinguir o apagamento de sulcos (edema) do alargamento de sulcos (atrofia). Enquanto o edema comprime as estruturas, a atrofia cerebral, seja por envelhecimento, neurodegeneração ou isquemia crônica, leva à perda de parênquima e consequente aumento dos sulcos e ventrículos (hidrocefalia ex vacuo). Essa distinção é a chave para resolver a questão: a banca explora exatamente essa confusão entre os dois padrões radiológicos opostos.

Guarde o critério: apagamento de sulcos = processo expansivo (edema) → compressão; alargamento de sulcos = processo atrófico → perda de volume. É nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Sulcos na TC de crânio
  • 1Apagamento (compressão)
    • Edema cerebral
    • Tumor
    • Hemorragia
  • 2Alargamento (perda de volume)
    • Atrofia
    • Isquemia crônica
    • Hidrocefalia ex vacuo
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A atrofia cerebral causa alargamento dos sulcos, não apagamento. Na atrofia, há perda de parênquima, o que aumenta o espaço subaracnóideo e dilata os sulcos e ventrículos. O apagamento indica o oposto: aumento de volume.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O edema cerebral é a causa clássica de apagamento de sulcos na TC. O acúmulo de líquido no parênquima aumenta o volume cerebral, comprimindo os sulcos corticais e as cisternas. Esse é um sinal de alerta para hipertensão intracraniana.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Calcificações na TC aparecem como áreas hiperdensas (brancas), bem delimitadas, e não causam apagamento de sulcos. Elas podem ser fisiológicas (como na glândula pineal) ou patológicas (como em tumores ou infecções), mas não alteram o volume cerebral de forma a apagar os sulcos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A isquemia crônica leva a atrofia cerebral, com alargamento dos sulcos e ventrículos, não apagamento. O apagamento de sulcos pode ocorrer na isquemia aguda, como sinal precoce de edema citotóxico, mas a isquemia crônica é um processo degenerativo que resulta em perda de volume.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A hidrocefalia ex vacuo é um tipo de hidrocefalia compensatória, em que a perda de parênquima cerebral (atrofia) leva ao aumento dos ventrículos e sulcos. Portanto, ela se associa a alargamento, não apagamento, dos sulcos.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o padrão radiológico do edema (apagamento de sulcos) pelo da atrofia (alargamento de sulcos). O candidato que confunde os dois erra a questão. Lembre-se: edema comprime, atrofia expande.

PEGA ESSA DICA!

Na hora da prova, associe "apagamento" a "compressão" (edema, tumor, hemorragia) e "alargamento" a "perda de volume" (atrofia, hidrocefalia ex vacuo). Essa dicotomia resolve a maioria das questões sobre sulcos na TC.

Gabarito: letra B

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