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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — FUNDATEC 2026

MedicinaCirurgia Geral
Código
qg691923
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico de Urgência e Emergência (SAMU)
Paciente politraumatizado, com FAST (avaliação focada com ultrassom para trauma) positivo, inicialmente estável, evolui após 30 minutos com queda da pressão arterial e taquicardia. A melhor conduta é:
  1. ARepetir o FAST.
  2. BFazer tomografia computadorizada de abdome.
  3. CFazer angiografia.
  4. DProceder à laparotomia imediata.
  5. EManter observação em UTI.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Proceder à laparotomia imediata.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Trauma abdominal: FAST positivo e instabilidade hemodinâmica

Gabarito: letra D. Em paciente politraumatizado com FAST positivo que evolui com instabilidade hemodinâmica (queda da pressão arterial e taquicardia), a conduta é a laparotomia imediata — não há tempo para repetir exames ou realizar tomografia. O FAST positivo em paciente instável indica sangramento intra-abdominal ativo, e o tratamento definitivo é cirúrgico, conforme os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support).

O FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) é um exame ultrassonográfico realizado à beira do leito, que pesquisa líquido livre nas cavidades peritoneal, pericárdica e pleural. Sua principal função no trauma é a triagem rápida: um resultado positivo em paciente hemodinamicamente instável é indicação formal de laparotomia de emergência, pois a presença de líquido livre (sangue) associada à instabilidade sugere hemorragia ativa que não será resolvida por medidas clínicas.

A lógica do ATLS é clara: a prioridade é o controle do sangramento. Quando o paciente está instável, cada minuto conta, e exames complementares como tomografia ou repetição do FAST apenas retardam o tratamento definitivo. A tomografia computadorizada, embora seja o padrão-ouro para avaliar lesões de vísceras abdominais em pacientes estáveis, exige que o paciente seja transportado ao tomógrafo, o que é inviável e perigoso em um paciente instável. O mesmo raciocínio se aplica à angiografia, que é um exame demorado e que não trata diretamente a hemorragia.

A conduta correta, portanto, é a laparotomia imediata, que permite identificar e controlar a fonte do sangramento. Esse é um dos poucos cenários no trauma em que a cirurgia é indicada sem exames de imagem adicionais, justamente pela gravidade do quadro. A decisão é baseada na tríade: mecanismo de trauma compatível, FAST positivo e instabilidade hemodinâmica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o manejo do paciente estável e o do instável. No paciente estável, o FAST positivo seria seguido de tomografia para caracterizar a lesão e planejar a conduta. No instável, não há tempo para isso — a laparotomia é imediata. O candidato que decora o fluxograma do paciente estável erra a questão.

  1. 1FAST positivo
  2. 2Instabilidade hemodinâmica
  3. 3Laparotomia imediata
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Repetir o FAST não agrega informação relevante neste cenário. O FAST já foi positivo e o paciente está instável — repetir o exame apenas atrasa a laparotomia. A repetição do FAST pode ser útil em casos de dúvida diagnóstica ou em pacientes que inicialmente estavam estáveis e depois deterioram, mas aqui a deterioração já ocorreu e o FAST já indicou sangramento.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A tomografia computadorizada de abdome é o exame padrão-ouro para avaliar lesões de vísceras abdominais em pacientes estáveis, pois permite avaliar o retroperitônio e identificar o sítio de sangramento. Porém, em paciente instável, o transporte ao tomógrafo é arriscado e o exame é demorado. A TC é contraindicada no paciente hemodinamicamente instável com FAST positivo — a prioridade é o controle cirúrgico do sangramento.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A angiografia é um procedimento diagnóstico e terapêutico para sangramentos, mas é demorada e exige infraestrutura específica. Em paciente instável com FAST positivo, a angiografia não é a primeira escolha — a laparotomia é. A angiografia pode ser considerada em casos selecionados de sangramento pélvico ou em pacientes estáveis, mas não neste cenário de instabilidade aguda.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A laparotomia imediata é a conduta correta. O paciente tem FAST positivo (líquido livre na cavidade abdominal, presumivelmente sangue) e evolui com instabilidade hemodinâmica (queda da pressão arterial e taquicardia), o que indica sangramento ativo. A cirurgia é o único meio de controlar a hemorragia e salvar o paciente. Este é um dos princípios fundamentais do ATLS: paciente instável com FAST positivo vai para o centro cirúrgico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Manter observação em UTI é conduta inadequada para paciente instável com FAST positivo. A instabilidade hemodinâmica indica sangramento ativo que não será resolvido com observação. A UTI é o destino após o controle cirúrgico do sangramento, não antes. A demora na laparotomia aumenta a mortalidade.

Gabarito: letra D — laparotomia imediata é a conduta correta para paciente instável com FAST positivo.

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