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Questão de Medicina — Endocrinologia — FUNDATEC 2026

MedicinaEndocrinologia
Código
qg691956
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico do ESF
De acordo com os critérios diagnósticos de diabetes melito, assinale a alternativa correta.
  1. ANa ausência de sintomas clássicos de diabetes, um único exame alterado é suficiente para confirmar o diagnóstico, independentemente do tipo de teste realizado.
  2. BO diagnóstico de diabetes melito pode ser estabelecido com dois resultados anormais de exames diferentes, obtidos na mesma amostra, ou com dois resultados alterados do mesmo exame em amostras distintas.
  3. CQuando houver discordância entre dois testes diagnósticos diferentes, deve-se considerar como definitivo o exame com resultado mais próximo da normalidade, não sendo necessária a repetição dos testes.
  4. DA presença de glicemia casual ≥200 mg/dL confirma o diagnóstico de diabetes melito, mesmo na ausência de sintomas clássicos.
  5. EA hemoglobina glicada (HbA1c) não deve ser utilizada para diagnóstico de diabetes melito, sendo indicada apenas para acompanhamento.
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GabaritoB — O diagnóstico de diabetes melito pode ser estabelecido com dois resultados anormais de exames diferentes, obtidos na mesma amostra, ou com dois resultados alterados do mesmo exame em amostras distintas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Critérios diagnósticos de diabetes melito

Gabarito: letra B. O diagnóstico de diabetes melito em indivíduos assintomáticos exige confirmação por dois resultados alterados, seja do mesmo exame em amostras distintas, seja de dois exames diferentes na mesma amostra — exatamente o que a alternativa B afirma. Essa regra está alinhada às diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e da American Diabetes Association (ADA), que exigem confirmação laboratorial para evitar diagnóstico falso-positivo em pacientes sem sintomas clássicos de hiperglicemia.

O diabetes melito (DM) é um grupo de distúrbios metabólicos caracterizado por hiperglicemia crônica, resultante de deficiência absoluta ou relativa de insulina. O diagnóstico é essencialmente laboratorial, podendo ser feito por quatro métodos: glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia casual ≥ 200 mg/dL (apenas na presença de sintomas clássicos), glicemia de 2 horas no TTGO ≥ 200 mg/dL e HbA1c ≥ 6,5%. A escolha do teste depende da disponibilidade, do custo e das condições clínicas do paciente.

A grande questão que a banca explora é a diferença entre o diagnóstico em pacientes sintomáticos e assintomáticos. Em pacientes com sintomas clássicos e inequívocos de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, perda de peso inexplicada), um único resultado alterado — especialmente glicemia casual ≥ 200 mg/dL — é suficiente para confirmar o diagnóstico. Já em pacientes assintomáticos, um único exame alterado não basta: é obrigatória a confirmação por um segundo resultado alterado, seja repetindo o mesmo teste em outra amostra, seja realizando um teste diferente na mesma amostra. Essa exigência visa reduzir o risco de erro diagnóstico, pois variações laboratoriais e condições transitórias podem elevar a glicemia de forma isolada.

Na prática, a estratégia mais comum e recomendada é solicitar glicemia de jejum e HbA1c na mesma amostra: se ambos vierem alterados, o diagnóstico é confirmado; se apenas um vier alterado, os testes devem ser repetidos. Caso os dois venham normais, o diagnóstico é descartado, mas o paciente permanece em acompanhamento. Essa lógica de confirmação é o coração da questão e o critério que separa as alternativas corretas das incorretas.

Diagnóstico de diabetes melito
  • 1Testes disponíveis
    • Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL
    • Glicemia casual ≥ 200 mg/dL
    • TTGO 2h ≥ 200 mg/dL
    • HbA1c ≥ 6,5%
  • 2Paciente sintomático
    • 1 exame alterado basta
    • Ex.: glicemia casual ≥ 200
  • 3Paciente assintomático
    • 1 exame alterado não basta
    • 2 resultados alterados
      • Mesmo teste em amostras distintas
      • Testes diferentes na mesma amostra
    • Discordância entre testes
      • Não escolher o mais próximo do normal
      • Repetir os testes
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que, na ausência de sintomas, um único exame alterado é suficiente. Isso contraria a regra de confirmação diagnóstica: em assintomáticos, é necessário dois resultados alterados (mesmo teste em amostras diferentes ou testes diferentes na mesma amostra). A alternativa ignora a necessidade de confirmação, o que pode levar a diagnósticos falso-positivos.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Reproduz com precisão a regra de confirmação diagnóstica para pacientes assintomáticos: dois resultados anormais de exames diferentes na mesma amostra, ou dois resultados alterados do mesmo exame em amostras distintas. Essa é a conduta recomendada pelas diretrizes da SBD e da ADA, e é exatamente o que a alternativa descreve.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que, em caso de discordância entre dois testes, deve-se considerar o resultado mais próximo da normalidade como definitivo, sem repetição. Isso é um erro grave: a conduta correta é repetir os testes quando há discordância, não escolher arbitrariamente o resultado mais próximo do normal. A repetição é necessária para esclarecer o diagnóstico e evitar tanto falso-positivos quanto falso-negativos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que glicemia casual ≥ 200 mg/dL confirma o diagnóstico mesmo na ausência de sintomas. A glicemia casual ≥ 200 mg/dL só é diagnóstica na presença de sintomas clássicos de hiperglicemia. Em pacientes assintomáticos, esse valor isolado não é suficiente — exige confirmação por outro teste. A alternativa inverte a condição: sem sintomas, não há confirmação imediata.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a HbA1c não deve ser usada para diagnóstico, apenas para acompanhamento. Isso é falso: a HbA1c ≥ 6,5% é um dos quatro critérios diagnósticos aceitos, desde que o método seja certificado (IFCC/NGSP). Ela é amplamente utilizada por não exigir jejum, embora tenha limitações em condições que alteram a renovação dos eritrócitos (anemias, hemoglobinopatias).

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o diagnóstico em pacientes sintomáticos e assintomáticos. Em sintomáticos, um único exame (glicemia casual ≥ 200 mg/dL) basta; em assintomáticos, é obrigatória a confirmação com dois resultados alterados. As alternativas A e D tentam fazer o candidato aplicar a regra dos sintomáticos aos assintomáticos — fique atento a essa inversão!

Gabarito: letra B

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