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Questão de Geografia — Relevo — FUNDATEC 2026

GeografiaRelevo
Código
qg692560
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Jaguari - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor de Geografia
Acerca dos desequilíbrios ambientais das encostas, analise as assertivas abaixo:I. Os desequilíbrios que atingem as encostas estão dissociados da sua topografia.II. O fator climático que possui um importante impacto causando desequilíbrio nas encostas é a falta de umidade no lugar em que está localizada.III. Na camada mais superficial das encostas encontramos vida microbiana que constitui o solo que, ao ser usado de forma irracional, pode levar à degradação.Quais estão corretas?
  1. AApenas I.
  2. BApenas II.
  3. CApenas III.
  4. DApenas I e II.
  5. EApenas II e III.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Apenas III.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Desequilíbrios ambientais das encostas

Gabarito: letra C — apenas o item III está correto. Os desequilíbrios que atingem as encostas estão diretamente associados à sua topografia (declividade, forma e exposição), e o fator climático de maior impacto é o excesso de umidade (chuvas intensas), não a falta dela — ambos os itens I e II estão errados. O item III está correto ao afirmar que a camada superficial das encostas abriga vida microbiana que constitui o solo, cujo uso irracional pode levar à degradação.

O tema cobra a compreensão dos fatores que tornam as encostas áreas de risco geomorfológico. Encostas são superfícies inclinadas do relevo, e é exatamente essa inclinação — a topografia — que condiciona a estabilidade do material ali depositado. Quanto maior a declividade, maior a força da gravidade atuando sobre o solo e as rochas, favorecendo movimentos de massa (escorregamentos, deslizamentos, quedas de blocos). Portanto, a topografia é um dos elementos centrais para entender os desequilíbrios das encostas, e não algo dissociado deles.

O clima atua de forma decisiva nesses processos, mas o gatilho mais importante é o excesso de água, não a falta. A infiltração de água da chuva aumenta o peso do solo, reduz o atrito entre as partículas e eleva a pressão da água nos poros, diminuindo a resistência do material — por isso os deslizamentos são tão comuns em períodos de chuvas intensas e prolongadas. A falta de umidade, ao contrário, tende a ressecar o solo e reduzir o risco de movimentos de massa (embora possa favorecer a erosão eólica em outros contextos).

A camada mais superficial das encostas é o solo, um sistema complexo formado por partículas minerais, matéria orgânica, água, ar e uma rica comunidade de organismos — bactérias, fungos, protozoários, minhocas e outros invertebrados. Essa vida microbiana é essencial para a fertilidade e a estrutura do solo. Quando o uso é irracional — desmatamento, queimadas, cultivo em declives sem práticas conservacionistas, impermeabilização —, o solo perde sua proteção e sua coesão, acelerando a erosão e a degradação, que podem culminar em deslizamentos catastróficos.

Desequilíbrios das encostas
  • 1Fatores condicionantes
    • Topografia (declividade)
      • Associada aos desequilíbrios
    • Clima
      • Falta de umidade (errado)
      • Excesso de umidade (chuvas)
    • Solo superficial
      • Vida microbiana
      • Uso irracional
        • Degradação
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Item I — ❌ Incorreto

Afirma que os desequilíbrios das encostas estão dissociados da topografia. É exatamente o contrário: a topografia (declividade, forma do relevo, exposição das vertentes) é um dos principais condicionantes da estabilidade das encostas. Encostas íngremes são mais suscetíveis a movimentos de massa do que áreas planas, pois a gravidade atua com mais intensidade. A banca inverteu a relação: em vez de dissociados, os desequilíbrios estão diretamente associados à topografia.

Item II — ❌ Incorreto

Afirma que o fator climático de maior impacto é a falta de umidade. O correto é o oposto: o excesso de umidade (chuvas intensas e prolongadas) é o principal gatilho climático dos desequilíbrios nas encostas, pois a água infiltrada aumenta o peso do solo, reduz o atrito entre as partículas e eleva a pressão nos poros, favorecendo escorregamentos e deslizamentos. A falta de umidade tende a ressecar o solo e reduzir o risco de movimentos de massa. A banca trocou o excesso pela falta.

Item III — ✅ Correto ⟵ GABARITO

Afirma que na camada mais superficial das encostas encontramos vida microbiana que constitui o solo e que o uso irracional pode levar à degradação. Está correto: o solo é um corpo natural organizado, composto por minerais, matéria orgânica, água, ar e uma vasta comunidade de microrganismos (bactérias, fungos, actinomicetos) que participam da decomposição da matéria orgânica, da ciclagem de nutrientes e da formação da estrutura do solo. O uso irracional — desmatamento, queimadas, cultivo inadequado em declives — expõe o solo à erosão, perde nutrientes e desestabiliza a encosta, levando à degradação.

Conclusão: apenas o item III está correto, portanto o gabarito é a letra C.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverteu dois conceitos-chave: (1) a topografia, que é um fator associado aos desequilíbrios das encostas, foi apresentada como dissociada; (2) o fator climático decisivo, que é o excesso de umidade, foi trocado pela falta de umidade. Essas inversões são clássicas em questões de geomorfologia — fique atento aos termos "dissociado", "falta", "excesso", "associado" e "excesso" para não cair nelas. 💪

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