Questão de Português — Interpretação de Textos — FUNDATEC 2026
Português›Interpretação de Textos
Código
qg693387
Banca
FUNDATEC
Órgão
SAMAE de Campos Novos - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Assistente Administrativo
Considerando o “Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço”, assinale a alternativa correta sobre a utilização da expressão “rechear o espaço”.
AÉ um exemplo de coesão por substituição gramatical denotativa.
BConstitui uma quebra de coerência ao misturar o campo semântico da culinária com o da produção jornalística.
CFunciona como um conector lógico que indica a causa da obrigação mencionada anteriormente.
DEstabelece uma relação de coerência por meio da reiteração da ideia de preenchimento da página já introduzida por “encher um palmo”.
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GabaritoD — Estabelece uma relação de coerência por meio da reiteração da ideia de preenchimento da página já introduzida por “encher um palmo”.
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Expressão "rechear o espaço" – reiteração e coerência
Gabarito: letra D. A expressão "rechear o espaço" retoma a ideia de preenchimento já introduzida por "encher um palmo de jornal ou revista", estabelecendo uma relação de coerência por meio da reiteração (repetição de sentido) – recurso que mantém a unidade temática do texto.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Rechear o espaço" não é exemplo de coesão por substituição gramatical denotativa. A substituição gramatical ocorre quando se troca um termo por outro (pronome, advérbio etc.) para evitar repetição – o que não acontece aqui. Além disso, o termo é usado em sentido figurado (metáfora culinária), não denotativo. Erro: troca de conceito – confunde reiteração com substituição e denotação com conotação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirmar que há "quebra de coerência" por misturar campos semânticos é um erro. No texto, a metáfora "rechear o espaço" (culinária) aplicada ao jornalismo é um recurso estilístico intencional, comum em crônicas, e não provoca incoerência. A coerência é mantida porque o leitor compreende a analogia. Erro: extrapolação/generalização – a banca parte da premissa falsa de que todo sincretismo semântico gera incoerência.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Rechear o espaço" não é um conector lógico. Conectores (conjunções, preposições, advérbios) estabelecem relações explícitas de causa, consequência, oposição etc. A expressão é o complemento de "ter assunto para", ou seja, uma finalidade, não o conector que indica causa. A causa real é "não ter assunto", e a consequência é a dificuldade de "encher o palmo" e "rechear o espaço". Erro: troca de função sintático-semântica – confunde o papel de uma expressão com o de um conectivo.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
No trecho "encher um palmo de jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço", as duas expressões – "encher um palmo" e "rechear o espaço" – reiteram a mesma ideia: preencher o espaço disponível com conteúdo. Essa repetição de sentido (reiteração) é um mecanismo de coesão que reforça a coerência, ligando as partes do texto. O próprio verbo "rechear" deriva do campo da culinária (rechear = encher de recheio), mas aqui é usado metaforicamente, mantendo a unidade semântica. Não há quebra, nem substituição denotativa, nem função de conector – apenas a retomada do conceito de preenchimento.
"Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço"
PEGA ESSA DICA!
Ao identificar uma figura de linguagem (metáfora, comparação, reiteração), verifique se ela prejudica ou contribui para a coerência. Em textos literários e jornalísticos (como crônicas), essas figuras são recursos normais e não quebram a lógica.