Questão de Português — Interpretação de Textos — FUNDATEC 2026
Português›Interpretação de Textos
Código
qg693394
Banca
FUNDATEC
Órgão
SAMAE de Campos Novos - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Assistente Administrativo
Considerando a distinção entre fato e hipótese na construção do texto, analise as assertivas a seguir:I. A afirmação de que o leitor “nem sempre poderia imaginar o pesadelo” vivenciado pelos escritores ao “alinhavar” um texto constitui uma hipótese do autor sobre a percepção e o estado mental do público.II. O relato sobre Rubem Braga ter publicado uma crônica de autoria de Carlos Drummond de Andrade, originalmente impressa em um jornal de Belo Horizonte, é apresentado como um fato que sustenta a argumentação.III. A caracterização da crônica de Antônio Maria como “impecável” e a de Paulo Mendes Campos como “deliciosa” são tratadas como fatos linguísticos objetivos, independentes do juízo de valor do narrador.IV. A sugestão de que o leitor “se regale” com a criatividade de Braga ao buscar a história por conta própria configura uma hipótese ou projeção do autor sobre o efeito que a leitura causará.Quais estão corretas?
AApenas I e II.
BApenas II e III.
CApenas I, II e IV.
DI, II, III e IV.
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GabaritoC — Apenas I, II e IV.
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SE LIGUE NESSA!
O texto-base desta questão não está disponível. A análise é feita com base no gabarito oficial e na técnica de distinção entre fato e hipótese/opinião. Em prova, você deve sempre localizar no texto as passagens que comprovam cada assertiva.
Distinção entre Fato e Hipótese no Texto
Gabarito: C (Apenas I, II e IV). A questão exige identificar quais afirmações do autor são apresentadas como hipóteses (suposições, juízos, projeções) e quais como fatos (informações objetivas, verificáveis). A assertiva III comete o erro de tratar opiniões como fatos, o que a invalida.
Item
Classificação
Justificativa
Correta?
I
Hipótese
Uso do verbo "poderia" e subjetividade do termo "pesadelo" indicam suposição sobre o estado mental do leitor.
✅
II
Fato
Relato de ocorrência concreta e verificável (autoria, veículo, data), usado como suporte argumentativo.
✅
III
Opinião (juízo de valor)
Adjetivos "impecável" e "deliciosa" expressam apreciação pessoal do autor, não dados objetivos.
❌
IV
Hipótese (projeção)
Imperativo "se regale" e a sugestão de "buscar por conta própria" indicam expectativa do autor sobre o efeito da leitura.
✅
Item I — ✅ Correta
A afirmação de que o leitor “nem sempre poderia imaginar o pesadelo” vivenciado pelos escritores ao “alinhavar” um texto é uma hipótese do autor. O uso do verbo “poderia” e a subjetividade do “pesadelo” indicam uma suposição sobre o estado mental do público, não um dado objetivo.
Item II — ✅ Correta
O relato sobre Rubem Braga ter publicado uma crônica de autoria de Carlos Drummond de Andrade, originalmente impressa em um jornal de Belo Horizonte, é apresentado como fato. Trata-se de uma ocorrência concreta, verificável (data, autoria, veículo), usada para sustentar a argumentação do autor.
Item III — ❌ Incorreta
A caracterização da crônica de Antônio Maria como “impecável” e a de Paulo Mendes Campos como “deliciosa” são juízos de valor (opiniões), não fatos linguísticos objetivos. O autor expressa sua apreciação pessoal; portanto, não devem ser tratadas como fatos independentes de sua subjetividade. A banca aqui explora a confusão entre opinião e fato.
Item IV — ✅ Correta
A sugestão de que o leitor “se regale” com a criatividade de Braga ao buscar a história por conta própria configura uma hipótese ou projeção do autor sobre o efeito que a leitura causará. O imperativo “regale-se” e a ideia de “buscar por conta própria” indicam uma expectativa, não um fato consumado.
Conclusão: Estão corretos os itens I, II e IV. O gabarito é a letra C.
PEGA ESSA DICA!
Para diferenciar fato de opinião, pergunte: “Isso pode ser verificado objetivamente?”. Se depender do ponto de vista do autor (adjetivos valorativos, verbos no condicional, sugestões), é hipótese/opinião. Se é um evento concreto com data/local/autoria, é fato.