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Questão de Medicina — Farmacologia e Anestesiologia — FUNDATEC 2026

MedicinaFarmacologia e Anestesiologia
Código
qg693555
Banca
FUNDATEC
Órgão
UNIMED - Santa Maria
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Anestesiologia
De acordo com as técnicas de bloqueio do plexo braquial, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.( ) As abordagens supraclavicular, infraclavicular e axilar podem ser usadas para procedimentos cirúrgicos envolvendo o úmero distal, antebraço e mão.( ) Devido à vasta inervação do cotovelo, as abordagens mais proximais, como supraclavicular e infraclavicular, têm um índice de sucesso maior para cirurgias sobre esta região.( ) O anestésico local injetado na via interescalênica frequentemente anestesia de forma satisfatória o tronco inferior, raízes de C8 e T2, mas especificamente o nervo radial, devido à sua posição anatômica mais cefálica.A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
  1. AV – V – F.
  2. BV – F – V.
  3. CF – V – F.
  4. DF – F – V.
  5. EF – F – F.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — V – V – F.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Bloqueio do plexo braquial: abordagens e indicações

Gabarito: letra A — a sequência correta é V – V – F. As abordagens supraclavicular, infraclavicular e axilar são adequadas para cirurgias no úmero distal, antebraço e mão; as abordagens proximais (supraclavicular e infraclavicular) têm maior índice de sucesso para cirurgias no cotovelo devido à sua vasta inervação; e a via interescalênica não anestesia satisfatoriamente o tronco inferior (C8-T1), pois o bloqueio é mais cefálico, poupando as raízes caudais.

O plexo braquial é formado pelas raízes de C5 a T1, que se organizam em troncos, divisões, fascículos e, finalmente, nos nervos terminais que inervam o membro superior. A escolha da abordagem para o bloqueio depende da localização da cirurgia: quanto mais distal o procedimento, mais distal pode ser a punção; quanto mais proximal, mais proximal deve ser o bloqueio para garantir a anestesia de todos os territórios envolvidos. Essa lógica anatômica é o que fundamenta as três assertivas da questão.

A abordagem interescalênica, por exemplo, é realizada no nível dos troncos, entre os músculos escalenos, e tem como característica principal o bloqueio preferencial das raízes superiores (C5-C7), que inervam o ombro e a região proximal do braço. Por isso, ela é excelente para cirurgias de ombro e úmero proximal, mas frequentemente poupa o tronco inferior (C8-T1), responsável pela inervação do cotovelo, antebraço e mão — o que a torna inadequada para procedimentos nessas regiões.

As abordagens supraclavicular e infraclavicular, por sua vez, são mais proximais e bloqueiam o plexo em um nível mais alto, alcançando todos os troncos e divisões. Isso as torna mais eficazes para cirurgias no cotovelo, que recebe inervação de múltiplos nervos (radial, ulnar, mediano e musculocutâneo), exigindo um bloqueio mais abrangente. Já a abordagem axilar é mais distal, bloqueando os nervos terminais já formados, sendo ideal para procedimentos na mão e antebraço, mas insuficiente para o cotovelo.

A pegadinha da questão está na terceira assertiva, que inverte a lógica anatômica: afirma que a via interescalênica anestesia o tronco inferior e as raízes de C8 e T2, quando na verdade ela poupa essas estruturas. O bloqueio interescalênico é cefálico, atingindo preferencialmente as raízes superiores, e por isso não é indicado para cirurgias distais. Essa inversão é clássica em provas de anestesiologia, testando se o candidato compreende a distribuição anatômica do plexo.

Guarde a relação entre a localização da cirurgia e o nível do bloqueio: é exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem. A primeira assertiva está correta porque as abordagens citadas são adequadas para o úmero distal, antebraço e mão; a segunda está correta porque as abordagens proximais são mais eficazes para o cotovelo; e a terceira está incorreta porque a via interescalênica não anestesia o tronco inferior.

Bloqueio do plexo braquial
  • 1Abordagens
    • Interescalênica (proximal)
      • Ombro e úmero proximal
      • Poupa tronco inferior (C8-T1)
    • Supraclavicular e infraclavicular (proximais)
      • Cotovelo (inervação múltipla)
      • Úmero distal, antebraço e mão
    • Axilar (distal)
      • Mão e antebraço
      • Pode poupar musculocutâneo
  • 2Lógica de escolha
    • Cirurgia proximal → bloqueio proximal
    • Cirurgia distal → bloqueio distal
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Assertiva 1 — ✅ Verdadeira

A afirmação de que as abordagens supraclavicular, infraclavicular e axilar podem ser usadas para procedimentos no úmero distal, antebraço e mão está correta. Essas três abordagens bloqueiam o plexo braquial em níveis que alcançam os nervos que inervam essas regiões. A abordagem axilar, por exemplo, é clássica para cirurgias na mão e antebraço, pois bloqueia os nervos terminais (radial, ulnar, mediano e musculocutâneo) já formados. As abordagens supraclavicular e infraclavicular, por serem mais proximais, também cobrem esses territórios, garantindo anestesia completa para procedimentos distais.

Assertiva 2 — ✅ Verdadeira

A afirmação de que as abordagens mais proximais, como supraclavicular e infraclavicular, têm maior índice de sucesso para cirurgias no cotovelo está correta. O cotovelo é inervado por múltiplos nervos (radial, ulnar, mediano e musculocutâneo), que se originam de diferentes fascículos do plexo. Para anestesiar todos esses territórios, é necessário um bloqueio proximal, que atinja o plexo antes de sua divisão em nervos terminais. As abordagens supraclavicular e infraclavicular bloqueiam o plexo nesse nível, garantindo maior eficácia. Já a abordagem axilar, por ser distal, pode poupar alguns nervos, como o musculocutâneo, resultando em bloqueio incompleto.

Assertiva 3 — ❌ Falsa

A afirmação de que o anestésico local injetado na via interescalênica frequentemente anestesia de forma satisfatória o tronco inferior, raízes de C8 e T2, mas especificamente o nervo radial, devido à sua posição anatômica mais cefálica, está incorreta. A via interescalênica bloqueia preferencialmente as raízes superiores (C5-C7), que inervam o ombro e a região proximal do braço. O tronco inferior (C8-T1), responsável pela inervação do cotovelo, antebraço e mão, é frequentemente poupado, pois o bloqueio é realizado em um nível mais cefálico. Portanto, a assertiva inverte a lógica anatômica: a via interescalênica não anestesia o tronco inferior, mas sim as raízes superiores.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte a distribuição anatômica do plexo braquial: afirma que a via interescalênica anestesia o tronco inferior (C8-T1), quando na verdade ela poupa essas raízes. O bloqueio interescalênico é cefálico, atingindo preferencialmente C5-C7, e por isso é indicado para cirurgias de ombro, não para procedimentos distais. Fique atento a essa inversão clássica em provas de anestesiologia.

PEGA ESSA DICA!

Para resolver questões sobre bloqueio do plexo braquial, relacione a localização da cirurgia com o nível do bloqueio: cirurgias proximais (ombro) exigem bloqueios proximais (interescalênico); cirurgias distais (mão) podem usar bloqueios distais (axilar); e cirurgias intermediárias (cotovelo) se beneficiam de bloqueios proximais (supraclavicular/infraclavicular). Memorize essa relação e a distribuição das raízes (C5-T1) para acertar esse tipo de questão.

Gabarito: letra A — sequência V – V – F.

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