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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — FUNDATEC 2026

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg693588
Banca
FUNDATEC
Órgão
UNIMED - Santa Maria
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cardiologia
Qual é o exame padrão-ouro para avaliação anatômica detalhada das artérias coronárias?
  1. ATeste ergométrico.
  2. BEcocardiograma transesofágico.
  3. CAngiotomografia de coronárias.
  4. DAngiografia coronariana invasiva.
  5. ERessonância magnética do coração.
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GabaritoD — Angiografia coronariana invasiva.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Angiografia coronariana invasiva: o padrão-ouro da anatomia coronária

Gabarito: letra D. A angiografia coronariana invasiva (cineangiocoronariografia) é o exame padrão-ouro para avaliação anatômica detalhada das artérias coronárias, pois permite visualização direta, com alta resolução espacial, de todo o leito coronário, além de possibilitar intervenção terapêutica no mesmo procedimento. As demais alternativas são métodos não invasivos ou funcionais, que não oferecem o mesmo detalhamento anatômico nem permitem tratamento imediato.

A avaliação anatômica das coronárias é fundamental no diagnóstico e na estratificação da doença arterial coronariana (DAC). O padrão-ouro histórico e ainda vigente é a cineangiocoronariografia (angiografia coronariana invasiva), procedimento em que um cateter é introduzido, geralmente pela artéria femoral ou radial, até os óstios coronarianos, injetando-se contraste iodado para opacificar as artérias sob fluoroscopia. Esse exame fornece imagens dinâmicas de alta resolução, permitindo identificar estenoses, oclusões, aneurismas, dissecções e a presença de circulação colateral. Além do papel diagnóstico, é o único método que permite, no mesmo ato, a intervenção percutânea (angioplastia com stent), o que o torna insubstituível em muitos cenários.

A literatura médica é clara ao afirmar que, apesar dos avanços dos métodos não invasivos, a cineangiocoronariografia permanece como referência para a definição anatômica da DAC. O material de apoio reforça: "Como a maioria dos testes diagnósticos, esses exames não têm um desempenho perfeito para o diagnóstico de cardiopatia isquêmica quando comparados ao ainda considerado padrão-ouro – a cineangiocoronariografia." Ou seja, mesmo os melhores testes funcionais ou de imagem não invasiva são comparados a ela como referência.

É importante distinguir os papéis de cada método:

  • Teste ergométrico: avalia a presença de isquemia induzida por exercício, com sensibilidade e especificidade moderadas (68% e 77%, respectivamente, conforme tabela do material). Não fornece imagem anatômica das coronárias.

  • Ecocardiograma transesofágico: excelente para avaliar estruturas cardíacas, valvas e a aorta proximal, mas não visualiza diretamente as artérias coronárias epicárdicas.

  • Angiotomografia de coronárias: método não invasivo com alto valor preditivo negativo, útil para excluir DAC em pacientes de baixo/moderado risco, mas com limitações em artérias calcificadas e em frequências cardíacas elevadas; não permite intervenção.

  • Ressonância magnética cardíaca: ótima para função, volumes, fibrose e caracterização tecidual, mas com resolução espacial inferior para coronárias e longa duração.

A pegadinha da questão está em confundir o papel da angiotomografia (excelente para excluir doença, mas não padrão-ouro) com o da angiografia invasiva. O candidato que sabe que a angiotomografia tem alto valor preditivo negativo pode ser tentado a marcá-la, mas o enunciado pede o padrão-ouro para avaliação anatômica detalhada — e esse é o exame invasivo.

Avaliação anatômica das coronárias
  • 1Padrão-ouro
    • Angiografia invasiva (cineangiocoronariografia)
    • Visualização direta de todo o leito
    • Permite intervenção no mesmo ato
  • 2Não invasivos
    • Angiotomografia
      • Alto valor preditivo negativo
      • Limitações: calcificação, FC elevada
    • Ressonância magnética
      • Função, fibrose, viabilidade
      • Resolução inferior p/ coronárias
  • 3Funcionais
    • Teste ergométrico
      • Isquemia induzida por esforço
      • Sem imagem anatômica
    • Eco transesofágico
      • Valvas, aorta proximal
      • Não detalha o leito coronário
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O teste ergométrico é um método funcional, que avalia a resposta cardiovascular ao esforço e a presença de isquemia miocárdica, mas não fornece imagem anatômica das coronárias. Sua sensibilidade e especificidade são limitadas (68% e 77%, respectivamente, conforme a tabela do material). Ele pode indicar probabilidade de DAC, mas não define a anatomia coronariana.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O ecocardiograma transesofágico é um método de imagem ultrassonográfico que avalia estruturas cardíacas, valvas, função ventricular e a aorta torácica proximal. Embora possa visualizar o óstio das coronárias em alguns casos, não permite avaliação detalhada de todo o leito coronário. É o exame de escolha para próteses valvares mitrais e suspeita de endocardite, não para anatomia coronariana.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A angiotomografia de coronárias é um método não invasivo que fornece imagens anatômicas das coronárias com alta resolução, mas não é o padrão-ouro. Tem excelente valor preditivo negativo (útil para excluir DAC em pacientes de baixo/moderado risco), porém apresenta limitações em artérias muito calcificadas, em frequências cardíacas elevadas e não permite intervenção terapêutica no mesmo procedimento. O material destaca que ela "tem melhor desempenho por sua capacidade de excluir doença", mas não a coloca como referência máxima.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A angiografia coronariana invasiva (cineangiocoronariografia) é o padrão-ouro para avaliação anatômica detalhada das artérias coronárias. O material de apoio afirma: "Como a maioria dos testes diagnósticos, esses exames não têm um desempenho perfeito para o diagnóstico de cardiopatia isquêmica quando comparados ao ainda considerado padrão-ouro – a cineangiocoronariografia." Ela permite visualização direta de todo o leito coronário, identificação precisa de estenoses e oclusões, e possibilita intervenção percutânea no mesmo ato (angioplastia com stent). É o exame de referência para confirmação diagnóstica, prognóstica e definição terapêutica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A ressonância magnética cardíaca é um método não invasivo que se destaca na avaliação de função, volumes, fibrose miocárdica (realce tardio) e caracterização tecidual. Embora possa avaliar a perfusão miocárdica e a viabilidade, não é o padrão-ouro para anatomia coronariana — sua resolução espacial para as coronárias é inferior à da angiografia invasiva, e o exame é longo e de menor disponibilidade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre a angiotomografia (excelente para excluir DAC, alto valor preditivo negativo) e a angiografia invasiva (padrão-ouro para confirmar e detalhar a anatomia). O candidato que lembra do papel da angiotomografia pode marcá-la, mas o enunciado pede o padrão-ouro — e esse é o exame invasivo. Fique atento: quando a questão pede "padrão-ouro" para anatomia coronariana, a resposta é sempre a cineangiocoronariografia.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte um quadro mental: funcional (teste ergométrico, cintilografia, eco de estresse) vs. anatômico (angiotomografia, angiografia). Dentre os anatômicos, o invasivo (angiografia) é o padrão-ouro; o não invasivo (angiotomografia) é ótimo para excluir, mas não para detalhar em todos os casos. Na prova, leia o termo "padrão-ouro" e "avaliação anatômica detalhada" — isso aponta diretamente para a angiografia invasiva.

Gabarito: letra D

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