Questão de Medicina — Medicina Intensiva — FUNDATEC 2026
Medicina›Medicina Intensiva
Código
qg693589
Banca
FUNDATEC
Órgão
UNIMED - Santa Maria
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cardiologia
No edema agudo de pulmão cardiogênico, qual é a medida inicial prioritária?
AAntibioticoterapia.
BOxigenoterapia e vasodilatadores.
CVolume intravenoso.
DCorticoide.
EAntiarrítmico.
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GabaritoB — Oxigenoterapia e vasodilatadores.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Edema agudo de pulmão cardiogênico: conduta inicial
Gabarito: letra B. No edema agudo de pulmão (EAP) cardiogênico, a medida inicial prioritária é a oxigenoterapia associada a vasodilatadores, pois o objetivo imediato é corrigir a hipoxemia e reduzir a pré-carga (e, consequentemente, a congestão pulmonar), conforme a fisiopatologia da insuficiência cardíaca aguda. As demais opções (antibiótico, volume, corticoide, antiarrítmico) não são medidas de primeira linha nesse cenário.
O edema agudo de pulmão é uma emergência médica caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido no parênquima pulmonar, levando a hipoxemia e desconforto respiratório grave. No tipo cardiogênico, a causa é o aumento da pressão capilar pulmonar, geralmente por disfunção ventricular esquerda, que eleva a filtração transcapilar e inunda os alvéolos. O tratamento deve ser imediato e individualizado, mas há uma sequência lógica de prioridades: primeiro, garantir oxigenação e estabilidade hemodinâmica; depois, atacar a causa precipitante.
A oxigenoterapia é a base do suporte inicial — o paciente está hipoxêmico (SatO2 < 90% em ar ambiente) e precisa de oferta de O2 para manter a saturação adequada. Os vasodilatadores, como nitroglicerina e nitroprussiato, agem reduzindo a pré-carga (dilatando veias) e a pós-carga (dilatando artérias), o que diminui a pressão de enchimento do ventrículo esquerdo e alivia a congestão pulmonar. Essa combinação é o padrão-ouro da abordagem inicial, muitas vezes associada a diuréticos de alça (furosemida) e, se necessário, ventilação não invasiva com pressão positiva.
A confusão que a banca explora é pensar que, por ser uma emergência, qualquer medida "agressiva" serve. Mas cada alternativa errada representa um erro conceitual: antibiótico só se houver infecção associada (não é regra); volume intravenoso pioraria a congestão (aumentaria a pré-carga); corticoide não tem papel no EAP cardiogênico (é usado em outras condições, como asma ou anafilaxia); antiarrítmico só se houver arritmia específica como causa, não como medida rotineira.
Guarde a lógica: no EAP cardiogênico, o coração não consegue bombear o sangue que chega, então o pulmão "afoga". A conduta inicial visa (1) oxigenar — para ganhar tempo — e (2) vasodilatar — para tirar o sangue do pulmão e facilitar o trabalho do coração. É exatamente essa dupla que a alternativa B resume.
1Oxigenar (corrigir hipoxemia)
2Vasodilatar (reduzir pré/pós-carga)
3Diurético de alça (furosemida)
4Tratar causa precipitante
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Antibioticoterapia não é medida inicial no EAP cardiogênico. Só estaria indicada se houvesse evidência de infecção (pneumonia, sepse) como causa ou complicação — o que não é o caso padrão. A banca coloca essa opção para testar se o candidato sabe que EAP não é, por definição, uma doença infecciosa.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Oxigenoterapia e vasodilatadores são as medidas iniciais prioritárias: a primeira corrige a hipoxemia (risco imediato de vida) e os segundos reduzem a pré-carga e a pós-carga, aliviando a congestão pulmonar. Essa combinação é o pilar do tratamento inicial do EAP cardiogênico, conforme as diretrizes de insuficiência cardíaca aguda.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Volume intravenoso é contraindicado no EAP cardiogênico, pois aumenta a pré-carga e piora a congestão pulmonar. Essa opção inverte a lógica: em vez de "encher" o paciente, precisamos "esvaziar" o circuito pulmonar. Só haveria indicação de volume em situações de choque com hipotensão grave, o que não é o perfil típico do EAP cardiogênico.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Corticoide não tem indicação no EAP cardiogênico. Ele é usado em condições como crise de asma, DPOC exacerbada ou anafilaxia — não na congestão pulmonar por disfunção ventricular. A banca coloca essa opção para testar se o candidato confunde EAP com outras emergências respiratórias que respondem a corticoide.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Antiarrítmico só seria indicado se houvesse uma arritmia específica como causa precipitante (ex.: taquiarritmia sustentada), e mesmo assim não é a medida inicial prioritária — primeiro se estabiliza o paciente com oxigênio e vasodilatadores. Usar antiarrítmico de rotina no EAP é um erro, pois a maioria dos casos não tem arritmia como gatilho.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora trocar a medida de suporte imediato pela terapêutica específica. No EAP cardiogênico, o candidato pode achar que "o que resolve" é tratar a causa (antiarrítmico, antibiótico), mas a prioridade é sempre oxigenar e vasodilatar — o resto vem depois. Lembre-se: primeiro salvar o paciente da hipóxia, depois pensar na etiologia.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de conduta em emergências, monte um fluxo mental: (1) vias aéreas e oxigenação, (2) hemodinâmica (vasodilatadores/diuréticos no EAP), (3) tratar causa. Se a alternativa trouxer "volume" ou "corticoide" como primeira medida, desconfie — são raramente a resposta em EAP cardiogênico.