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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — FUNDATEC 2026

MedicinaCirurgia Geral
Código
qg693630
Banca
FUNDATEC
Órgão
UNIMED - Santa Maria
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cirurgia Geral
Conforme abordado no Sabiston, a colecistectomia para colelitíase sintomática é a ____ cirurgia não obstétrica mais comum realizada durante a gravidez. A colecistectomia laparoscópica é mais segura durante o ____ trimestre. A técnica de ____ é recomendada para obter acesso ao abdome.Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
  1. Aprimeira – primeiro – Veress
  2. Bprimeira – segundo – Hasson
  3. Csegunda – segundo – Hasson
  4. Dsegunda – primeiro – Veress
  5. Esegunda – primeiro – Hasson
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — segunda – segundo – Hasson

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Colecistectomia na gestação: conduta e técnica cirúrgica

Gabarito: letra C. A colecistectomia para colelitíase sintomática é a segunda cirurgia não obstétrica mais comum durante a gravidez, sendo mais segura no segundo trimestre, e a técnica de Hasson é a recomendada para obter acesso ao abdome. Esses dados são amplamente descritos em tratados de cirurgia, como o Sabiston, e a alternativa C é a única que preenche corretamente as três lacunas.

A colelitíase sintomática é definida por dor biliar associada a cálculos na vesícula, manifestando-se tipicamente como cólica biliar: dor constante no epigástrio ou quadrante superior direito, que surge subitamente, atinge um platô e desaparece gradualmente. O tratamento de escolha para dor biliar recorrente é a colecistectomia laparoscópica, que substituiu a via aberta na maioria dos casos. Durante a gravidez, a decisão de operar envolve equilibrar os riscos da cirurgia para a mãe e o feto contra os riscos de complicações da doença biliar não tratada, como colecistite aguda ou pancreatite.

A segurança da colecistectomia laparoscópica varia conforme o trimestre gestacional. O primeiro trimestre é o período de organogênese fetal, com maior risco teórico de teratogenicidade dos anestésicos e maior probabilidade de abortamento. O terceiro trimestre apresenta desafios técnicos pelo aumento do útero, que dificulta a visualização e a manipulação dos instrumentos, além de maior risco de parto prematuro. Por isso, o segundo trimestre é considerado a janela ideal: a organogênese já está completa e o útero ainda não compromete o campo cirúrgico. Essa é a recomendação clássica dos grandes tratados de cirurgia.

Quanto ao acesso ao abdome, a técnica de Hasson (ou técnica aberta) é preferida na gestação. Ela consiste em realizar uma pequena incisão periumbilical, abrir o peritônio sob visão direta e introduzir o trocarte, evitando a inserção cega da agulha de Veress. Essa abordagem reduz o risco de lesão de vísceras ou vasos, que seria particularmente perigoso na gestante. A agulha de Veress, usada na técnica fechada, é evitada nesse contexto justamente pelo risco de punção inadvertida do útero gravídico ou de outras estruturas.

A pegadinha da questão está em inverter o trimestre mais seguro e a técnica de acesso. Muitos candidatos lembram que a cirurgia é a segunda mais comum, mas trocam o trimestre (primeiro em vez de segundo) ou a técnica (Veress em vez de Hasson). A alternativa C é a única que acerta os três elementos.

  1. 12ª cirurgia não obstétrica
  2. 22º trimestre (janela ideal)
  3. 3Técnica de Hasson
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erra ao afirmar que a colecistectomia é a primeira cirurgia não obstétrica mais comum na gravidez. O correto é segunda — a apendicectomia é a mais comum. Além disso, indica o primeiro trimestre como o mais seguro, quando o ideal é o segundo, e a técnica de Veress, que não é a recomendada na gestação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Acerta o trimestre (segundo) e a técnica (Hasson), mas erra a posição: a colecistectomia é a segunda, não a primeira. A apendicectomia lidera o ranking de cirurgias não obstétricas na gravidez.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Preenche corretamente as três lacunas: segunda cirurgia não obstétrica mais comum, mais segura no segundo trimestre, com técnica de Hasson para acesso ao abdome. Essa é a conduta preconizada nos tratados de cirurgia, incluindo o Sabiston.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Acerta a posição (segunda) e o trimestre (primeiro), mas erra a técnica: indica Veress, quando o recomendado na gestação é Hasson. A técnica aberta evita a inserção cega da agulha, reduzindo riscos para a mãe e o feto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Acerta a posição (segunda) e a técnica (Hasson), mas erra o trimestre: indica o primeiro, quando o mais seguro é o segundo. O primeiro trimestre é evitado pelo risco de teratogenicidade e abortamento.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a troca entre o trimestre mais seguro e a técnica de acesso. O candidato que decora apenas parte da informação pode acertar a posição (segunda) e errar o trimestre ou a técnica. Lembre-se: segundo trimestre + Hasson são os termos-chave que diferenciam a alternativa correta das demais.

NÃO CAIA NESSA!

Para fixar, associe: "Segunda cirurgia, Segundo trimestre, Hasson" — a sequência S-S-H. Na dúvida, elimine as alternativas que citam Veress ou primeiro trimestre, pois ambas são armadilhas clássicas.

Gabarito: letra C

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