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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — FUNDATEC 2026

MedicinaCirurgia Geral
Código
qg693645
Banca
FUNDATEC
Órgão
UNIMED - Santa Maria
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cirurgia Oncológica
Durante a confecção do tubo gástrico para a reconstrução do trânsito após uma esofagectomia, a mobilização do estômago exige a ligadura de diversos pedículos vasculares. Para garantir a viabilidade e a perfusão adequada do conduto gástrico (enxerto), é fundamental a preservação da arcada vascular da grande curvatura, que passa a ser suprida predominantemente pela artéria
  1. Agástrica esquerda.
  2. Bgastro-omental (gastroepiploica) esquerda.
  3. Cgastro-omental (gastroepiploica) direita.
  4. Dgástrica direita.
  5. Eesplênica e vasos gástricos curtos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — gastro-omental (gastroepiploica) direita.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tubo gástrico: preservação da arcada da grande curvatura

Gabarito: letra C. Na confecção do tubo gástrico após esofagectomia, a viabilidade do conduto depende da preservação da arcada vascular da grande curvatura, que é suprida predominantemente pela artéria gastro-omental (gastroepiploica) direita, ramo da artéria gastroduodenal. As demais artérias citadas (gástrica esquerda, gastro-omental esquerda, gástrica direita, esplênica e vasos gástricos curtos) são ligadas ou não participam da perfusão principal do enxerto.

A esofagectomia é a ressecção do esôfago, geralmente indicada para câncer de esôfago ou doenças benignas avançadas. Após a retirada do órgão, o trânsito alimentar é reconstruído, e a via mais comum é a gastroplastia: o estômago é mobilizado e transformado em um tubo (conduto gástrico), que é ascendido até o pescoço ou tórax para ser anastomosado ao coto esofágico proximal. Para que esse tubo sobreviva, ele precisa de um suprimento sanguíneo adequado — e é aí que entra a anatomia vascular do estômago.

O estômago recebe sangue de várias artérias: a gástrica esquerda (da artéria celíaca), a gástrica direita (da artéria hepática própria), a gastro-omental direita (da artéria gastroduodenal) e a gastro-omental esquerda (da artéria esplênica), além dos vasos gástricos curtos (da artéria esplênica). Essas artérias formam duas arcadas ao longo das curvaturas: a arcada da pequena curvatura (entre as gástricas) e a arcada da grande curvatura (entre as gastro-omentais).

Durante a mobilização do estômago para o tubo gástrico, o cirurgião precisa ligar os vasos que não serão necessários, mas deve preservar a arcada que vai nutrir o enxerto. A regra clássica é: preservar a arcada da grande curvatura, suprida pela gastro-omental direita, e ligar a gástrica esquerda, a gastro-omental esquerda, os vasos gástricos curtos e, muitas vezes, a gástrica direita. Por quê? Porque a gastro-omental direita é o vaso de maior calibre e mais constante, e a arcada que ela forma com a gastro-omental esquerda ao longo da grande curvatura é o principal suprimento do tubo. A gástrica esquerda, que é o principal vaso do estômago em condições normais, precisa ser ligada para permitir a mobilização do estômago e a ascensão do tubo — e o estômago sobrevive porque a arcada da grande curvatura assume a perfusão.

Na prática, o cirurgião identifica a arcada da grande curvatura, liga os vasos gástricos curtos e a gastro-omental esquerda (para liberar o fundo gástrico), preserva a gastro-omental direita e a arcada, e liga a gástrica esquerda e a gástrica direita (para liberar a pequena curvatura). O tubo é então confeccionado com base na grande curvatura, e a viabilidade é avaliada pela cor, pulsação e sangramento das margens.

A pegadinha da banca está em trocar o lado: a gastro-omental esquerda (alternativa B) também participa da arcada da grande curvatura, mas é a direita que é o vaso dominante e que deve ser preservada. A gástrica esquerda (A) é o principal vaso do estômago, mas é ligada na cirurgia. A gástrica direita (D) é ligada. A esplênica e os vasos gástricos curtos (E) são ligados para mobilizar o fundo. Portanto, a resposta é a letra C.

Guarde a lógica: o tubo gástrico vive pela grande curvatura, e a grande curvatura vive pela gastro-omental direita — é esse o critério que separa a alternativa correta das demais.

  1. 1Preserva gastro-omental direita
  2. 2Liga gástrica esquerda
  3. 3Liga gastro-omental esquerda
  4. 4Liga gástrica direita
  5. 5Liga vasos gástricos curtos
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A artéria gástrica esquerda é o principal vaso do estômago em condições normais, mas na confecção do tubo gástrico ela é ligada para permitir a mobilização do estômago e a ascensão do conduto. A perfusão do enxerto passa a depender da arcada da grande curvatura, não da gástrica esquerda. Quem marca esta alternativa confunde o papel fisiológico normal com o que é feito na cirurgia.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A artéria gastro-omental (gastroepiploica) esquerda, ramo da esplênica, participa da arcada da grande curvatura, mas é a direita que é o vaso dominante e que deve ser preservada. Na cirurgia, a gastro-omental esquerda é ligada para liberar o fundo gástrico. A alternativa troca o lado — é a pegadinha clássica.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A artéria gastro-omental (gastroepiploica) direita, ramo da artéria gastroduodenal, é o vaso que supre predominantemente a arcada da grande curvatura, que deve ser preservada para garantir a viabilidade do tubo gástrico. É o vaso de maior calibre e mais constante, e a arcada que forma com a gastro-omental esquerda é o principal suprimento do enxerto. A alternativa está correta e espelha exatamente o que a cirurgia exige.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A artéria gástrica direita, ramo da hepática própria, participa da arcada da pequena curvatura, não da grande curvatura. Na confecção do tubo gástrico, ela é ligada para liberar a pequena curvatura. A alternativa confunde a curvatura e o vaso.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A artéria esplênica e os vasos gástricos curtos são ligados durante a mobilização do estômago para liberar o fundo gástrico e permitir a ascensão do tubo. Eles não são a fonte principal de perfusão do enxerto. A alternativa cita vasos que são sacrificados, não preservados.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os lados da arcada da grande curvatura: a gastro-omental esquerda (B) também faz parte da arcada, mas é a direita (C) que é o vaso dominante e que deve ser preservado. Além disso, a gástrica esquerda (A) é o principal vaso do estômago em condições normais, mas é ligada na cirurgia — quem não sabe disso marca A. Lembre-se: na gastroplastia, o que importa é a grande curvatura, e a grande curvatura é nutrida pela gastro-omental direita. Com treino, você enxerga essa troca de lado de longe 💪.

Gabarito: letra C

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