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Questão de Medicina — Oncologia — FUNDATEC 2026

MedicinaOncologia
Código
qg693660
Banca
FUNDATEC
Órgão
UNIMED - Santa Maria
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cirurgia Oncológica
O estudo Matterhorn, apresentado na ESMO em junho de 2025, apresentou mudanças significativas no tratamento do câncer gástrico e junção esofagogástrica, com incremento em taxas de sobrevida global, sobrevida livre de doença e resposta patológica completa. Ambos os braços do estudo utilizaram o já sedimentado esquema FLOT, mas, no experimental, acrescentou-se um imunoterápico que é denominado:
  1. ADurvalumabe.
  2. BBevacizumabe.
  3. CRamucirumabe.
  4. DPembrolizumabe.
  5. ENivolumabe.
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GabaritoA — Durvalumabe.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Câncer gástrico e junção esofagogástrica: o estudo Matterhorn e a imunoterapia perioperatória

Gabarito: letra A. O estudo Matterhorn, apresentado na ESMO 2025, avaliou a adição de durvalumabe (imunoterapia anti-PD-L1) ao esquema quimioterápico FLOT no tratamento perioperatório do câncer gástrico e da junção esofagogástrica, demonstrando ganhos em sobrevida global, sobrevida livre de doença e resposta patológica completa. As demais alternativas trazem outros anticorpos monoclonais com mecanismos de ação distintos, que não foram os testados nesse estudo.

O câncer gástrico é uma neoplasia de alta incidência e mortalidade, especialmente em estádios avançados. O tratamento perioperatório — quimioterapia antes e depois da cirurgia — tornou-se o padrão para tumores localmente avançados ressecáveis, com o objetivo de reduzir o risco de recidiva e aumentar a chance de cura. O esquema FLOT (fluorouracil, leucovorina, oxaliplatina e docetaxel) é o regime quimioterápico de referência nesse cenário, tendo demonstrado superioridade em relação a esquemas anteriores, como o ECF/EOX.

A imunoterapia, por sua vez, revolucionou o tratamento oncológico ao ativar o sistema imunológico do paciente contra o tumor. Os inibidores de checkpoint imunológico, como os anticorpos anti-PD-1 (pembrolizumabe, nivolumabe) e anti-PD-L1 (durvalumabe, atezolizumabe), bloqueiam as vias de escape tumoral, permitindo que os linfócitos T reconheçam e destruam as células cancerosas. No câncer gástrico, a imunoterapia já havia mostrado benefício em cenários metastáticos, mas o estudo Matterhorn trouxe evidência inédita no contexto perioperatório, ao combinar durvalumabe ao FLOT.

O estudo Matterhorn é um ensaio clínico randomizado de fase III que comparou o FLOT isolado ao FLOT associado ao durvalumabe, seguido de durvalumabe adjuvante, em pacientes com câncer gástrico ou da junção esofagogástrica ressecável. Os resultados apresentados na ESMO 2025 mostraram melhora significativa na resposta patológica completa, na sobrevida livre de doença e na sobrevida global no braço experimental, consolidando a imunoterapia como parte do tratamento perioperatório dessa doença. É importante destacar que o durvalumabe é um anticorpo monoclonal IgG1 que se liga ao PD-L1, impedindo sua interação com PD-1 e CD80, o que resulta em ativação antitumoral das células T.

A distinção entre os anticorpos monoclonais é essencial para responder corretamente a esta questão. Enquanto o durvalumabe e o atezolizumabe são anti-PD-L1, o pembrolizumabe e o nivolumabe são anti-PD-1, e o bevacizumabe e o ramucirumabe atuam na via do VEGF (fator de crescimento do endotélio vascular), sendo antiangiogênicos. O ramucirumabe, especificamente, é um anticorpo anti-VEGFR-2, utilizado em segunda linha no câncer gástrico metastático, mas não no contexto perioperatório. O bevacizumabe, anti-VEGF, é usado em outros tumores, como colorretal e pulmão, mas não demonstrou benefício no câncer gástrico. O pembrolizumabe e o nivolumabe, anti-PD-1, têm indicações em doença metastática, mas não foram os agentes testados no Matterhorn.

A pegadinha desta questão está em associar a imunoterapia no câncer gástrico ao pembrolizumabe ou nivolumabe, que são os inibidores de checkpoint mais conhecidos e amplamente utilizados. No entanto, o estudo Matterhorn utilizou especificamente o durvalumabe, um anti-PD-L1, que se diferencia por seu mecanismo de ação e perfil de toxicidade. O candidato que não conhece os detalhes do estudo pode ser levado a escolher um dos anti-PD-1 por serem mais familiares, mas a resposta correta exige o conhecimento do agente específico testado.

Guarde a distinção entre os alvos terapêuticos: anti-PD-1 (pembrolizumabe, nivolumabe) bloqueiam o receptor na célula T; anti-PD-L1 (durvalumabe, atezolizumabe) bloqueiam o ligante na célula tumoral; anti-VEGF/VEGFR (bevacizumabe, ramucirumabe) inibem a angiogênese. É exatamente essa classificação que separa as alternativas desta questão.

1Anti-PD-1
Pembrolizumabe
Nivolumabe
Cemiplimabe
2Anti-PD-L1
Durvalumabe
Atezolizumabe
Avelumabe
3Anti-VEGF/VEGFR
Bevacizumabe
Ramucirumabe
Aflibercepte
Imunoterapia no câncer gástrico
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Imunoterapia no câncer gástrico: Anti-PD-1 (Pembrolizumabe, Nivolumabe, Cemiplimabe); Anti-PD-L1 (Durvalumabe, Atezolizumabe, Avelumabe); Anti-VEGF/VEGFR (Bevacizumabe, Ramucirumabe, Aflibercepte)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O durvalumabe é o imunoterápico adicionado ao FLOT no estudo Matterhorn. Trata-se de um anticorpo monoclonal anti-PD-L1 que, ao bloquear a interação PD-L1/PD-1, reativa a resposta imune antitumoral. O estudo demonstrou que a adição de durvalumabe ao FLOT no tratamento perioperatório do câncer gástrico e da junção esofagogástrica resultou em melhora da resposta patológica completa, da sobrevida livre de doença e da sobrevida global, mudando o paradigma de tratamento dessa doença.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O bevacizumabe é um anticorpo monoclonal anti-VEGF, que inibe a angiogênese tumoral. Embora seja utilizado em diversos tumores sólidos, como colorretal, pulmão e ovário, não demonstrou benefício no câncer gástrico e não foi o agente testado no estudo Matterhorn. A confusão aqui está em associar um anticorpo monoclonal amplamente conhecido ao estudo, sem considerar o mecanismo de ação específico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O ramucirumabe é um anticorpo monoclonal anti-VEGFR-2, também com ação antiangiogênica. Ele é utilizado em segunda linha no tratamento do câncer gástrico metastático, em combinação com paclitaxel, mas não no contexto perioperatório e não no estudo Matterhorn. A alternativa tenta confundir o candidato ao citar um fármaco que tem indicação no câncer gástrico, mas em cenário diferente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O pembrolizumabe é um anticorpo monoclonal anti-PD-1, amplamente utilizado em diversos tumores, incluindo o câncer gástrico metastático com alta expressão de PD-L1 (CPS ≥ 1). No entanto, não foi o agente testado no estudo Matterhorn, que utilizou o durvalumabe. A alternativa explora o conhecimento do candidato sobre a imunoterapia no câncer gástrico, mas com o fármaco errado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O nivolumabe é outro anticorpo monoclonal anti-PD-1, utilizado em melanoma, pulmão, rim e também no câncer gástrico metastático. Assim como o pembrolizumabe, não foi o imunoterápico avaliado no estudo Matterhorn. A alternativa reforça a pegadinha de associar os anti-PD-1 ao estudo, quando o correto é o anti-PD-L1 durvalumabe.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a familiaridade do candidato com os inibidores de checkpoint mais conhecidos — pembrolizumabe e nivolumabe (anti-PD-1) — que já têm indicação no câncer gástrico metastático. No entanto, o estudo Matterhorn utilizou o durvalumabe (anti-PD-L1), um fármaco com mecanismo de ação distinto. Para não cair nessa armadilha, lembre-se: no perioperatório do câncer gástrico, o agente testado foi o durvalumabe, não os anti-PD-1.

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar os anticorpos monoclonais e seus alvos, agrupe-os por mecanismo de ação: anti-PD-1 (pembrolizumabe, nivolumabe, cemiplimabe), anti-PD-L1 (durvalumabe, atezolizumabe, avelumabe) e anti-VEGF/VEGFR (bevacizumabe, ramucirumabe, aflibercepte). Essa classificação é recorrente em provas de oncologia e facilita a resolução de questões que pedem o agente específico de um estudo.

Gabarito: letra A — durvalumabe.

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