A torção testicular resulta da torção do cordão espermático, que compromete a perfusão testicular, levando a infarto. Sobre o tema, é correto afirmar que:
ATestículos criptorquídicos não apresentam alterações histológicas em biópsias realizadas no momento da realização de orquidopexias, quando realizadas antes dos 2 anos de idade.
BA torção testicular geralmente não ocorre antes dos 3 anos de idade ou após a puberdade, tendo seu pico de incidência em meninos pré-púberes.
CA torção extravaginal é mais comum em crianças e adolescentes (em comparação com neonatos).
DA probabilidade de salvar o testículo diminui significativamente após 6 horas, e a exploração cirúrgica de emergência não é indicada após esse período, pois já não há mais viabilidade testicular.
EA destorção é realizada com uma rotação de medial para lateral, em forma de “livro aberto”, pois essa será a direção correta em dois terços dos pacientes.
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GabaritoE — A destorção é realizada com uma rotação de medial para lateral, em forma de “livro aberto”, pois essa será a direção correta em dois terços dos pacientes.
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Torção testicular: diagnóstico e manejo
Gabarito: letra E. A destorção manual do testículo é realizada com rotação de medial para lateral, no sentido de "abrir um livro", pois essa é a direção correta na maioria dos pacientes (cerca de dois terços). As demais alternativas apresentam erros conceituais sobre criptorquidia, faixa etária de incidência, tipo de torção e indicação cirúrgica.
A torção testicular é uma emergência urológica causada pela rotação do cordão espermático, que obstrui o fluxo sanguíneo para o testículo, levando à isquemia e, se não tratada, ao infarto e à necrose hemorrágica. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado em história e exame físico, e a intervenção cirúrgica deve ser realizada o mais rápido possível para preservar a viabilidade testicular.
A incidência da torção testicular apresenta dois picos: em neonatos e em adolescentes (principalmente entre 12 e 18 anos). A torção extravaginal é mais comum em neonatos, enquanto a torção intravaginal predomina em crianças maiores e adolescentes. O risco de torção é maior em testículos criptorquídicos, que também apresentam alterações histológicas precoces, como atrofia e degeneração, mesmo antes dos 2 anos de idade.
O tempo é o fator mais crítico para o salvamento do testículo. A viabilidade testicular diminui significativamente após 6 a 8 horas de torção, mas a exploração cirúrgica de emergência é indicada em todos os casos com até 24 horas de evolução, pois ainda pode haver viabilidade. A destorção manual, quando realizada, deve ser feita de medial para lateral, como se estivesse "abrindo um livro", pois essa é a direção correta na maioria dos casos.
A compreensão desses pontos é fundamental para diferenciar as alternativas corretas das incorretas. A banca explora erros comuns, como a faixa etária de incidência, o tipo de torção mais comum em cada idade e a indicação cirúrgica após o período crítico.
Afirma que testículos criptorquídicos não apresentam alterações histológicas em biópsias realizadas antes dos 2 anos de idade. Isso é falso: testículos criptorquídicos já apresentam alterações histológicas precoces, como atrofia das células germinativas e degeneração, mesmo em biópsias realizadas antes dos 2 anos. A orquidopexia precoce é indicada justamente para tentar minimizar essas alterações e reduzir o risco de infertilidade e malignização.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a torção testicular geralmente não ocorre antes dos 3 anos de idade ou após a puberdade, com pico em meninos pré-púberes. Isso está errado. A torção testicular apresenta dois picos de incidência: em neonatos e em adolescentes (12 a 18 anos). O pico em adolescentes é o mais importante, e a torção pode ocorrer em qualquer idade, inclusive em adultos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a torção extravaginal é mais comum em crianças e adolescentes em comparação com neonatos. Isso é o oposto do que ocorre. A torção extravaginal é mais comum em neonatos, enquanto a torção intravaginal é mais comum em crianças maiores e adolescentes.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a probabilidade de salvar o testículo diminui significativamente após 6 horas e que a exploração cirúrgica de emergência não é indicada após esse período, pois não há mais viabilidade testicular. A primeira parte está correta (a viabilidade diminui após 6-8 horas), mas a segunda parte é falsa. A exploração cirúrgica é indicada em todos os casos com até 24 horas de evolução, pois ainda pode haver viabilidade testicular, e a cirurgia é a única forma de avaliar e tentar salvar o testículo.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que a destorção é realizada com rotação de medial para lateral, em forma de "livro aberto", pois essa será a direção correta em dois terços dos pacientes. Isso está correto. A destorção manual deve ser feita de medial para lateral, como se estivesse "abrindo um livro", pois essa é a direção correta na maioria dos casos (cerca de dois terços). Se a manobra for bem-sucedida, o testículo se desenrola e retorna à posição normal, com alívio imediato da dor. Mesmo após a destorção manual bem-sucedida, o paciente deve ser levado ao centro cirúrgico para orquipexia bilateral.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a inversão de conceitos: a torção extravaginal é mais comum em neonatos, não em crianças e adolescentes; a exploração cirúrgica é indicada mesmo após 6 horas, até 24 horas de evolução; e a destorção é de medial para lateral, não de lateral para medial. Fique atento a essas inversões clássicas.
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar a direção da destorção, pense em "abrir um livro": a rotação é de medial para lateral, como se estivesse abrindo as páginas de um livro. Essa é a direção correta na maioria dos casos.