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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FUNDATEC 2026

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
qg693677
Banca
FUNDATEC
Órgão
UNIMED - Santa Maria
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cirurgia Pediátrica
Em relação aos riscos de desenvolvimento de neoplasias testiculares em pacientes com criptorquidia na infância, analise as assertivas a seguir:I. Entre os homens com câncer testicular, 60% têm histórico de criptorquidia na infância.II. A criptorquidia parece estar associada a um risco de malignidade 2 a 8 vezes maior. Esse risco varia de acordo com a localização da gônada: 1% para testículos inguinais e 5% para testículos abdominais.III. Neoplasias que surgem após orquidopexia bem-sucedida, independentemente da localização original do testículo, são geralmente tumores de células germinativas não seminomatosos.Quais estão corretas?
  1. AApenas I.
  2. BApenas II.
  3. CApenas I e III.
  4. DApenas II e III.
  5. EI, II e III.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Apenas II e III.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Criptorquidia e risco de neoplasia testicular

Gabarito: letra D. Estão corretas as assertivas II e III. A assertiva I está incorreta porque a maioria dos homens com câncer testicular NÃO tem histórico de criptorquidia — o percentual correto é de cerca de 10%, não 60%. A criptorquidia aumenta o risco de malignidade em 2 a 8 vezes, com risco de 1% para testículos inguinais e 5% para abdominais (assertiva II correta), e os tumores que surgem após orquidopexia bem-sucedida são geralmente tumores de células germinativas não seminomatosos (assertiva III correta).

A criptorquidia é a falha na descida de um ou ambos os testículos para o escroto, condição comum em recém-nascidos, especialmente prematuros. O testículo que permanece fora do escroto fica exposto a temperatura mais elevada, o que prejudica a espermatogênese e aumenta o risco de degeneração maligna. O risco de transformação maligna em testículos criptorquídicos é maior do que em testículos eutópicos, variando conforme a localização: testículos intra-abdominais têm risco maior do que os inguinais. A orquidopexia, cirurgia que fixa o testículo na bolsa escrotal, é o tratamento indicado e deve ser realizada precocemente, em torno dos 6 meses de idade, pois estudos sugerem que isso reduz a possibilidade de tumor.

A associação entre criptorquidia e câncer testicular é bem estabelecida, mas é importante entender a magnitude desse risco. A maioria dos homens com câncer testicular não teve criptorquidia — o histórico está presente em cerca de 10% dos casos. O risco relativo é de 2 a 8 vezes maior, e o risco absoluto varia: cerca de 1% para testículos inguinais e 5% para testículos abdominais. Isso significa que, embora a criptorquidia seja um fator de risco importante, a maioria dos homens com essa condição não desenvolverá câncer testicular.

A histologia dos tumores que surgem após orquidopexia é um ponto crucial. Quando o testículo é trazido para o escroto, os tumores que se desenvolvem são geralmente tumores de células germinativas não seminomatosos, como carcinoma in situ, teratocarcinoma e carcinoma embrionário. Isso contrasta com os testículos que permanecem intra-abdominais sem cirurgia, que têm maior risco de desenvolver seminomas, tumores mais agressivos. A orquidopexia, portanto, não apenas facilita o diagnóstico precoce pela palpação, mas também parece influenciar o tipo histológico do tumor que pode surgir.

A pegadinha desta questão está na assertiva I, que inverte a proporção: em vez de 10% dos homens com câncer testicular terem histórico de criptorquidia, a assertiva afirma 60%. Essa inversão é clássica em questões de pediatria e urologia. A assertiva II, por sua vez, traz números precisos que precisam ser memorizados: risco 2 a 8 vezes maior, 1% para inguinais e 5% para abdominais. A assertiva III exige o conhecimento de que a orquidopexia altera o perfil histológico dos tumores, favorecendo os não seminomatosos.

1Risco
2 a 8x maior
Inguinal: 1%
Abdominal: 5%
2Histologia pós-orquidopexia
Não seminomatosos
Carcinoma in situ
Teratocarcinoma
Carcinoma embrionário
3Histologia sem cirurgia
Seminomas (mais agressivos)
4Histórico em quem tem câncer
~10% tiveram criptorquidia
Criptorquidia e câncer testicular
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Criptorquidia e câncer testicular: Risco (2 a 8x maior, Inguinal: 1%, Abdominal: 5%); Histologia pós-orquidopexia (Não seminomatosos, Carcinoma in situ, Teratocarcinoma, Carcinoma embrionário); Histologia sem cirurgia (Seminomas (mais agressivos)); Histórico em quem tem câncer (~10% tiveram criptorquidia)

Assertiva I — ❌ Incorreta

O erro está no percentual: a assertiva afirma que 60% dos homens com câncer testicular têm histórico de criptorquidia, mas o correto é cerca de 10%. A criptorquidia é um fator de risco, mas a maioria dos pacientes com câncer testicular não a apresenta. Esse número inflado é um distrator clássico.

Assertiva II — ✅ Correta

A assertiva está correta: a criptorquidia aumenta o risco de malignidade em 2 a 8 vezes, e esse risco varia com a localização da gônada — 1% para testículos inguinais e 5% para testículos abdominais. Esses valores são precisos e refletem o maior risco dos testículos intra-abdominais, que ficam expostos a temperatura ainda mais elevada.

Assertiva III — ✅ Correta

A assertiva está correta: neoplasias que surgem após orquidopexia bem-sucedida são geralmente tumores de células germinativas não seminomatosos, como carcinoma in situ, teratocarcinoma e carcinoma embrionário. Isso ocorre independentemente da localização original do testículo, pois a cirurgia altera o microambiente e o perfil de malignização.

Conclusão: Corretas as assertivas II e III → letra D.

Gabarito: letra D

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