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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — FUNDATEC 2026

MedicinaCirurgia Geral
Código
qg693686
Banca
FUNDATEC
Órgão
UNIMED - Santa Maria
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cirurgia Pediátrica
Em relação à classificação de Gross para as atresias e fístulas traqueoesofágicas, é correto afirmar que:
  1. AO tipo A corresponde à atresia esofágica com fístula traqueoesofágica proximal, sendo a segunda forma mais frequente dessa malformação.
  2. BO tipo C caracteriza-se por atresia de esôfago associada à fístula traqueoesofágica distal e responde por aproximadamente 85% dos casos.
  3. CO tipo D é definido pela presença de fístula traqueoesofágica isolada, sem atresia esofágica, e eventualmente manifesta-se mais tardiamente na infância.
  4. DO tipo E associa atresia de esôfago à presença de fístulas traqueoesofágicas proximal e distal simultaneamente.
  5. ENo tipo B observa-se comunicação traqueoesofágica distal isolada, com esôfago contínuo e pérvio.
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GabaritoB — O tipo C caracteriza-se por atresia de esôfago associada à fístula traqueoesofágica distal e responde por aproximadamente 85% dos casos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classificação de Gross para atresias e fístulas traqueoesofágicas

Gabarito: letra B. A classificação de Gross é o sistema mais utilizado para descrever as variações anatômicas das atresias de esôfago e fístulas traqueoesofágicas, e o tipo C — atresia esofágica com fístula traqueoesofágica distal — é de fato o mais frequente, correspondendo a cerca de 85% dos casos. As demais alternativas trocam as características dos tipos A, D, E e B, e por isso estão incorretas.

A atresia de esôfago é uma malformação congênita em que há interrupção da continuidade do esôfago, frequentemente associada a uma comunicação anômala com a traqueia (fístula traqueoesofágica). A classificação de Gross organiza essas variações em cinco tipos principais, identificados pelas letras A a E, e é essencial para o cirurgião pediátrico planejar a correção cirúrgica. O conhecimento dessa classificação é cobrado em provas de cirurgia geral e pediátrica, e a banca costuma explorar exatamente as confusões entre os tipos, como trocar a localização da fístula (proximal vs. distal) ou associar fístula isolada a atresia.

Para entender a classificação, é preciso dominar os conceitos de atresia (falta de continuidade do esôfago) e fístula traqueoesofágica (comunicação anormal entre traqueia e esôfago). A combinação desses dois elementos gera os diferentes tipos:

  • Tipo A: atresia esofágica sem fístula (forma pura).

  • Tipo B: atresia esofágica com fístula proximal (rara).

  • Tipo C: atresia esofágica com fístula distal (a mais comum, ~85%).

  • Tipo D: atresia esofágica com fístulas proximal e distal simultâneas (muito rara).

  • Tipo E: fístula traqueoesofágica isolada, sem atresia (também chamada de fístula em H, que pode se manifestar mais tardiamente).

A tabela abaixo resume as características de cada tipo, facilitando a memorização:

Tipo

Atresia

Fístula

Frequência

A

Sim

Ausente

~8%

B

Sim

Proximal

~2%

C

Sim

Distal

~85%

D

Sim

Proximal e distal

~1%

E

Não

Isolada (em H)

~4%

A pegadinha clássica da banca é inverter a localização da fístula (proximal vs. distal) ou associar fístula isolada a atresia, como fazem as alternativas A, D e E. O candidato que decora apenas a letra do tipo, sem fixar a anatomia, acaba caindo nessas trocas.

Na prática clínica, o tipo C é o que o cirurgião mais encontra: o recém-nascido apresenta sialorreia, engasgos e cianose após a primeira mamada, e o diagnóstico é confirmado pela impossibilidade de passar a sonda nasogástrica. Já o tipo E (fístula em H) pode passar despercebido no período neonatal, manifestando-se mais tarde com pneumonias de repetição, pois o esôfago é contínuo e a fístula é oblíqua, permitindo algum escape de saliva e alimento para a traqueia.

Guarde a fronteira entre os tipos C e E: o C tem atresia com fístula distal (85%), o E tem fístula isolada sem atresia. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.

1Tipo A
Atresia sem fístula
~8%
2Tipo B
Atresia com fístula proximal
~2%
3Tipo C
Atresia com fístula distal
~85%
4Tipo D
Atresia com fístulas proximal e distal
~1%
5Tipo E
Fístula isolada (em H)
Sem atresia
~4%
Classificação de Gross
LEVELsoulevel.com.br
Classificação de Gross: Tipo A (Atresia sem fístula, ~8%); Tipo B (Atresia com fístula proximal, ~2%); Tipo C (Atresia com fístula distal, ~85%); Tipo D (Atresia com fístulas proximal e distal, ~1%); Tipo E (Fístula isolada (em H), Sem atresia, ~4%)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O tipo A é a atresia esofágica sem fístula (forma pura), e não com fístula proximal. A fístula proximal isolada caracteriza o tipo B, que é raro (~2%), e não a segunda forma mais frequente — a segunda mais frequente é o tipo A (~8%). A alternativa troca a definição do tipo A e ainda erra a frequência.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O tipo C é exatamente a atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica distal, e responde por aproximadamente 85% dos casos, sendo a forma mais comum. A alternativa está correta em todos os seus termos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A fístula traqueoesofágica isolada, sem atresia, corresponde ao tipo E, e não ao tipo D. O tipo D é a atresia com fístulas proximal e distal simultâneas. A alternativa troca os tipos D e E.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A associação de atresia de esôfago com fístulas proximal e distal simultâneas é o tipo D, mas a alternativa descreve isso como tipo E. O tipo E é a fístula isolada, sem atresia. A alternativa inverte os tipos D e E.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A comunicação traqueoesofágica distal isolada, com esôfago contínuo e pérvio, é o tipo E (fístula em H), e não o tipo B. O tipo B é a atresia esofágica com fístula proximal. A alternativa troca a definição do tipo B.

Gabarito: letra B — o tipo C é a atresia esofágica com fístula distal, responsável por cerca de 85% dos casos.

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