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Questão de Medicina — Angiologia — FUNDATEC 2026

MedicinaAngiologia
Código
qg693724
Banca
FUNDATEC
Órgão
UNIMED - Santa Maria
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cirurgia Vascular
Síndrome de May-Thurner é uma condição anatômica e hemodinâmica caracterizada pela compressão extrínseca da veia ilíaca comum esquerda contra a coluna lombar, causada pela artéria ilíaca comum direita que a sobrepõe. Assinale a alternativa correta.
  1. AA compressão da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita é rara, ocorrendo em menos de 10% da população.
  2. BPara tratamento endovascular, o stent de escolha geralmente é autoexpansível.
  3. CA maioria dos pacientes é assintomática, sendo mais comum em mulheres, com os primeiros sintomas geralmente aparecendo na quinta década de vida.
  4. DCerca de 30% dos pacientes com a compressão diagnosticada em exames de imagem apresentam insuficiência venosa do membro inferior esquerdo.
  5. EO padrão-ouro de diagnóstico atualmente é a angiotomografia.
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GabaritoB — Para tratamento endovascular, o stent de escolha geralmente é autoexpansível.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Síndrome de May-Thurner: compressão da veia ilíaca comum esquerda

Gabarito: letra B. Na síndrome de May-Thurner, o tratamento endovascular da estenose ou oclusão da veia ilíaca comum esquerda é realizado preferencialmente com stent autoexpansível, pois esse tipo de stent se adapta melhor ao trajeto e à compressibilidade das veias, mantendo a perviedade do vaso. As demais alternativas apresentam erros conceituais ou dados incorretos sobre a epidemiologia, o quadro clínico e o diagnóstico da síndrome.

A síndrome de May-Thurner (ou síndrome da compressão da veia ilíaca) é uma condição anatômica e hemodinâmica em que a artéria ilíaca comum direita comprime a veia ilíaca comum esquerda contra a coluna lombar. Essa compressão crônica leva a alterações na parede venosa, como hipertrofia intimal e formação de septos ou aderências, que podem evoluir para estenose, trombose ou insuficiência venosa. É uma causa importante de trombose venosa profunda (TVP) do membro inferior esquerdo, especialmente em mulheres jovens.

O diagnóstico é feito por exames de imagem, sendo a flebografia o método mais preciso para avaliar a compressão e o grau de estenose, embora a angiotomografia e a angiorressonância também sejam utilizadas. O tratamento pode ser clínico (anticoagulação e meias elásticas) ou intervencionista, com angioplastia e implante de stent. No caso do stent, a escolha recai sobre o autoexpansível, pois ele oferece melhor adaptação ao vaso venoso, que é mais compressível e sujeito a variações de calibre.

A epidemiologia da síndrome é um ponto que a banca explora: a compressão anatômica está presente em uma parcela significativa da população (estudos mostram que pode ocorrer em até 20-30% dos indivíduos), mas a maioria é assintomática. Os sintomas, quando aparecem, são mais comuns em mulheres jovens, geralmente na segunda a quarta década de vida, e incluem dor, edema e, em casos graves, trombose venosa profunda. A insuficiência venosa do membro inferior esquerdo é uma complicação possível, mas não ocorre em 30% dos pacientes com compressão diagnosticada em exames de imagem — esse número é menor, e a maioria dos pacientes permanece assintomática.

O padrão-ouro de diagnóstico é a flebografia, que permite visualizar diretamente a compressão e o grau de estenose, além de permitir a medição de gradientes de pressão. A angiotomografia e a angiorressonância são métodos não invasivos úteis, mas não são considerados o padrão-ouro. A alternativa E, que afirma ser a angiotomografia o padrão-ouro, está incorreta.

Guarde a fronteira entre o que é epidemiologia (frequência, sexo, idade) e o que é diagnóstico (método de imagem) e tratamento (tipo de stent): é exatamente nesses três eixos que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a compressão da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita é rara, ocorrendo em menos de 10% da população. Na verdade, a compressão anatômica é frequente, estando presente em uma parcela significativa da população (estudos mostram que pode ocorrer em até 20-30% dos indivíduos). O que é raro é o desenvolvimento de sintomas ou complicações, como trombose venosa profunda. A banca troca a frequência da condição anatômica pela frequência da doença sintomática.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O tratamento endovascular da síndrome de May-Thurner é feito com stent autoexpansível. Esse tipo de stent é preferido porque se adapta melhor ao trajeto e à compressibilidade das veias, mantendo a perviedade do vaso. Os stents autoexpansíveis são mais flexíveis e resistem melhor à compressão extrínseca, o que é crucial em uma região onde a artéria ilíaca comprime a veia. Essa é a conduta padrão na prática clínica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a maioria dos pacientes é assintomática, sendo mais comum em mulheres, com os primeiros sintomas geralmente aparecendo na quinta década de vida. A primeira parte está correta (a maioria é assintomática e é mais comum em mulheres), mas a idade está errada: os sintomas geralmente aparecem na segunda a quarta década de vida, não na quinta. A banca troca a faixa etária, fazendo o candidato acreditar que a doença é mais tardia do que realmente é.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que cerca de 30% dos pacientes com a compressão diagnosticada em exames de imagem apresentam insuficiência venosa do membro inferior esquerdo. Esse número é superestimado. A maioria dos pacientes com compressão anatômica é assintomática, e a insuficiência venosa sintomática ocorre em uma minoria. O número real é menor, e a banca usa um percentual inflado para confundir o candidato.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que o padrão-ouro de diagnóstico atualmente é a angiotomografia. Na verdade, o padrão-ouro é a flebografia, que permite visualizar diretamente a compressão e o grau de estenose, além de permitir a medição de gradientes de pressão. A angiotomografia é um método não invasivo útil, mas não é o padrão-ouro. A banca troca o método de imagem padrão-ouro por um método auxiliar.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora trocar a frequência da condição anatômica pela frequência da doença sintomática (alternativa A), a faixa etária de apresentação (alternativa C) e o método de imagem padrão-ouro (alternativa E). Fique atento a esses três eixos: epidemiologia, quadro clínico e diagnóstico. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte uma tabela mental com os três eixos: Epidemiologia (compressão anatômica frequente, sintomas raros, mulheres jovens), Diagnóstico (flebografia é o padrão-ouro; angio-TC e angio-RM são auxiliares) e Tratamento (stent autoexpansível). Essa tríade cobre a maioria das questões sobre o tema.

Gabarito: letra B

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