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Questão de Medicina — Angiologia — FUNDATEC 2026

MedicinaAngiologia
Código
qg693731
Banca
FUNDATEC
Órgão
UNIMED - Santa Maria
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cirurgia Vascular
Uma artéria subclávia direita aberrante originada da porção proximal da aorta torácica descendente é a anomalia congênita mais comum do arco aórtico. Assinale a alternativa correta sobre o tema.
  1. AEm pacientes que apresentam sintomas de disfagia, o tratamento inicial é conservador.
  2. BA maioria dos pacientes são assintomáticos.
  3. CMenos de 10% dos pacientes irão desenvolver degeneração aneurismática ao longo da vida.
  4. DA degeneração aneurismática da artéria subclávia direita aberrante é encontrada com maior frequência em pacientes jovens, de ambos os sexos, frequentemente abaixo dos 30 anos.
  5. ERaramente os pacientes com degeneração aneurismática requerem intervenção, que é indicada somente em pacientes com aneurismas >4 cm.
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GabaritoB — A maioria dos pacientes são assintomáticos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Artéria subclávia direita aberrante: anomalia congênita do arco aórtico

Gabarito: letra B. A maioria dos pacientes com artéria subclávia direita aberrante é assintomática, sendo a anomalia um achado incidental em exames de imagem. O tratamento conservador é reservado para pacientes assintomáticos ou com sintomas leves, enquanto a degeneração aneurismática, quando ocorre, é mais frequente em adultos e pode exigir intervenção cirúrgica ou endovascular.

A artéria subclávia direita aberrante (ASDA) é a anomalia congênita mais comum do arco aórtico, ocorrendo em aproximadamente 0,5% a 1% da população. Nessa condição, a artéria subclávia direita não se origina do tronco braquicefálico, mas sim diretamente da porção proximal da aorta torácica descendente, seguindo um trajeto retroesofágico (atrás do esôfago) na maioria dos casos, ou, menos comumente, entre o esôfago e a traqueia ou anteriormente à traqueia.

A maioria dos pacientes permanece assintomática ao longo da vida, e a anomalia é frequentemente descoberta incidentalmente durante exames de imagem realizados por outros motivos. Quando sintomas ocorrem, eles são geralmente relacionados à compressão de estruturas adjacentes, como disfagia (dificuldade para engolir, conhecida como disfagia lusória), dispneia, tosse ou dor torácica. Em pacientes sintomáticos, o tratamento inicial pode ser conservador, com medidas dietéticas e acompanhamento, mas a cirurgia é indicada quando os sintomas são graves ou quando há complicações como aneurisma.

A degeneração aneurismática da ASDA é uma complicação rara, ocorrendo em menos de 10% dos pacientes, e é mais comum em adultos, frequentemente acima dos 50 anos, ao contrário do que afirma a alternativa D. Quando um aneurisma se desenvolve, o risco de ruptura ou embolização justifica a intervenção, que pode ser cirúrgica (reimplante da artéria subclávia) ou endovascular (stent-graft). O limiar para intervenção em aneurismas de artéria subclávia aberrante é geralmente um diâmetro maior que 2 a 3 cm, embora alguns autores considerem a intervenção para aneurismas maiores que 4 cm, dependendo do risco cirúrgico e da anatomia.

A banca explora a confusão entre a história natural da ASDA (geralmente benigna) e as complicações raras, como aneurisma, que exigem manejo mais agressivo. É fundamental distinguir o paciente assintomático (maioria, conduta conservadora) do paciente com sintomas compressivos ou aneurisma (minoria, pode necessitar intervenção).

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que, em pacientes com sintomas de disfagia, o tratamento inicial é conservador. Embora o tratamento conservador possa ser considerado em casos leves, a disfagia lusória sintomática geralmente requer intervenção cirúrgica para aliviar a compressão esofágica. O tratamento conservador é mais apropriado para pacientes assintomáticos ou com sintomas mínimos, não para aqueles com disfagia significativa.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A maioria dos pacientes com artéria subclávia direita aberrante é assintomática. A anomalia é frequentemente um achado incidental em exames de imagem, e a maioria dos indivíduos não apresenta sintomas ao longo da vida. Esta é a característica clínica mais importante da condição.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que menos de 10% dos pacientes desenvolverão degeneração aneurismática. Embora a degeneração aneurismática seja rara, a literatura sugere que a incidência de aneurisma em pacientes com ASDA é maior que 10%, variando de 10% a 20% em algumas séries. Portanto, a afirmação de que menos de 10% desenvolverão aneurisma é incorreta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A degeneração aneurismática da artéria subclávia direita aberrante é encontrada com maior frequência em pacientes idosos, geralmente acima dos 50 anos, e não em pacientes jovens abaixo dos 30 anos. A alternativa inverte a faixa etária típica, sendo um distrator clássico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que raramente os pacientes com degeneração aneurismática requerem intervenção, indicada somente para aneurismas >4 cm. Na verdade, a degeneração aneurismática da ASDA é uma indicação para intervenção, pois o risco de ruptura ou complicações tromboembólicas é significativo. O limiar para intervenção é geralmente menor que 4 cm, frequentemente em torno de 2 a 3 cm, dependendo da anatomia e do risco cirúrgico.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre a história natural benigna da ASDA (maioria assintomática) e as complicações raras, como aneurisma, que exigem manejo agressivo. Fique atento: a maioria é assintomática, mas quando há sintomas compressivos ou aneurisma, a intervenção é frequentemente necessária, com limiar de diâmetro menor que 4 cm.

Gabarito: letra B

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