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Questão de Medicina — Geriatria — FUNDATEC 2026

MedicinaGeriatria
Código
qg693784
Banca
FUNDATEC
Órgão
UNIMED - Santa Maria
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Geriatria
Homem, 91 anos, residente em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI), é diagnosticado com covid-19 durante investigação de surto institucional. Evolui com tosse, dispneia e queda da saturação de oxigênio. Possui múltiplas comorbidades. Considerando o manejo da covid-19 em idosos institucionalizados, analise as assertivas a seguir:I. A idade avançada associada a comorbidades eleva significativamente o risco de evolução grave e óbito por covid-19, sendo a imunossenescência um fator relevante.II. Em situações de surto em ILPIs, são fundamentais medidas como isolamento de casos, testagem ampliada, uso adequado de EPIs e controle rigoroso de visitas.III. A vacinação contra covid-19 apresenta baixa efetividade em idosos institucionalizados e não deve ser priorizada como estratégia preventiva.Quais estão corretas?
  1. AApenas I.
  2. BApenas II.
  3. CApenas III.
  4. DApenas I e II.
  5. EI, II e III.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Apenas I e II.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Manejo da COVID-19 em idosos institucionalizados

Gabarito: letra D (corretas apenas I e II). A assertiva I está correta porque idade avançada e comorbidades são fatores de risco bem estabelecidos para evolução grave e óbito por COVID-19, sendo a imunossenescência um mecanismo relevante; a assertiva II está correta porque, em surtos em ILPIs, isolamento, testagem ampliada, uso de EPIs e controle de visitas são medidas fundamentais de controle; a assertiva III está incorreta porque a vacinação é altamente efetiva e deve ser priorizada como estratégia preventiva nessa população.

A COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, apresenta espectro clínico variável, desde infecção assintomática até síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) e óbito. Em idosos, especialmente os institucionalizados, a doença tende a ser mais grave. A imunossenescência — declínio progressivo da função imunológica associado ao envelhecimento — compromete a resposta imune inata e adaptativa, reduzindo a capacidade de controlar a replicação viral e aumentando a susceptibilidade a infecções e complicações. Além disso, a presença de múltiplas comorbidades (doença cardiovascular, diabetes, DPOC, obesidade, doença renal crônica, entre outras) potencializa o risco de mau desfecho. Dados epidemiológicos mostram que a mortalidade aumenta exponencialmente com a idade: indivíduos com 80 anos ou mais têm mortalidade cerca de 20 vezes maior que aqueles entre 50 e 59 anos, e a presença de comorbidades eleva a mortalidade em até 12 vezes. Esses fatores explicam por que idosos institucionalizados, que frequentemente acumulam idade avançada, comorbidades e fragilidade, constituem grupo de altíssimo risco.

Em relação ao manejo de surtos em ILPIs, as medidas de controle são essenciais para conter a transmissão e proteger essa população vulnerável. O isolamento de casos suspeitos e confirmados, a testagem ampliada (mesmo em assintomáticos, para identificar precocemente cadeias de transmissão), o uso adequado de EPIs pelos profissionais e visitantes, e o controle rigoroso de visitas são pilares da prevenção. Essas medidas baseiam-se nos princípios de precaução padrão, de contato e de gotículas, e visam interromper a cadeia de transmissão do vírus em ambiente fechado e de alta circulação de pessoas, como as ILPIs. A literatura e as recomendações de órgãos de saúde (como ANVISA e Ministério da Saúde) enfatizam a importância dessas ações para evitar surtos e reduzir a morbimortalidade.

A vacinação, por sua vez, é a estratégia preventiva mais eficaz disponível. As vacinas contra COVID-19 demonstraram alta efetividade na redução de casos graves, hospitalizações e óbitos, inclusive em idosos. Embora a resposta imune possa ser um pouco atenuada em idosos devido à imunossenescência, a vacinação ainda confere proteção significativa e é fundamental para reduzir a gravidade da doença. Portanto, a assertiva III, que afirma baixa efetividade e não priorização, está incorreta. A vacinação deve ser priorizada em ILPIs, com esquemas completos e doses de reforço conforme recomendado.

A distinção crucial nesta questão é entre fatores de risco (que aumentam a gravidade) e medidas de prevenção (que reduzem o risco). A banca explora a confusão entre a resposta imune atenuada (que justifica reforços, mas não abandono da vacina) e a inefetividade total. Guarde: imunossenescência não significa ausência de benefício vacinal — significa necessidade de estratégias adicionais, como doses de reforço.

1Fatores de risco
Idade avançada
Comorbidades
Imunossenescência
2Controle de surtos em ILPIs
Isolamento de casos
Testagem ampliada
Uso de EPIs
Controle de visitas
3Vacinação
Alta efetividade
Reduz casos graves e óbitos
Priorizar com reforços
COVID-19 em idosos institucionalizados
LEVELsoulevel.com.br
COVID-19 em idosos institucionalizados: Fatores de risco (Idade avançada, Comorbidades, Imunossenescência); Controle de surtos em ILPIs (Isolamento de casos, Testagem ampliada, Uso de EPIs, Controle de visitas); Vacinação (Alta efetividade, Reduz casos graves e óbitos, Priorizar com reforços)

Item I — ✅ Correto

A assertiva I está correta. Idade avançada e comorbidades são fatores de risco bem estabelecidos para evolução grave e óbito por COVID-19. A imunossenescência, declínio da função imunológica com o envelhecimento, compromete a resposta imune, aumentando a susceptibilidade a infecções e complicações. Dados epidemiológicos confirmam que a mortalidade aumenta com a idade e com o número de comorbidades, sendo os idosos institucionalizados particularmente vulneráveis.

Item II — ✅ Correto

A assertiva II está correta. Em surtos em ILPIs, medidas como isolamento de casos, testagem ampliada, uso adequado de EPIs e controle rigoroso de visitas são fundamentais para conter a transmissão. Essas ações interrompem a cadeia de transmissão do SARS-CoV-2 em ambiente fechado e de alta circulação, protegendo uma população de alto risco. São recomendações de órgãos de saúde como ANVISA e Ministério da Saúde.

Item III — ❌ Incorreto

A assertiva III está incorreta. A vacinação contra COVID-19 apresenta alta efetividade em idosos institucionalizados, reduzindo significativamente casos graves, hospitalizações e óbitos. Embora a resposta imune possa ser atenuada pela imunossenescência, a vacinação ainda confere proteção substancial e deve ser priorizada como estratégia preventiva, com esquemas completos e doses de reforço. Afirmar baixa efetividade e não priorização contraria as evidências científicas e as recomendações de saúde pública.

Gabarito: letra D — corretas apenas I e II.

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