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Questão de Medicina — Geriatria — FUNDATEC 2026

MedicinaGeriatria
Código
qg693787
Banca
FUNDATEC
Órgão
UNIMED - Santa Maria
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Geriatria
No cuidado ao idoso com múltiplas condições crônicas, o uso concomitante de diversos medicamentos é frequente. Sobre o conceito de polifarmácia e seus impactos clínicos na geriatria, assinale a alternativa correta.
  1. APolifarmácia refere-se obrigatoriamente ao uso inadequado de cinco ou mais fármacos e deve ser evitada em qualquer circunstância.
  2. BO uso simultâneo de vários medicamentos pode ser clinicamente necessário, mas está associado a maior risco de eventos adversos, hospitalizações e mortalidade.
  3. CO principal problema da polifarmácia é a dificuldade de adesão, sem relação com desfechos como quedas ou declínio funcional.
  4. DA polifarmácia protege o idoso contra descompensações clínicas ao tratar todas as comorbidades simultaneamente.
  5. ENão existe definição operacional para polifarmácia na prática clínica geriátrica.
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GabaritoB — O uso simultâneo de vários medicamentos pode ser clinicamente necessário, mas está associado a maior risco de eventos adversos, hospitalizações e mortalidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Polifarmácia no idoso: conceito e impactos clínicos

Gabarito: letra B. A polifarmácia — uso concomitante de múltiplos medicamentos — pode ser clinicamente necessária no idoso com múltiplas comorbidades, mas está associada a maior risco de eventos adversos, hospitalizações e mortalidade. As demais alternativas erram ao tratar a polifarmácia como algo obrigatoriamente inadequado, sem relação com desfechos graves, protetor ou indefinível.

A polifarmácia é um dos pilares da avaliação geriátrica ampla, figurando entre os "cinco M" da geriatria (Mente, Mobilidade, Medicamentos, Multicomplexidade e o que importa Mais para o paciente). O termo refere-se ao uso simultâneo de vários medicamentos — frequentemente definido como cinco ou mais — e, embora possa ser necessário para tratar adequadamente múltiplas condições crônicas, carrega riscos significativos. O idoso apresenta alterações farmacocinéticas (aumento da gordura corporal, redução da água corporal e declínio da filtração glomerular) e farmacodinâmicas (maior sensibilidade a narcóticos e varfarina, por exemplo) que amplificam o potencial de eventos adversos e interações medicamentosas.

A literatura geriátrica é clara: a polifarmácia aumenta o risco de interações medicamentosas, eventos adversos, quedas, declínio funcional, hospitalizações e mortalidade. Por isso, a prescrição no idoso exige revisão constante, desprescrição quando possível e atenção a listas de medicamentos potencialmente inadequados, como os critérios de Beers. A conduta correta não é evitar a polifarmácia a todo custo, mas sim individualizar o tratamento, priorizando medicamentos com evidência de benefício e minimizando riscos.

A pegadinha central desta questão é a palavra "obrigatoriamente" na alternativa A: a polifarmácia não é, por definição, uso inadequado — ela pode ser apropriada e necessária. A alternativa C erra ao negar a relação com quedas e declínio funcional, desfechos diretamente associados à polifarmácia. A alternativa D inverte completamente o risco, tratando a polifarmácia como protetora. A alternativa E ignora que existem definições operacionais amplamente utilizadas na prática clínica.

Guarde o conceito central: polifarmácia = uso de múltiplos medicamentos (geralmente ≥5), que pode ser necessário, mas exige vigilância quanto a eventos adversos, interações e desfechos negativos. É exatamente esse equilíbrio entre necessidade e risco que a alternativa B captura e as demais distorcem.

1Conceito
Uso de ≥5 medicamentos
Pode ser clinicamente necessária
2Riscos
Eventos adversos
Interações medicamentosas
Quedas e declínio funcional
Hospitalizações e mortalidade
3Manejo
Revisão constante
Desprescrição quando possível
Critérios de Beers
Polifarmácia
LEVELsoulevel.com.br
Polifarmácia: Conceito (Uso de ≥5 medicamentos, Pode ser clinicamente necessária); Riscos (Eventos adversos, Interações medicamentosas, Quedas e declínio funcional, Hospitalizações e mortalidade); Manejo (Revisão constante, Desprescrição quando possível, Critérios de Beers)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O erro está em "obrigatoriamente" e "em qualquer circunstância". A polifarmácia não é, por definição, uso inadequado — ela pode ser clinicamente necessária para tratar múltiplas comorbidades. A definição operacional é quantitativa (uso de cinco ou mais medicamentos), não qualitativa. A alternativa confunde o conceito de polifarmácia com o de prescrição inapropriada, que é um julgamento clínico sobre a adequação de cada medicamento.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa captura com precisão o conceito: o uso simultâneo de vários medicamentos pode ser clinicamente necessário (para tratar múltiplas condições crônicas), mas está associado a maior risco de eventos adversos, hospitalizações e mortalidade. É exatamente o que a literatura geriátrica demonstra — a polifarmácia aumenta o risco de interações medicamentosas e eventos adversos, que são causa comum de hospitalização e morbidade em adultos mais velhos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa erra ao afirmar que o principal problema da polifarmácia é apenas a dificuldade de adesão, "sem relação com desfechos como quedas ou declínio funcional". A polifarmácia está diretamente associada a quedas (medicamentos psicotrópicos, anti-hipertensivos), declínio funcional, delirium, hospitalizações e mortalidade. A dificuldade de adesão é um dos problemas, mas não o único nem o principal — os eventos adversos e as interações medicamentosas são igualmente críticos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirmação completamente invertida. A polifarmácia não protege o idoso contra descompensações clínicas — pelo contrário, aumenta o risco de eventos adversos, interações medicamentosas e descompensações. Tratar todas as comorbidades simultaneamente com muitos medicamentos não é sinônimo de proteção; exige avaliação cuidadosa de riscos e benefícios de cada fármaco.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Existe definição operacional para polifarmácia na prática clínica geriátrica: o uso concomitante de cinco ou mais medicamentos é a definição mais comum e amplamente aceita. A alternativa nega a existência de qualquer definição, o que contraria a prática clínica e a literatura.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a palavra "obrigatoriamente" na alternativa A — o candidato que associa polifarmácia a uso inadequado cai nela. Lembre-se: polifarmácia é um conceito quantitativo (≥5 medicamentos), não qualitativo. Ela pode ser apropriada e necessária; o problema é o uso sem critério, sem revisão e sem considerar riscos.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, desconfie de alternativas com termos absolutos como "obrigatoriamente", "sempre", "nunca", "qualquer circunstância". Na geriatria, quase tudo é individualizado. A polifarmácia é um dos "cinco M" — memorize: Mente, Mobilidade, Medicamentos, Multicomplexidade e o que importa Mais. Quando a questão falar de polifarmácia, pense em: necessidade clínica + risco de eventos adversos + revisão/desprescrição.

Gabarito: letra B

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