Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — FUNDATEC 2026
Medicina›Ginecologia e Obstetrícia
Código
qg693822
Banca
FUNDATEC
Órgão
UNIMED - Santa Maria
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Ginecologia e Obstetrícia
O adiamento da gestação tem levado ao aumento da procura por investigação de infertilidade conjugal. Na avaliação do casal infértil, após a exclusão do fator masculino por meio do espermograma, deve-se investigar os fatores femininos, que incluem o fator ovulatório, o fator tubo-peritoneal e o fator uterino. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o exame de maior acurácia para a avaliação do fator ovulatório, o padrão-ouro para a avaliação da permeabilidade tubo-peritoneal e o padrão-ouro para a avaliação das alterações da cavidade uterina.
ADosagem sérica do hormônio antimulleriano – videolaparoscopia – ultrassonografia transvaginal.
BDosagem sérica de progesterona na fase lútea – videolaparoscopia – ultrassonografia transvaginal.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Infertilidade conjugal: investigação dos fatores femininos
Gabarito: letra C. Na avaliação da mulher infértil, o exame de maior acurácia para o fator ovulatório é a ultrassonografia transvaginal seriada (que documenta o crescimento folicular e a ovulação), o padrão-ouro para a permeabilidade tubo-peritoneal é a videolaparoscopia (com cromotubagem) e o padrão-ouro para a cavidade uterina é a histeroscopia. A alternativa C é a única que associa corretamente os três exames.
A investigação da infertilidade conjugal segue uma sequência lógica: primeiro se exclui o fator masculino (com o espermograma, que deve ser repetido em duas coletas se alterado), e então se investigam os fatores femininos. O fator ovulatório responde por cerca de 25% dos casos e sua avaliação busca confirmar se a mulher está ovulando regularmente. O fator tubo-peritoneal (obstrução tubária, aderências, endometriose) é responsável por aproximadamente 30% dos casos, e o fator uterino (miomas, pólipos, sinéquias, malformações) por cerca de 10%.
Para o fator ovulatório, a ultrassonografia transvaginal seriada é o exame de maior acurácia porque permite acompanhar o desenvolvimento folicular ao longo do ciclo, documentar a ovulação (pelo desaparecimento do folículo e presença de líquido no fundo de saco) e avaliar a resposta ao tratamento de indução da ovulação. A dosagem de progesterona na fase lútea (por volta do 21º dia de um ciclo de 28 dias) é um método indireto e menos preciso, pois confirma a ocorrência de ovulação, mas não avalia a qualidade folicular nem o momento exato. O hormônio antimulleriano (AMH) avalia a reserva ovariana, não a ovulação em si.
Para o fator tubo-peritoneal, a videolaparoscopia com cromotubagem (injeção de corante azul de metileno pelo colo uterino e visualização da passagem pelas tubas) é o padrão-ouro, pois permite diagnosticar e, muitas vezes, tratar simultaneamente as alterações (aderências, endometriose, obstruções). A histerossalpingografia (HSG) é um exame radiológico que avalia a permeabilidade tubária de forma indireta, mas não visualiza diretamente a cavidade peritoneal nem permite tratamento.
Para o fator uterino, a histeroscopia é o padrão-ouro, pois permite a visualização direta da cavidade uterina e a biópsia ou ressecção de lesões (pólipos, miomas submucosos, sinéquias) no mesmo procedimento. A ultrassonografia transvaginal é um bom método de rastreio, mas não tem a acurácia da histeroscopia para pequenas lesões. A histerossonografia (infusão de soro fisiológico na cavidade uterina durante a USG) é útil, mas inferior à histeroscopia.
A pegadinha desta questão está em trocar o exame de maior acurácia para o fator ovulatório (USG seriada) pela dosagem de progesterona na fase lútea, que é um método indireto e menos preciso. A banca também tenta confundir o padrão-ouro do fator tubo-peritoneal (videolaparoscopia) com a histerossalpingografia, que é um exame de triagem, e o padrão-ouro do fator uterino (histeroscopia) com a histerossonografia ou a USG transvaginal.
Guarde a tríade: USG seriada → ovulação; videolaparoscopia → tubas; histeroscopia → cavidade uterina. É exatamente essa correspondência que separa a alternativa correta das demais.
Erra ao indicar a dosagem sérica do hormônio antimulleriano (AMH) como exame de maior acurácia para o fator ovulatório. O AMH avalia a reserva ovariana (quantidade de folículos antrais), não a ovulação em si. A videolaparoscopia e a USG transvaginal estão corretas para os outros dois fatores, mas o primeiro item invalida a alternativa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erra ao indicar a dosagem sérica de progesterona na fase lútea como exame de maior acurácia para o fator ovulatório. A progesterona elevada na fase lútea apenas confirma que houve ovulação, mas não avalia a qualidade do folículo, o momento da ovulação nem a resposta folicular. A USG transvaginal seriada é superior por documentar todo o processo. Os outros dois itens estão corretos.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Apresenta a tríade correta: ultrassonografia transvaginal seriada (maior acurácia para o fator ovulatório, pois acompanha o crescimento folicular e documenta a ovulação), videolaparoscopia (padrão-ouro para a permeabilidade tubo-peritoneal, com cromotubagem) e histeroscopia (padrão-ouro para a cavidade uterina, com visualização direta e possibilidade de tratamento).
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erra ao indicar a histerossalpingografia (HSG) como padrão-ouro para a permeabilidade tubo-peritoneal. A HSG é um exame de triagem que avalia a permeabilidade tubária de forma indireta, mas a videolaparoscopia é superior por permitir visualização direta e tratamento. Os outros dois itens estão corretos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erra ao indicar a dosagem da progesterona no 21º dia do ciclo como exame de maior acurácia para o fator ovulatório (mesmo erro da alternativa B) e a histerossonografia como padrão-ouro para a cavidade uterina. A histerossonografia é um método de rastreio, inferior à histeroscopia. A videolaparoscopia está correta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o exame de maior acurácia para o fator ovulatório (USG seriada) pela dosagem de progesterona na fase lútea, que é um método indireto e menos preciso. Lembre-se: a progesterona apenas confirma a ovulação, mas não a documenta com a mesma acurácia da USG seriada. Com treino, você identifica essa troca de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, monte a tríade: USG seriada → ovulação; videolaparoscopia → tubas; histeroscopia → cavidade uterina. Na prova, ao ver "fator ovulatório", associe imediatamente à USG seriada; ao ver "tubo-peritoneal", à videolaparoscopia; ao ver "cavidade uterina", à histeroscopia.