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Questão de Medicina — Médico da Família — FUNDATEC 2026

MedicinaMédico da Família
Código
qg693860
Banca
FUNDATEC
Órgão
UNIMED - Santa Maria
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Medicina de Família
Em visita puerperal, um médico de família avalia um recém-nascido de 7 dias, com hiperemia periumbilical extensa, edema e secreção purulenta no coto umbilical. O lactente apresenta redução da atividade habitual. Qual é a conduta mais adequada diante desse quadro?
  1. ADrenagem ambulatorial.
  2. BAntibioticoterapia via oral.
  3. CLimpeza local e observação.
  4. DInternação hospitalar.
  5. EConduta expectante.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Internação hospitalar.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Onfalite neonatal: conduta no recém-nascido

Gabarito: letra D. O quadro descrito — hiperemia periumbilical extensa, edema, secreção purulenta no coto umbilical e redução da atividade habitual em RN de 7 dias — é compatível com onfalite, infecção potencialmente grave que exige tratamento hospitalar com antibioticoterapia parenteral. A presença de sinais sistêmicos (letargia) afasta a possibilidade de manejo ambulatorial, tornando a internação a conduta mais adequada.

A onfalite é uma infecção do coto umbilical e dos tecidos adjacentes, que pode evoluir rapidamente para complicações graves como celulite, fascite necrosante, peritonite e sepse neonatal. O agente mais prevalente é o Staphylococcus aureus, mas também podem estar envolvidos estreptococos dos grupos A e B e bacilos gram-negativos como Escherichia coli, Klebsiella e Pseudomonas. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na presença de sinais inflamatórios locais (edema, hiperemia, calor) associados ou não a manifestações sistêmicas.

A gravidade do quadro é determinada pela extensão do eritema e pela presença de comprometimento sistêmico. No caso apresentado, a hiperemia é extensa e há redução da atividade habitual, indicando toxemia. Nesse cenário, a conduta não pode ser ambulatorial: o recém-nascido deve ser internado para receber antibioticoterapia parenteral de amplo espectro, cobertura para S. aureus e gram-negativos, além de monitorização clínica e laboratorial. A via oral não é adequada em quadros com sinais sistêmicos, pois a absorção pode ser imprevisível e a gravidade exige níveis séricos rápidos e confiáveis.

A limpeza local com álcool a 70% é uma medida de prevenção importante, mas não trata a infecção estabelecida. A drenagem ambulatorial não tem papel no manejo da onfalite, que é uma infecção de partes moles, não um abscesso circunscrito. A conduta expectante é absolutamente contraindicada diante de sinais de gravidade.

A distinção crucial é entre a onfalite (infecção grave, que exige internação) e o granuloma umbilical (tecido de granulação que produz secreção serosa ou purulenta, mas sem sinais inflamatórios sistêmicos, tratado ambulatorialmente com nitrato de prata). A presença de toxemia e eritema extenso é o critério que separa as duas situações e define a necessidade de hospitalização.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre onfalite e granuloma umbilical. No granuloma, há secreção, mas sem hiperemia extensa, edema ou comprometimento sistêmico — o tratamento é tópico. Na onfalite, a internação é obrigatória. A redução da atividade habitual é o sinal de alarme que o candidato não pode ignorar.

Onfalite neonatal
  • 1Sinais de gravidade
    • Hiperemia extensa
    • Edema
    • Secreção purulenta
    • Toxemia (letargia)
  • 2Conduta
    • Internação hospitalar
      • Antibioticoterapia parenteral
      • Cobertura S. aureus e gram-negativos
  • 3Diagnóstico diferencial
    • Granuloma umbilical
      • Sem sinais sistêmicos
      • Tratamento tópico (nitrato de prata)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A drenagem ambulatorial não é indicada na onfalite. A onfalite é uma celulite/infecção de partes moles, não um abscesso com coleção passível de drenagem. O tratamento é sistêmico, com antibióticos parenterais, e não local.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A antibioticoterapia via oral é insuficiente para o tratamento da onfalite com sinais sistêmicos. A gravidade do quadro, com toxemia, exige antibioticoterapia parenteral de amplo espectro, administrada em ambiente hospitalar, para garantir níveis séricos adequados e permitir monitorização.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A limpeza local e observação é conduta adequada apenas para a prevenção da onfalite ou para casos de hiperemia discreta sem sinais sistêmicos. No quadro apresentado, com hiperemia extensa, edema, secreção purulenta e redução da atividade, a limpeza local é insuficiente e a observação é perigosa, pois a infecção pode evoluir rapidamente para sepse.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A internação hospitalar é a conduta correta. A onfalite é uma infecção potencialmente grave que exige tratamento hospitalar com antibioticoterapia parenteral. A presença de sinais sistêmicos (redução da atividade habitual) reforça a necessidade de internação para monitorização e tratamento agressivo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A conduta expectante é contraindicada. A onfalite é uma infecção que pode evoluir rapidamente para complicações graves, como sepse neonatal. Diante de sinais de gravidade, a conduta expectante coloca o recém-nascido em risco iminente.

Gabarito: letra D — internação hospitalar para tratamento parenteral da onfalite com sinais sistêmicos.

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