Questão de Medicina — Neurologia — FUNDATEC 2026
- Código
- qg693884
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- UNIMED - Santa Maria
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico - Neurologia Clínica
- A9.
- B10.
- C11.
- D12.
- E13.
GabaritoD — 12.
Gabarito: letra D — a conta chega a 11 pontos — alternativa C.
A Escala de Coma de Glasgow é um instrumento usado para medir o nível de consciência de uma pessoa após um trauma ou doença. Ela avalia três coisas independentes: se a pessoa abre os olhos, o que ela fala e como ela reage a estímulos. Cada uma dessas três partes recebe uma nota, e a soma dessas notas varia de 3 (o pior estado, sem nenhuma resposta) a 15 (o melhor, totalmente consciente).
A pontuação final é a soma aritmética das notas de cada componente. Na abertura ocular, a nota vai de 1 a 4: espontânea vale 4, ao chamado vale 3, à dor vale 2 e ausente vale 1. Na resposta verbal, a nota vai de 1 a 5: orientado vale 5, confuso vale 4, palavras isoladas vale 3, sons vale 2 e ausente vale 1. Na resposta motora, a nota vai de 1 a 6: obedece comandos vale 6, localiza dor vale 5, retirada vale 4, flexão anormal vale 3, extensão vale 2 e ausente vale 1. O examinador deve sempre anotar a melhor resposta que o paciente consegue dar em cada categoria.
Esta questão testa a capacidade de traduzir as descrições clínicas em números da escala. O ponto delicado é a resposta verbal: o enunciado diz 'confuso', mas também diz 'palavras incompletas', e é essa segunda informação que define a nota correta.
abertura ocular: espontânea
resposta verbal: confuso, mas fala palavras incompletas
resposta motora: retira a mão ao estímulo doloroso
O que queremos: a pontuação na Escala de Coma de Glasgow
A abertura ocular é o primeiro componente da escala. O paciente abre os olhos espontaneamente, ou seja, sem que ninguém o chame ou o estimule. Na escala, isso corresponde à nota máxima desse item.
Por que esta fórmula: A tabela da escala define: espontânea = 4, ao chamado = 3, à dor = 2, ausente = 1. Como o paciente abre espontaneamente, a nota é 4.
Confundir 'espontânea' com 'ao chamado' e dar 3. Espontânea significa sem estímulo nenhum, é a nota máxima.
A resposta verbal é o segundo componente. O enunciado diz 'confuso, mas consegue falar palavras incompletas'. Na escala, 'confuso' (4 pontos) exige que o paciente fale frases coerentes, mesmo que desorientadas. Como ele só emite palavras incompletas, a nota correta é a de 'palavras isoladas', que vale 3.
Por que esta fórmula: A tabela da escala define: orientado = 5, confuso = 4, palavras isoladas = 3, sons = 2, ausente = 1. A descrição 'palavras incompletas' se encaixa em 'palavras isoladas', não em 'confuso'.
A pegadinha clássica: dar 4 porque o enunciado usa a palavra 'confuso'. Mas 'confuso' na escala exige fala coerente; palavras incompletas são nota 3.
A resposta motora é o terceiro componente. O paciente 'retira a mão ao estímulo doloroso'. Na escala, isso é uma flexão normal de retirada, que vale 4. Não é 'localiza a dor' (5), porque ele não procura a fonte da dor, apenas afasta a mão.
Por que esta fórmula: A tabela da escala define: obedece comandos = 6, localiza dor = 5, retirada = 4, flexão anormal = 3, extensão = 2, ausente = 1. 'Retira a mão' é exatamente 'retirada'.
Confundir 'retirada' com 'localiza a dor' e dar 5. Localizar a dor é quando o paciente vai em direção ao estímulo para tentar removê-lo; retirada é apenas afastar o membro.
A pontuação final da escala é a soma das notas dos três componentes. Já temos cada uma delas, então basta somar.
Por que esta fórmula: A escala é definida como a soma aritmética simples: Glasgow = abertura ocular + resposta verbal + resposta motora.
De onde vem cada valor: = passo 1: 4 · = passo 2: 3 · = passo 3: 4
Esquecer de somar um dos componentes, ou somar errado. Confira sempre: 4+3+4 = 11.
Resposta: 11 pontos — alternativa C
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