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Questão de Medicina — Neurologia — FUNDATEC 2026

MedicinaNeurologia
Código
qg693889
Banca
FUNDATEC
Órgão
UNIMED - Santa Maria
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Neurologia Clínica
Homem de 28 anos sofre traumatismo craniano após colisão de motocicleta. Ele chega ao hospital consciente, mas, aproximadamente 40 minutos depois, evolui com perda súbita da consciência após breve período lúcido. A tomografia computadorizada de crânio revela hematoma epidural temporal, com deslocamento de linha média e coleção biconvexa bem delimitada. Qual é o vaso mais provavelmente responsável por esse sangramento?
  1. AArtéria meníngea média.
  2. BArtéria cerebral média.
  3. CVeias pontes.
  4. DArtéria carótida interna.
  5. EVeia jugular interna.
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GabaritoA — Artéria meníngea média.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hematoma Epidural: Anatomia e Fisiopatologia

Gabarito: letra A. O hematoma epidural temporal clássico, com o padrão de "intervalo lúcido" seguido de deterioração, é causado pela laceração da artéria meníngea média, que cursa no interior da calota craniana e é lesada por fraturas temporais. As demais alternativas envolvem vasos que não se relacionam com esse espaço anatômico específico.

O hematoma epidural (ou extradural) é uma coleção sanguínea que se acumula entre a tábua óssea interna do crânio e a dura-máter. O sangramento nesse espaço é, na grande maioria dos casos, de origem arterial, e o vaso responsável é a artéria meníngea média, um ramo da artéria maxilar interna que irriga a dura-máter e o osso. Essa artéria passa por um sulco no osso temporal, e fraturas nessa região podem lacerá-la, levando ao acúmulo de sangue sob pressão arterial, que descola a dura-máter do crânio.

O quadro clínico clássico é o "intervalo lúcido": o paciente sofre o trauma, pode até perder a consciência brevemente, mas depois recupera e fica lúcido por um período (minutos a horas), para então deteriorar rapidamente conforme o hematoma cresce e aumenta a pressão intracraniana. A tomografia mostra uma coleção biconvexa (formato de "lente" ou "limão"), bem delimitada, que não cruza as linhas de sutura craniana, pois a dura-máter é firmemente aderida a elas. Esse padrão é praticamente patognomônico do hematoma epidural arterial.

É importante distinguir o hematoma epidural do subdural. O hematoma subdural agudo, por sua vez, é causado pela ruptura das veias pontes (ou veias corticais), que atravessam o espaço subdural entre a superfície cerebral e a dura-máter. O sangramento venoso é de menor pressão, e a coleção na tomografia tem formato de "crescente" (ou "meia-lua"), que cruza as linhas de sutura. Essa distinção é fundamental e frequentemente cobrada em provas.

A artéria cerebral média é um vaso intracerebral, responsável pela irrigação de grande parte do córtex cerebral, e sua ruptura está mais associada a hemorragias intraparenquimatosas ou subaracnóideas, não a coleções epidurais. A artéria carótida interna é um vaso cervical e intracraniano de grande calibre, cuja lesão traumática pode causar dissecção ou fístula carótido-cavernosa, mas não um hematoma epidural temporal. A veia jugular interna é um vaso cervical de drenagem venosa, sem relação com o espaço epidural craniano.

A pegadinha desta questão está em confundir o hematoma epidural (arterial, meníngea média) com o hematoma subdural (venoso, veias pontes). A banca explora exatamente essa troca de vasos e de espaços anatômicos. Guarde o par: epidural = artéria meníngea média = biconvexo; subdural = veias pontes = crescente.

Hematoma epidural
  • 1Vaso: artéria meníngea média
  • 2Origem: arterial
  • 3TC: biconvexa (lente/limão)
  • 4Não cruza suturas
  • 5Clínica: intervalo lúcido
  • 6Hematoma subdural
    • Vaso: veias pontes
    • Origem: venosa
    • TC: crescente (meia-lua)
    • Cruza suturas
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A artéria meníngea média é o vaso clássico responsável pelo hematoma epidural. Ela cursa no sulco do osso temporal e é lacerada por fraturas nessa região, causando sangramento arterial de alta pressão que descola a dura-máter, formando a coleção biconvexa descrita. O quadro clínico de intervalo lúcido seguido de deterioração é típico dessa lesão.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A artéria cerebral média é um vaso intracerebral que irriga o córtex cerebral. Sua ruptura está associada a hemorragias intraparenquimatosas (AVC hemorrágico) ou subaracnóideas, não a coleções epidurais. A localização temporal do hematoma não indica envolvimento desse vaso.

Alternativa C — ❌ Incorreta

As veias pontes (ou veias corticais) são responsáveis pelo hematoma subdural agudo, não pelo epidural. Elas atravessam o espaço subdural e, ao se romperem por trauma, causam sangramento venoso de baixa pressão, que na tomografia aparece como coleção em formato de crescente, cruzando as suturas cranianas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A artéria carótida interna é um vaso de grande calibre que irriga o cérebro. Sua lesão traumática pode causar dissecção arterial ou fístula carótido-cavernosa, mas não um hematoma epidural temporal. O sangramento epidural é causado por um ramo da carótida externa (via artéria maxilar), não pela carótida interna.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A veia jugular interna é um vaso cervical de drenagem venosa do crânio. Sua lesão pode causar hematoma cervical ou embolia gasosa, mas não tem relação com o espaço epidural craniano. O hematoma epidural é um sangramento intracraniano, entre o osso e a dura-máter.

Gabarito: letra A — a artéria meníngea média é o vaso responsável pelo hematoma epidural temporal clássico.

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