Qual é o tratamento mais eficaz na crise de cefaleia em salvas?
APrednisona 60 mg.
BOxigênio a 12 L/min.
CParacetamol.
DTriptano oral.
EDi-hidroergotamina oral.
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GabaritoB — Oxigênio a 12 L/min.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Cefaleia em salvas: tratamento da crise aguda
Gabarito: letra B. O tratamento mais eficaz na crise de cefaleia em salvas é a inalação de oxigênio a 100%, em alto fluxo (10 a 12 L/min), por máscara não reinalante, durante 10 a 20 minutos — opção de primeira linha ao lado do sumatriptano subcutâneo. A alternativa B é a única que traz o fluxo correto e a via de administração adequada para abortar a crise de forma rápida e eficaz.
A cefaleia em salvas é uma das cefaleias trigêmino-autonômicas, caracterizada por crises de dor fortíssima, unilateral, periorbitária, com sintomas autonômicos ipsilaterais (lacrimejamento, hiperemia conjuntival, congestão nasal, ptose) e agitação. As crises duram de 15 a 180 minutos e podem ocorrer de 1 a cada 2 dias até 8 vezes ao dia. Por ser uma dor de altíssima intensidade e curta duração, o tratamento da crise precisa ser rápido e potente — e é exatamente aí que entra o oxigênio em alto fluxo.
O mecanismo de ação do oxigênio na crise de salvas envolve vasoconstrição cerebral e redução da atividade do sistema trigêmino-autonômico. O uso de máscara não reinalante com fluxo de 10 a 12 L/min por 10 a 20 minutos é capaz de debelar a crise em grande parte dos pacientes, com NNT (número necessário para tratar) de 2 a 4. É importante destacar que o oxigênio deve ser administrado em alto fluxo — fluxos baixos, como 5 a 7 L/min, têm eficácia reduzida e não são a conduta recomendada como primeira linha.
Os triptanos, especialmente o sumatriptano 6 mg subcutâneo, também são primeira linha no abortamento da crise. No entanto, a formulação oral tem menor efetividade e não é considerada opção de tratamento — por isso a alternativa D (triptano oral) está incorreta. A di-hidroergotamina oral (alternativa E) é uma opção de segunda linha, com eficácia inferior e mais efeitos adversos. A prednisona (alternativa A) é usada como profilaxia de transição, não para abortar a crise aguda. E o paracetamol (alternativa C) é ineficaz na cefaleia em salvas — analgésicos simples e AINEs não são recomendados para essa condição.
A pegadinha central desta questão está no fluxo de oxigênio: a banca oferece a alternativa correta (12 L/min) e distratores que parecem plausíveis, mas que não correspondem à conduta de primeira linha. O candidato que memorizou apenas "oxigênio" sem o fluxo exato pode errar. Guarde: na crise de salvas, o oxigênio é em ALTO fluxo (10-12 L/min), com máscara não reinalante, por 10-20 minutos.
1Oxigênio 100% alto fluxo (10-12 L/min)
2Máscara não reinalante
310-20 minutos
4Sumatriptano 6 mg SC (alternativa)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A prednisona 60 mg é utilizada como profilaxia de transição (ponte) na cefaleia em salvas, não para abortar a crise aguda. Ela age lentamente e não tem efeito imediato sobre a dor — por isso não é opção para o tratamento da crise. O candidato que confunde tratamento agudo com profilático erra esta questão.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O oxigênio a 12 L/min é a conduta de primeira linha para a crise de cefaleia em salvas. Deve ser administrado a 100%, por máscara não reinalante, em posição sentada, por 10 a 20 minutos. O alto fluxo é essencial — fluxos menores (5-7 L/min) têm eficácia reduzida. Esta é a alternativa que espelha exatamente a recomendação das diretrizes.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O paracetamol é um analgésico simples, ineficaz na cefaleia em salvas. A dor é de altíssima intensidade e não responde a analgésicos comuns. As diretrizes recomendam explicitamente não oferecer paracetamol, AINEs e opioides para a crise de salvas. O candidato que pensa "dor de cabeça = paracetamol" cai no distrator.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O triptano oral (sumatriptana oral) tem menor efetividade e não é considerado opção de tratamento para a crise de salvas. A via recomendada é a subcutânea (sumatriptana 6 mg) ou inalatória nasal (zolmitriptana 10 mg). A formulação oral tem absorção lenta e não consegue abortar a crise rápida e intensa da salvas. A banca troca a via de administração para confundir.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A di-hidroergotamina oral é uma opção de segunda linha no tratamento abortivo da crise de salvas, com eficácia inferior aos triptanos e ao oxigênio. A via preferencial é sublingual ou parenteral, não oral. Além disso, não é o tratamento mais eficaz — o título da questão pede exatamente o que é mais eficaz, e isso é o oxigênio em alto fluxo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre tratamento agudo e profilático. Prednisona (A) é profilaxia de transição; oxigênio e triptanos são tratamento da crise. Além disso, troca a via do triptano (oral em vez de subcutâneo) e o fluxo do oxigênio (baixo em vez de alto). Na prova, leia sempre a via de administração e o fluxo/dose — é onde a banca mais erra o candidato.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar o tratamento da crise de salvas, memorize o par de primeira linha: oxigênio 100% a 10-12 L/min (máscara não reinalante, 10-20 min) + sumatriptano 6 mg subcutâneo. Tudo que for oral (triptano oral, ergotamina oral) é segunda linha ou ineficaz. E lembre: analgésicos simples (paracetamol, AINEs, opioides) NUNCA são usados na salvas.