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Questão de Medicina — Neurologia — FUNDATEC 2026

MedicinaNeurologia
Código
qg693903
Banca
FUNDATEC
Órgão
UNIMED - Santa Maria
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Neurologia Clínica
A paralisia de Bell é a forma mais comum de paralisia facial periférica aguda, caracterizada por instalação súbita (geralmente em horas) de fraqueza ou paralisia dos músculos da hemiface, envolvendo tanto a musculatura superior quanto inferior da face. Na paralisia de Bell, qual é a conduta recomendada?
  1. AAntivirais isoladamente.
  2. BCorticoide precoce.
  3. CNão tratar.
  4. DIniciar antibióticos.
  5. EToxina botulínica imediata.
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GabaritoB — Corticoide precoce.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Paralisia de Bell: conduta terapêutica

Gabarito: letra B. Na paralisia de Bell, a conduta recomendada é o uso de corticoide precoce (prednisona), iniciado idealmente nas primeiras 72 horas do início dos sintomas, pois reduz a inflamação do nervo facial e melhora a recuperação funcional. Essa é a conduta baseada em evidências, conforme diretrizes de neurologia.

A paralisia de Bell é a causa mais comum de paralisia facial periférica aguda, caracterizada por fraqueza súbita de toda a hemiface (inclusive a musculatura da testa, o que a distingue da paralisia central, que poupa a fronte). A fisiopatologia envolve inflamação e edema do nervo facial (VII par craniano) em seu trajeto intraósseo, frequentemente associada à reativação do vírus herpes simples tipo 1. O tratamento visa reduzir essa inflamação, e é aí que entra o corticoide.

O corticoide (prednisona 60–80 mg/dia por 7–10 dias) é o pilar do tratamento, pois atua diretamente no mecanismo inflamatório, diminuindo o edema neural e prevenindo danos axonais. Estudos clínicos demonstram que o uso precoce aumenta significativamente a chance de recuperação completa da função facial. O tratamento deve ser iniciado o quanto antes, idealmente dentro de 72 horas do início dos sintomas, para maximizar o benefício.

Os antivirais (aciclovir, valaciclovir) têm papel adjuvante, mas não são recomendados isoladamente — a evidência de benefício adicional é limitada e controversa. Antibióticos não têm indicação, pois a paralisia de Bell não é causada por infecção bacteriana. A toxina botulínica é usada apenas para sequelas (sincinesias, espasmos) em fase tardia, nunca como tratamento imediato. E "não tratar" é conduta inadequada, pois o tratamento precoce melhora o prognóstico.

A principal distinção que a banca explora é entre o tratamento precoce com corticoide (correto) e as demais opções que parecem plausíveis, mas não são a conduta de primeira linha. Guarde: corticoide precoce é a regra; antiviral é adjuvante; antibiótico e toxina botulínica são distratores.

Paralisia de Bell
  • 1Características
    • Paralisia facial periférica aguda
    • Hemiface completa (inclui testa)
    • Inflamação/edema do VII par
  • 2Tratamento
    • Corticoide precoce (prednisona)
      • Início ideal em até 72h
      • Reduz inflamação e sequelas
    • Antiviral (adjuvante)
      • Não isoladamente
    • Antibiótico (sem indicação)
    • Toxina botulínica (só sequelas tardias)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Os antivirais (aciclovir, valaciclovir) não são recomendados isoladamente na paralisia de Bell. Embora a reativação do HSV-1 seja uma causa provável, a evidência de benefício dos antivirais sozinhos é fraca. Quando usados, são adjuvantes ao corticoide, e mesmo assim com benefício marginal. A conduta correta é corticoide, com ou sem antiviral associado — nunca antiviral isolado.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O corticoide precoce (prednisona) é a conduta recomendada, iniciado idealmente nas primeiras 72 horas. Ele reduz a inflamação do nervo facial, melhora a recuperação e diminui a chance de sequelas. Essa é a recomendação baseada em evidências das principais diretrizes de neurologia.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Não tratar" é conduta inadequada. Embora a paralisia de Bell tenha bom prognóstico espontâneo (cerca de 70–80% de recuperação completa sem tratamento), o uso precoce de corticoide aumenta a taxa de recuperação completa e reduz o risco de sequelas (como sincinesias e fraqueza residual). Portanto, há tratamento recomendado e ele deve ser oferecido.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Antibióticos não têm indicação na paralisia de Bell, pois a etiologia é viral/inflamatória, não bacteriana. O uso de antibióticos seria apropriado apenas se houvesse suspeita de causa bacteriana (ex.: otite média, doença de Lyme), mas isso não faz parte da conduta padrão para paralisia de Bell idiopática.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A toxina botulínica não é usada no tratamento imediato da paralisia de Bell. Ela é reservada para o manejo de sequelas em fase tardia, como sincinesias (movimentos involuntários associados) e espasmos hemifaciais. No quadro agudo, a conduta é corticoide, não toxina botulínica.

Gabarito: letra B

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