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Questão de Medicina — Neurologia — FUNDATEC 2026

MedicinaNeurologia
Código
qg693904
Banca
FUNDATEC
Órgão
UNIMED - Santa Maria
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Neurologia Clínica
Em relação à hipertensão intracraniana idiopática (HII), assinale a alternativa correta.
  1. AOcorre mais em homens idosos.
  2. BPapiledema é raro.
  3. CRessonância magnética de encéfalo mostra aumento dos ventrículos.
  4. DPerda visual periférica pode ocorrer.
  5. EPunção lombar com pressão normal é típica.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Perda visual periférica pode ocorrer.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hipertensão intracraniana idiopática (HII)

Gabarito: letra D. A perda visual periférica (restrição dos campos visuais periféricos) é uma manifestação clássica da HII, decorrente do papiledema crônico que comprime as fibras do nervo óptico. As demais alternativas invertem o perfil epidemiológico (mulheres jovens obesas, não homens idosos), a frequência do papiledema (presente na maioria), o achado de imagem (ventrículos pequenos, não aumentados) e a pressão liquórica (elevada, não normal).

A hipertensão intracraniana idiopática (HII), também chamada de pseudotumor cerebral ou hipertensão intracraniana benigna, é uma síndrome caracterizada por pressão intracraniana elevada sem evidência de lesão focal, hidrocefalia ou edema cerebral franco. O nome "idiopática" reflete justamente a ausência de uma causa estrutural identificável — por isso a neuroimagem é normal ou mostra apenas sinais indiretos, e não uma massa ou dilatação ventricular.

O perfil epidemiológico é um dos pontos mais cobrados: acomete mulheres jovens (15–45 anos) e obesas, com clara associação ao alto índice de massa corporal (IMC). A fisiopatologia envolve aumento da pressão liquórica, frequentemente relacionado a obesidade, uso de certos medicamentos (vitamina A, tetraciclina, isotretinoína, danazol), retirada de corticosteroides e condições como trombose de seio venoso cerebral, que pode mimetizar o quadro.

O quadro clínico típico inclui cefaleia (geralmente generalizada, pior pela manhã ou com manobra de Valsalva), zumbido pulsátil e distúrbios visuais — sendo a restrição dos campos visuais periféricos uma das manifestações mais importantes. O papiledema está presente na grande maioria dos pacientes e é frequentemente mais impressionante que o quadro clínico. A perda visual é a complicação mais temida, podendo evoluir para cegueira se não tratada — por isso a avaliação periódica dos campos visuais é essencial.

O diagnóstico é confirmado pela punção lombar com pressão de abertura elevada (geralmente 250–450 mm H₂O), após neuroimagem que exclua lesão expansiva. A TC/RM tipicamente mostra ventrículos pequenos ou normais, podendo revelar "sela vazia", achatamento da face posterior do globo ocular e tortuosidade do nervo óptico. O tratamento visa reduzir a PIC (acetazolamida, topiramato, perda de peso) e, nos casos com perda visual progressiva, procedimentos como fenestração da bainha do nervo óptico ou derivação liquórica.

A pegadinha central desta questão é a inversão de características: a banca troca o perfil epidemiológico (homens idosos × mulheres jovens), a frequência do papiledema (raro × presente na maioria), o achado de imagem (ventrículos aumentados × pequenos) e a pressão liquórica (normal × elevada). A alternativa D é a única que descreve corretamente uma manifestação real da doença. Guarde o tripé: mulher jovem obesa + papiledema + pressão liquórica elevada — é exatamente nesses três pilares que as alternativas incorretas erram.

1Perfil
Mulheres jovens (15–45 anos)
Obesas
2Quadro clínico
Cefaleia
Zumbido pulsátil
Papiledema (presente na maioria)
Perda visual periférica
3Diagnóstico
Neuroimagem: ventrículos pequenos/normais
Punção lombar: pressão elevada (250–450 mm H₂O)
4Tratamento
Acetazolamida/topiramato
Perda de peso
Fenestração do nervo óptico (perda visual progressiva)
Hipertensão intracraniana idiopática
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Hipertensão intracraniana idiopática: Perfil (Mulheres jovens (15–45 anos), Obesas); Quadro clínico (Cefaleia, Zumbido pulsátil, Papiledema (presente na maioria), Perda visual periférica); Diagnóstico (Neuroimagem: ventrículos pequenos/normais, Punção lombar: pressão elevada (250–450 mm H₂O)); Tratamento (Acetazolamida/topiramato, Perda de peso, Fenestração do nervo óptico (perda visual progressiva))

Alternativa A — ❌ Incorreta

Inverte o perfil epidemiológico. A HII ocorre predominantemente em mulheres jovens (15–45 anos) e obesas, não em homens idosos. A alternativa troca o sexo (mulheres × homens) e a faixa etária (jovens × idosos), dois erros clássicos de distrator.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o papiledema é raro, mas é o oposto: o papiledema está presente na grande maioria dos pacientes com HII e costuma ser mais impressionante que o quadro clínico. A fundoscopia é um exame fundamental na suspeita diagnóstica — sua ausência não exclui, mas sua presença é a regra.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Inverte o achado de imagem. Na HII, a neuroimagem (TC/RM) mostra ventrículos pequenos ou normais, não aumentados. O aumento ventricular (hidrocefalia) é justamente um dos critérios de exclusão do diagnóstico — a HII é definida pela ausência de hidrocefalia. A alternativa confunde HII com hidrocefalia.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A perda visual periférica (restrição dos campos visuais periféricos) é uma manifestação clássica e importante da HII, causada pela compressão das fibras do nervo óptico pelo papiledema crônico. Pode haver também pontos cegos aumentados, borramento visual e diplopia por paralisia do nervo abducente. A perda visual é a complicação mais grave, podendo levar à cegueira — por isso a monitorização periódica dos campos visuais é essencial.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Inverte o achado liquórico. Na HII, a pressão de abertura do LCR está elevada (geralmente 250–450 mm H₂O), não normal. A punção lombar com pressão normal exclui o diagnóstico. A alternativa confunde HII com hipotensão intracraniana idiopática, na qual a pressão está baixa.

Gabarito: letra D — a única alternativa que descreve corretamente uma manifestação da HII: perda visual periférica.

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