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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FUNDATEC 2026

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
qg693983
Banca
FUNDATEC
Órgão
UNIMED - Santa Maria
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Pneumologia Pediátrica
Um adolescente de 16 anos com doença de Crohn em tratamento imunossupressor apresenta dor e edema no membro inferior direito há 3 dias. Procurou o pronto-socorro com início súbito de dispneia, taquicardia (FC 115 bpm) e tosse seca. Ele está hemodinamicamente estável. A ultrassonografia Doppler confirmou Trombose Venosa Profunda (TVP) extensa na perna direita. Diante da alta probabilidade clínica de tromboembolismo pulmonar (TEP) nesse adolescente, qual é o exame diagnóstico de imagem mais indicado para confirmar o TEP e guiar a conduta terapêutica?
  1. ARadiografia de tórax.
  2. BEcocardiograma transtorácico.
  3. CCintilografia pulmonar de ventilação/perfusão (V/Q).
  4. DAngiotomografia de tórax (Angio-TC).
  5. EDímero D sérico.
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GabaritoD — Angiotomografia de tórax (Angio-TC).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tromboembolismo pulmonar: diagnóstico por imagem

Gabarito: letra D. Em paciente com alta probabilidade clínica de TEP (TVP confirmada + dispneia súbita + taquicardia), o exame de imagem de primeira linha para confirmar o diagnóstico e guiar a conduta é a angiotomografia de tórax (Angio-TC), que permite visualizar diretamente o trombo como defeito de enchimento na artéria pulmonar. A cintilografia V/Q é alternativa quando há contraindicação à Angio-TC, mas não é o exame mais indicado neste cenário.

O tromboembolismo venoso (TEV) é uma única doença com duas apresentações: a trombose venosa profunda (TVP) e o tromboembolismo pulmonar (TEP). A TVP proximal (veias poplítea, femoral ou ilíacas) tem risco aumentado de embolizar para a circulação pulmonar. No caso, o adolescente tem doença de Crohn (estado inflamatório crônico que aumenta o risco trombótico), está em uso de imunossupressor, apresenta TVP extensa confirmada por Doppler e agora desenvolve dispneia súbita, taquicardia e tosse seca — quadro clássico de TEP. A probabilidade pré-teste é alta, e o diagnóstico deve ser confirmado por exame de imagem.

A abordagem diagnóstica do TEP segue uma lógica: primeiro, estimar a probabilidade clínica (escores de Wells ou Genebra); segundo, escolher o teste conforme essa probabilidade; terceiro, após o diagnóstico, estratificar o risco com escore PESI, imagem e biomarcadores. Em paciente com alta probabilidade clínica, o teste de imagem de escolha é a angiotomografia de artérias pulmonares (Angio-TC), que tem alta sensibilidade e especificidade, é amplamente disponível e permite também avaliar o parênquima pulmonar e o mediastino. A cintilografia V/Q é uma alternativa para pacientes com contraindicação ao contraste iodado (insuficiência renal, alergia grave), mas não é o exame de primeira linha neste caso. O ecocardiograma transtorácico é útil para estratificação de risco (avaliar disfunção de ventrículo direito), mas não confirma o diagnóstico de TEP. A radiografia de tórax é inespecífica e o dímero D, embora útil para excluir TEP em baixa probabilidade, não confirma o diagnóstico em alta probabilidade.

A pegadinha desta questão está em distinguir o exame que confirma o diagnóstico (Angio-TC) daqueles que apenas auxiliam na avaliação (ecocardiograma, radiografia, dímero D) ou que são alternativas (cintilografia V/Q). O aluno que confunde o papel de cada exame pode marcar a cintilografia como primeira escolha, mas a diretriz atual preconiza a Angio-TC como exame de imagem inicial na suspeita de TEP com alta probabilidade clínica.

11º: Probabilidade clínica
Baixa → Dímero D (exclui)
Alta → exame de imagem
22º: Confirmação (alta probabilidade)
Angio-TC (1ª linha)
Cintilografia V/Q (alternativa)
33º: Estratificação de risco
Ecocardiograma (disfunção de VD)
Biomarcadores
Diagnóstico de TEP
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Diagnóstico de TEP: 1º: Probabilidade clínica (Baixa → Dímero D (exclui), Alta → exame de imagem); 2º: Confirmação (alta probabilidade) (Angio-TC (1ª linha), Cintilografia V/Q (alternativa)); 3º: Estratificação de risco (Ecocardiograma (disfunção de VD), Biomarcadores)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A radiografia de tórax é um exame inespecífico no TEP. Pode mostrar sinais indiretos como atelectasia, derrame pleural ou oligoemia focal, mas não confirma nem exclui o diagnóstico. Não é o exame indicado para confirmar TEP e guiar a conduta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O ecocardiograma transtorácico é útil para estratificação de risco (avaliar disfunção de ventrículo direito, que indica pior prognóstico), mas não é o exame de imagem para confirmar o diagnóstico de TEP. Em pacientes instáveis, pode ser usado para identificar sinais indiretos de sobrecarga do VD, mas não substitui a Angio-TC na confirmação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A cintilografia pulmonar de ventilação/perfusão (V/Q) é uma alternativa válida quando há contraindicação à Angio-TC (ex.: alergia ao contraste iodado, insuficiência renal). Porém, não é o exame de primeira linha neste cenário, pois a Angio-TC é mais disponível, mais rápida e permite diagnóstico direto do trombo. A cintilografia tem maior taxa de resultados inconclusivos, especialmente em pacientes com doença pulmonar prévia.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A angiotomografia de tórax (Angio-TC) é o exame de imagem de primeira linha para confirmar TEP em paciente com alta probabilidade clínica. Ela permite visualizar diretamente o trombo como defeito de enchimento na artéria pulmonar, tem alta sensibilidade e especificidade, e ainda avalia o parênquima pulmonar e o mediastino. É o exame que confirma o diagnóstico e guia a conduta terapêutica (anticoagulação).

Alternativa E — ❌ Incorreta

O dímero D é um exame de exclusão, não de confirmação. Em pacientes com alta probabilidade clínica de TEP, um resultado negativo não exclui a doença (o teste tem alto valor preditivo negativo apenas em baixa probabilidade). Além disso, o dímero D pode estar elevado em várias condições (inflamação, câncer, cirurgia, gestação), o que reduz sua especificidade. Não é exame de imagem e não confirma o diagnóstico.

Gabarito: letra D

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