Em relação aos cálculos nos divertículos calicinais, é correto afirmar que:
AA mini-percutânea é uma técnica adequada.
BA terapia por ondas de choque tem excelentes resultados.
CInicialmente, o cálculo no divertículo é mobilizado à pelve.
DSe assintomático, o divertículo deve ser tratado, mesmo com cálculos.
EHá pouco espaço de trabalho dentro do divertículo e a via laparoscópica é melhor do que a técnica endourológica.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — A mini-percutânea é uma técnica adequada.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Cálculos em divertículos calicinais: manejo endourológico
Gabarito: letra A. A mini-percutânea (mini-PCNL) é uma técnica adequada para o tratamento de cálculos em divertículos calicinais, pois permite acesso direto ao divertículo e remoção do cálculo com alta taxa de sucesso. As demais alternativas apresentam afirmações incorretas ou superadas pela prática urológica atual.
Os divertículos calicinais são cavidades revestidas por urotélio que se comunicam com o sistema coletor renal através de um colo estreito. Cálculos formados nesses divertículos são um desafio terapêutico porque o colo estreito dificulta a passagem espontânea do cálculo e também o acesso de instrumentos. O tratamento é indicado principalmente quando há sintomas (dor, infecção, hematúria) ou complicações; divertículos assintomáticos com cálculos geralmente podem ser observados, pois o risco de progressão é baixo.
As opções terapêuticas incluem litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO), ureteroscopia flexível com abordagem do divertículo, e nefrolitotripsia percutânea (NLPC), incluindo a mini-percutânea. A LECO tem resultados limitados porque o cálculo fica dentro de uma cavidade fechada e os fragmentos podem não ser eliminados espontaneamente. A ureteroscopia flexível permite acesso retrógrado, mas o colo estreito pode dificultar a instrumentação. A NLPC, especialmente a mini-percutânea, oferece acesso direto ao divertículo, permitindo a remoção completa do cálculo e, se necessário, a obliteração do colo. Por isso, é considerada uma técnica adequada e frequentemente preferida para cálculos maiores ou quando outras modalidades falham.
A via laparoscópica é uma alternativa, mas não é superior à técnica endourológica; na verdade, a mini-percutânea é menos invasiva e tem menor morbidade. O tratamento de divertículos assintomáticos não é recomendado, pois a maioria permanece estável. A mobilização do cálculo para a pelve não é um passo inicial; o objetivo é tratar o cálculo dentro do próprio divertículo.
A banca explora a confusão entre as modalidades terapêuticas e as indicações de tratamento. O candidato deve lembrar que a mini-percutânea é uma técnica consagrada para cálculos em divertículos calicinais, enquanto a LECO tem resultados inferiores e o tratamento de assintomáticos não é indicado.
Cálculo em divertículo calicinal
1Desafio
Colo estreito
Dificulta eliminação espontânea
Dificulta acesso de instrumentos
2Tratamento
Assintomático: observação
Sintomático
LECO
Resultados limitados
Fragmentos não eliminados
Ureteroscopia flexível
Acesso retrógrado
Colo estreito dificulta
Mini-percutânea (mini-PCNL)
Acesso direto ao divertículo
Alta taxa de sucesso
Menos invasiva
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A mini-percutânea (mini-PCNL) é uma técnica adequada para o tratamento de cálculos em divertículos calicinais. Ela permite acesso percutâneo direto ao divertículo, com alta taxa de sucesso na remoção completa do cálculo, sendo uma opção minimamente invasiva e eficaz. É frequentemente indicada quando há sintomas ou complicações, e pode ser preferida em relação à LECO e à ureteroscopia em casos selecionados.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A terapia por ondas de choque (LECO) tem resultados limitados em cálculos dentro de divertículos calicinais. Como o cálculo está em uma cavidade fechada, os fragmentos podem não ser eliminados espontaneamente, e a taxa de sucesso é menor comparada à cirurgia percutânea. Portanto, não se pode afirmar que tem "excelentes resultados".
Alternativa C — ❌ Incorreta
Inicialmente, o cálculo no divertículo não é mobilizado à pelve. O tratamento visa abordar o cálculo dentro do próprio divertículo, seja por acesso percutâneo direto ou por ureteroscopia flexível. A mobilização para a pelve não é um passo inicial do manejo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Se assintomático, o divertículo com cálculos geralmente não deve ser tratado. A conduta conservadora é aceita, pois a maioria dos divertículos assintomáticos permanece estável e o risco de complicações é baixo. O tratamento é indicado quando há sintomas (dor, infecção, hematúria) ou complicações.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Embora haja pouco espaço de trabalho dentro do divertículo, a via laparoscópica não é melhor do que a técnica endourológica. A mini-percutânea e a ureteroscopia flexível são opções endourológicas eficazes e menos invasivas que a laparoscopia, que é reservada para casos selecionados. Portanto, a afirmação de que a via laparoscópica é melhor está incorreta.