(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2026/02/no-banco-dos-reuscml3q4kl40086012yz36sq4a4.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa na qual o termo destacado NÃO seja um adjunto adnominal.
A“aliviava dores de garganta”.
B“as quatro maiores empresas de tabaco”.
C“o primeiro de dois grandes lotes de ações coletivas”.
D“leis que isentam as plataformas de responsabilidade”.
E“relacionam o aumento dos casos de depressão e ansiedade em crianças”.
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GabaritoD — “leis que isentam as plataformas de responsabilidade”.
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Adjunto adnominal × complemento nominal: o caso de "de responsabilidade"
Gabarito: letra D. O termo destacado em "leis que isentam as plataformas de responsabilidade" NÃO é adjunto adnominal: "de responsabilidade" é complemento nominal de "plataformas" (substantivo abstrato), pois tem sentido paciente — as plataformas são o alvo da isenção. Nas demais alternativas, os termos destacados são adjuntos adnominais, pois se ligam a substantivos (concretos ou abstratos) com sentido ativo/agente ou de posse/qualidade.
A questão pede a alternativa em que o termo destacado NÃO seja adjunto adnominal — ou seja, a única em que a função é outra (complemento nominal). A banca explora a clássica confusão entre adjunto adnominal e complemento nominal, que só se parecem quando há substantivo abstrato + termo preposicionado com "de".
A regra que decide a questão
Adjunto adnominal: termo que caracteriza o substantivo (qualidade, posse, origem, quantidade). Pode ser preposicionado ou não. Se preposicionado, tem sentido agente (pratica a ação) ou de posse/pertinência. Ex.: "a construçãoda empresa" (a empresa constrói).
Complemento nominal: termo preposicionado que completa o sentido de um nome (substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio). Tem sentido paciente (recebe a ação). Ex.: "a construçãoda ponte" (a ponte é construída).
"de garganta" é adjunto adnominal de "dores": indica o tipo/qualidade da dor (dor de garganta). "Garganta" é substantivo concreto, e o termo tem sentido de especificação, não de alvo. Pode ser substituído por adjetivo: "dores gargantilhas" (não usual, mas a lógica é essa). Portanto, é adjunto adnominal — a alternativa não atende ao pedido.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"as quatro maiores empresas de tabaco"
"de tabaco" é adjunto adnominal de "empresas": indica a especialidade/qualidade (empresas que fabricam tabaco). "Tabaco" é substantivo concreto, e o termo tem sentido de especificação. É adjunto adnominal — alternativa não atende.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"o primeiro de dois grandes lotes de ações coletivas"
"de dois grandes lotes" é adjunto adnominal de "primeiro" (numeral substantivado): indica quantidade/parte (o primeiro dentre dois lotes). "Lotes" é substantivo concreto, e o termo tem sentido de parte/todo. É adjunto adnominal — alternativa não atende.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"leis que isentam as plataformas de responsabilidade"
"de responsabilidade" é complemento nominal de "plataformas": o termo tem sentido paciente — as plataformas são o alvo da isenção (isentar alguém de algo). "Plataformas" é substantivo abstrato (no contexto, refere-se a entidades), e o termo preposicionado completa o sentido do nome, como se fosse o objeto indireto de um verbo: "isentar as plataformas de responsabilidade". Não é adjunto adnominal, pois não caracteriza "plataformas" com qualidade/posse; indica o complemento da ação de isentar. Portanto, é a única alternativa em que o termo destacado NÃO é adjunto adnominal.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"relacionam o aumento dos casos de depressão e ansiedade em crianças"
"dos casos" é adjunto adnominal de "aumento": indica o agente (os casos aumentam). "Casos" é substantivo concreto, e o termo tem sentido ativo (os casos é que aumentam). É adjunto adnominal — alternativa não atende.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre adjunto adnominal e complemento nominal. A alternativa D parece ter um adjunto adnominal ("de responsabilidade"), mas o sentido é paciente — as plataformas sofrem a isenção. O bizu "agente = adjunto, paciente = complemento" resolve na hora.
PEGA ESSA DICA!
Ao identificar a função de um termo preposicionado com "de", pergunte: quem pratica a ação (agente → adjunto) ou quem recebe a ação (paciente → complemento nominal)? Se o nome for abstrato e o termo for paciente, é complemento nominal.