Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa na qual a palavra “se” tenha sido empregada como índice de indeterminação do sujeito.
A“Não porque sejamos irrelevantes ou porque ninguém se importe em absoluto”.
B“ainda reagimos como se estivéssemos tentando garantir um lugar na fogueira da caverna”.
C“É o local onde se pode errar em paz”.
D“Afinal, se o mundo não para por causa dos nossos constrangimentos, ele certamente também não irá parar por conta dos nossos fracassos”.
E“E, se repararmos bem, veremos que há uma espécie de humildade nisso”.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — “É o local onde se pode errar em paz”.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Índice de Indeterminação do Sujeito ("se")
Gabarito: letra C. O único trecho em que o "se" funciona como índice de indeterminação do sujeito é "É o local onde se pode errar em paz". Nessa construção, o verbo "poder" (auxiliar de "errar", intransitivo) fica na 3ª pessoa do singular sem um sujeito explícito, indicando que "alguém" pode errar – indetermina o agente.
Para identificar o índice de indeterminação do sujeito, lembre-se: ele ocorre com verbos intransitivos, transitivos indiretos ou de ligação, sem sujeito expresso, e o verbo fica sempre no singular. Já o "se" apassivador exige verbo transitivo direto e concorda com o sujeito paciente. Vejamos cada alternativa:
Alternativa
Trecho Analisado
Função do "se"
Justificativa
A
"ninguém se importe"
Parte integrante do verbo
Verbo pronominal "importar-se"
B
"como se estivéssemos"
Conjunção
Locução conjuntiva "como se"
C
"se pode errar"
Índice de indeterminação do sujeito
Verbo intransitivo "errar" sem sujeito explícito
D
"se o mundo não para"
Conjunção condicional
Equivale a "caso"
E
"se repararmos bem"
Conjunção condicional
Equivale a "caso"
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Não porque sejamos irrelevantes ou porque ninguém se importe em absoluto"
Aqui, "se importe" faz parte do verbo pronominal "importar-se", forma fixa da língua. Logo, não é índice de indeterminação, mas sim parte integrante do verbo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"ainda reagimos como se estivéssemos tentando garantir um lugar na fogueira da caverna"
O "se" integra a locução conjuntiva "como se", que introduz uma oração subordinada adverbial comparativa hipotética. É uma conjunção, não um pronome.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"É o local onde se pode errar em paz"
"Poder errar" é locução verbal; "errar" é verbo intransitivo (não há objeto). O "se" indetermina o sujeito, equivalendo a "alguém pode errar" ou "pode-se errar". Não há concordância com nenhum termo, o que comprova a indeterminação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Afinal, se o mundo não para [...] ele certamente também não irá parar"
O "se" é conjunção condicional, equivalendo a "caso". Inicia uma oração subordinada adverbial condicional.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"E, se repararmos bem, veremos que há uma espécie de humildade nisso"
Novamente, "se" é conjunção condicional ("se repararmos" = "caso reparemos"). Não é pronome.
PEGA ESSA DICA!
Para distinguir o índice de indeterminação do sujeito do "se" apassivador, pergunte: o verbo pede objeto direto? Se sim e o "se" puder ser substituído por "alguém" sem perder o sentido, pode ser indeterminação. Mas, se o verbo transitar direto e houver um termo com o qual concorda, é passiva.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.