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Questão de Português — Interpretação de Textos — IBADE 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qg700665
Banca
IBADE
Órgão
PC-ES
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Oficial Investigador de Polícia
Nos versos “O rio da minha aldeia não faz pensar em nada. /Quem está ao pé dele está só ao pé dele”, o eu lírico deseja alcançar a:
  1. Aabstração, já que o princípio está fora, em algo superior ou externo.
  2. Bimanência, já que o princípio e o fim estão no próprio ser e que a realidade se explica por si mesma.
  3. Cvalorização do passado glorioso das conquistas marítimas portuguesas.
  4. Dsuperação de limites para a expansão de horizontes de sua aldeia.
  5. Etranscendência, centrada no aspecto metafórico do rio, que vai além da matéria.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — imanência, já que o princípio e o fim estão no próprio ser e que a realidade se explica por si mesma.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

O desejo de imanência no rio da aldeia

Gabarito: letra B. O eu lírico busca a imanência, pois valoriza o rio da aldeia exatamente por ele não remeter a nada além de si mesmo — a realidade se explica por si mesma, sem necessidade de transcendência ou abstração.

A chave está nos versos finais: "O rio da minha aldeia não faz pensar em nada. / Quem está ao pé dele está só ao pé dele." O eu lírico contrasta o Tejo, que evoca grandezas históricas e geográficas ("grandes navios", "América", "fortuna"), com o rio da aldeia, que é pleno em si mesmo. Enquanto o Tejo "faz pensar" no mundo além, o rio da aldeia não suscita reflexão — ele é e basta. Essa é a essência da imanência: o princípio e o fim estão no próprio ser.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A abstração implica remeter a algo externo ou superior, mas o texto afirma exatamente o oposto: o rio "não faz pensar em nada". A alternativa contradiz o verso.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Como demonstrado, o rio da aldeia é louvado por sua autossuficiência. A imanência está em "quem está ao pé dele está só ao pé dele" — sem meta além.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O poema não valoriza o passado glorioso das navegações; ao contrário, o Tejo (símbolo desse passado) é considerado "mais belo", mas o rio da aldeia é preferido justamente por sua simplicidade, sem vínculo com conquistas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Não há superação de limites ou expansão de horizontes. O rio da aldeia é caracterizado por sua limitação geográfica e por não levar a lugar algum: "Ninguém nunca pensou no que há para além / Do rio da minha aldeia." A alternativa extrapola.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A transcendência (ir além da matéria) é o contrário do que o poema defende. O rio da aldeia é material, concreto, e não remete a nada metafísico. A ideia de "não faz pensar em nada" afasta qualquer transcendência.

Gabarito: letra B.

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