Relendo a segunda estrofe do poema, nos versos “O Tejo tem grandes navios /E navega nele ainda, /Para aqueles que vêm em tudo o que lá não está, /A memória das naus”, sintaticamente, constata-se que:
Ao sujeito de uma das orações está na ordem inversa em relação ao seu predicado.
Bos núcleos dos sujeitos são representados por substantivos comuns, determinados por artigos definidos.
Ca estrutura do 1º verso segue a ordem direta: sujeito + complementos + predicado.
Da segunda oração, em relação à principal, é uma coordenada sindética adversativa.
Ehá dois adjuntos circunstanciais ─ de lugar e modo ─ no 2º verso.
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GabaritoA — o sujeito de uma das orações está na ordem inversa em relação ao seu predicado.
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Análise sintática do trecho da segunda estrofe
Gabarito: letra A. A única alternativa correta constata que há uma oração em que o sujeito aparece depois do predicado (ordem inversa). No trecho “Para aqueles que vêm em tudo o que lá não está, /A memória das naus”, o sujeito “A memória das naus” está posposto ao predicado subentendido (por exemplo, “está” ou “aparece”), configurando inversão sintática.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
No último verso do trecho, “A memória das naus” funciona como sujeito de um verbo oculto (zeugma) – algo como “ [está/ existe] a memória das naus”. Esse sujeito vem depois do predicado implícito, caracterizando ordem inversa. O texto mostra essa inversão: a oração principal não está explícita, mas o sujeito posposto é evidente pela estrutura.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que “os núcleos dos sujeitos são representados por substantivos comuns, determinados por artigos definidos”. No trecho, “O Tejo” (substantivo próprio, não comum) e “aqueles” (pronome demonstrativo) são sujeitos de orações. “Aqueles” não é substantivo comum, e mesmo “A memória” (se for sujeito) é substantivo comum, mas a afirmação é falsa porque o sujeito “aqueles” invalida a generalização. Erro: contradiz o texto (há sujeito pronominal e nome próprio).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que “a estrutura do 1º verso segue a ordem direta: sujeito + complementos + predicado”. No 1º verso, “O Tejo tem grandes navios”, a ordem é sujeito (“O Tejo”) + predicado (“tem grandes navios”). Dentro do predicado, o verbo (“tem”) antecede o complemento (“grandes navios”). A redação “sujeito + complementos + predicado” é imprecisa: “complementos” não é um termo sintático autônomo que venha antes do predicado; o predicado é o verbo mais seus complementos. A banca considera a descrição incorreta. Erro: troca de conceito (ordem direta é sujeito + predicado, não sujeito + complementos + predicado).
Alternativa D — ❌ Incorreta
Classifica a segunda oração (“E navega nele ainda”) como “coordenada sindética adversativa”. A conjunção “E” é aditiva, não adversativa. O texto não expressa oposição, mas sim acréscimo de informação sobre o Tejo. Erro: contradiz o texto (a conjunção é aditiva).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que há “dois adjuntos circunstanciais – de lugar e modo – no 2º verso”. O 2º verso é “E navega nele ainda”: “nele” é adjunto de lugar, mas “ainda” é adjunto de tempo, não de modo. Portanto, há um adjunto de lugar e um de tempo, não de modo. Erro: troca de conceito (classificação incorreta do adjunto “ainda”).
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a dificuldade de perceber a oração com verbo subentendido e a inversão sujeito-predicado no último verso. Muitos candidatos podem ignorar essa oração implícita e considerar a alternativa A falsa.
Conclusão: Apenas a alternativa A está plenamente de acordo com a estrutura sintática do trecho, identificando a ordem inversa em uma das orações.
Resposta: A
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.