Questão de Nutrição — Terapia Nutricional, Enteral e Parenteral — IBADE 2026
NutriçãoTerapia Nutricional, Enteral e Parenteral
- Código
- qg700988
- Banca
- IBADE
- Órgão
- Prefeitura de Alto Alegre dos Parecis - RO
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Nutricionista
A prática do nutricionista em oncologia demanda domínio da fisiopatologia tumoral, das respostas metabólicas sistêmicas induzidas pelo câncer e pelos tratamentos antineoplásicos, bem como da aplicação criteriosa da terapia nutricional com base em evidências científicas. Analise a situação clínica a seguir: paciente do sexo feminino, 58 anos, diagnóstico de câncer de pulmão de células não pequenas, em quimioterapia associada à radioterapia. Apresenta perda ponderal de 15% em 6 meses, IMC de 18,4 kg/m², sarcopenia, PCR elevada, hipoalbuminemia, disfagia leve e ingestão alimentar inferior a 50% das necessidades estimadas nas últimas duas semanas. Função gastrointestinal preservada.No âmbito da abordagem nutricional e dietoterapia oncológica, sob análise desse estudo de caso, assinale a alternativa INCORRETA.
- AA perda ponderal associada à inflamação sistêmica e à sarcopenia caracteriza quadro compatível com caquexia neoplásica, sendo a hipoalbuminemia mais relacionada à resposta inflamatória do que à ingestão proteica isolada.
- BA estimativa de necessidades nutricionais deve considerar aumento do gasto energético de repouso, recomendando-se, em geral, aporte energético entre 25–30 kcal/kg/dia e proteico entre 1,2–2,0 g/kg/dia, ajustados à condição clínica.
- CDiante da ingestão oral insuficiente (<60% das necessidades) e da função gastrointestinal preservada, a terapia nutricional enteral precoce deve ser considerada como estratégia prioritária para prevenção da progressão da desnutrição.
- DA intervenção nutricional contínua e monitorada pode contribuir para melhora da composição corporal, da resposta ao tratamento oncológico e da qualidade de vida, mesmo que a reversão completa da caquexia não seja possível.
- EA presença de inflamação sistêmica e PCR elevada contraindica o uso de terapia nutricional enteral, sendo a nutrição parenteral a via preferencial para controle do catabolismo proteico nesses pacientes.