Questão de Artes Visuais — História, Estética e Crítica das Artes Visuais — IF-PI 2026
Artes VisuaisHistória, Estética e Crítica das Artes Visuais
- Código
- qg709403
- Banca
- IF-PI
- Órgão
- IF-PI
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor EBTT - Arte
Em seu contexto histórico, crítico e social, o objeto de arte se projeta para o público, no meio e tempo em que está inserido. Rancière, na obra “O espectador emancipado”, descreve a emancipação do espectador na contemporaneidade como sendo o embaralhamento da fronteira entre os que agem (o artista) e os que olham (espectador), entre indivíduos e membros de um corpo coletivo. RANCIÈRE, Jacques. O espectador emancipado. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2012.Nesse contexto, assinale a única alternativa que NÃO condiz com o pensamento de Rancière sobre a emancipação do espectador na contemporaneidade:
- AA eficácia da arte e seus objetos não consiste em transmitir mensagens, dar modelos ou contramodelos de comportamento, ou ensinar a decifrar representações. Ela consiste, sobretudo, em disposições de corpos, em recortes de espaços e tempos singulares que definem maneiras de ser, juntos ou separados, na frente ou no meio, dentro ou fora, perto ou longe.
- BA emancipação do espectador rompe a lógica do contexto tradicional de interpretação da obra, em que o público é conduzido pelo olhar do artista. Pela lógica da emancipação, tanto o público quanto o artista produzem sentidos, baseado no princípio da igualdade das inteligências. O espectador também possui o domínio do saber sobre a obra.
- CNo campo artístico, o espectador crítico, emancipado, nos faz repensar a relação entre arte, política e o contexto da obra, criando espaços para experiências, novas interpretações, permitindo múltiplas leituras e percursos subjetivos.
- DO artista deve, segundo o pensamento emancipador da arte, conduzir a compreensão do espectador, despertando nele a verdadeira intenção da obra, aquela originalmente proposta pelo criador, não devendo assim ser questionada.
- EO espectador tem um papel fundamental na interpretação e reprodução do objeto de arte. Com um olhar crítico e ativo sobre a obra, onde ele interpreta, associa, compara, traduz e cria seus próprios sentidos.