Questão de História — História do Brasil — IF-PI 2026
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- qg709933
- Banca
- IF-PI
- Órgão
- IF-PI
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor EBTT - História
“A feição deles é serem pardos, maneira de avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem- feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem estimam de cobrir ou de mostrar suas vergonhas; e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Ambos traziam os beiços de baixo furados e metidos neles seus ossos brancos e verdadeiros, de comprimento duma mão travessa, da grossura dum fuso de algodão, agudos na ponta como um furador. Mete-nos pela parte de dentro do beiço; e a parte que lhes fica entre o beiço e os dentes é feita como roque de xadrez, ali encaixado de tal sorte que não os molesta, nem os estorva no falar, no comer ou no beber”Carta de Pêro Vaz de Caminha. 1 de maio de 1500. Disponível em: https://objdigital.bn.br/objdigital2/Acervo_Digital/livros_ eletronicos/bndigital0009/bndigital0009.pdf. Acesso em: 08 fev.2026.O trecho da carta de Pero Vaz de Caminha descreve aspectos físicos e culturais dos indígenas encontrados em 1500. A partir da interpretação do texto e do debate historiográfico sobre o processo de colonização portuguesa, assinale a alternativa CORRETA:
- AA descrição da nudez e dos adornos corporais revela percepção etnocêntrica que insere os indígenas numa hierarquia civilizatória implícita, posteriormente mobilizada para legitimar a colonização.
- BA observação minuciosa dos corpos indígenas integra a lógica de reconhecimento e avaliação de potencial utilidade econômica da nova terra, inserindo-se no horizonte mercantil da expansão portuguesa.
- CO texto demonstra que o projeto colonial português estava, desde o início, estruturado como empreendimento de povoamento autônomo, desvinculado das exigências metropolitanas.
- DO texto indica que os portugueses reconheceram imediatamente os indígenas como sujeitos políticos autônomos, incorporando-os em regime de reciprocidade jurídica.
- EA representação da “inocência” indígena deve ser compreendida no interior de uma cultura política que articulava evangelização e dominação, legitimando posteriormente a integração voluntária ao sistema colonial.