Pular para o conteúdo principal

Questão de História — História Geral — IF-PI 2026

HistóriaHistória Geral
Código
qg709938
Banca
IF-PI
Órgão
IF-PI
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor EBTT - História
“O historiador debruçado sobre as imagens como documentos do passado é um personagem acadêmico de tradição recente. Nos últimos anos, apesar da proliferação relativa de pesquisas e objetos nessa área, não consiste em exagero afirmar que continuamos a tatear em busca de um corpus teórico-metodológico sólido para o uso das imagens como forma de conhecimento. (...) Nesse percurso, as relações da história e do cinema captam a atenção do pesquisador com intensidade inaugurando as mais diferentes formas de abordagem para a efetivação, necessariamente interdisciplinar, dessa prática historiográfica.(...)O olhar que o cinema devolve (ao espectador) atinge status transformador em um sentido hermenêutico. Entende-se que a imagem tem um potencial de perturbação de certezas instituídas que, no entanto, está em latência, precisa ser ativado. Como em uma experiência de intercâmbio que atravessa os tempos, o olho do cinema a partir do passado surge inquirindo o historiador e torna-se capaz de transformar o presente. Inevitavelmente dinâmica, essa relação de olhares cruzados pressupõe uma ação investigativa sempre em movimento, em vias de tornar-se.SILVA, Jaison Castro. A tessitura insuspeita: cosmopolitismo, cinema nacional e trajetórias do olhar em Walter Hugo Khouri e Luis Sérgio Person (1960-1968). 2014. 812f. Tese (Doutorado) – Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-Graduação em História, Fortaleza (CE), 2014.Para o autor, as relações da história e do cinema:
  1. AConfirmam com objetividade que o cinema apresenta uma narrativa perpétua sobre uma determinada época, sendo lugar prolífico para a escrita da história.
  2. BComo objeto de estudo só se tornam possível como parte de um processo geral de valorização em relação à visualidade no campo das humanidades, em que as imagens são compreendidas não mais como elemento a ser visto com desconfiança, senhor da ilusão e da incerteza, mas como um componente fundamental da existência humana.
  3. CAo evidenciar a cinefilia, entendida como prática de adoração do cinema, não podem ser transformadas em um modus operandi lícito para o historiador, uma vez que a atividade emocional que o historiador deveria evitar, quando da assunção programática do filme como documento, distorce a produção da história.
  4. DÀ maneira da escola positivista de Auguste Comte, proporcionam ao historiador a objetividade necessária à produção historiográfica, uma vez que a imagem capturada em ritmo e sentido, legitima a história-cinema como objeto de estudo da história.
  5. EConsistem em uma relação interdisciplinar, porém com prevalência da história sobre os demais campos das humanidades, dado que o olhar do historiador se faz com um corpus teórico-metodológico sólido para o uso das imagens.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Como objeto de estudo só se tornam possível como parte de um processo geral de valorização em relação à visualidade no campo das humanidades, em que as imagens são compreendidas não mais como elemento a ser visto com desconfiança, senhor da ilusão e da incerteza, mas como um componente fundamental da existência humana.

Link permanente: /questoes/qg709938