Questão de História — História do Brasil — IF-PI 2026
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- qg709945
- Banca
- IF-PI
- Órgão
- IF-PI
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor EBTT - História
Engenheiro, intelectual negro, abolicionista e integrante de redes políticas e intelectuais do Segundo Reinado, André Rebouças atuou de modo central nos debates sobre escravidão, cidadania e projeto nacional no Brasil do século XIX. Próximo da Corte imperial e de Dom Pedro II, participou de iniciativas de modernização do Estado e defendeu a abolição da escravidão associada a reformas estruturais, como o acesso à terra e a ampliação de direitos civis. Após a Proclamação da República, Rebouças optou pelo exílio, expressando, em diários e correspondências, forte crítica ao novo regime, que considerava incapaz de enfrentar as desigualdades herdadas do período escravista. Essa trajetória revela tensões entre sua defesa da justiça social, sua crítica à escravidão e sua permanência, até o fi m do Império, no interior da Monarquia constitucional.REBOUÇAS, André. Cartas da África – Registro de correspondência, 1891–1893. Org. Hebe Mattos. São Paulo: Chão Editora, 2022. ; GHESTI, Letícia Geraldi. Os Ilustres Irmãos Rebouças. Curitiba: Solar do Rosário, 2022.À luz da trajetória intelectual e política de André Rebouças e da historiografia sobre o abolicionismo e a crise do Império, sua posição diante da Monarquia e da República pode ser interpretada, de forma historicamente consistente, como:
- AAdesão instrumental à Monarquia imperial, entendida como forma de preservar a ordem social existente e limitar o alcance das transformações no pós-abolição.
- BContradição pessoal não resolvida, resultante da incapacidade de conciliar ideais igualitários com a prática política do Segundo Reinado.
- CRejeição teórica ao republicanismo enquanto forma de governo, considerada incompatível com a modernização política do país.
- DFormulação de um projeto reformista radical, no qual a Monarquia constitucional foi compreendida, naquele contexto histórico específico, como o arranjo institucional mais viável para viabilizar a abolição acompanhada de inclusão social, em oposição à República oligárquica emergente.
- EDefesa de uma transição gradual e moderada, na qual a estabilidade política deveria prevalecer sobre reformas estruturais no pós-emancipação.