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Questão de Enfermagem — Acidentes com Animais Peçonhentos — IGEDUC 2026

EnfermagemAcidentes com Animais Peçonhentos
Código
qg715951
Banca
IGEDUC
Órgão
Prefeitura de Jati - CE
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Enfermeiro
Um Agente Comunitário de Saúde aciona o enfermeiro da UBS informando que um paciente de 45 anos, trabalhador rural, foi picado por uma serpente há aproximadamente 2 horas enquanto trabalhava na roça. O paciente comparece à unidade apresentando marca de duas presas no tornozelo direito, edema importante que se estende até o joelho, dor intensa local, equimoses, sangramento no local da picada que não cessa, sangramento gengival espontâneo, náuseas, sudorese e relato de visão turva. Paciente refere que a cobra tinha aproximadamente 1 metro, cor acinzentada com desenhos triangulares escuros no dorso. Sinais vitais: PA 100 x 60 mmHg, FC 110 bpm, Tax 37,8°C. Considerando o Manual de Diagnóstico e Tratamento de Acidentes por Animais Peçonhentos do Ministério da Saúde e os protocolos de atendimento inicial a vítimas de ofidismo, qual é a conduta MAIS ADEQUADA que o enfermeiro deve adotar imediatamente?
  1. AAplicar torniquete firme acima do local da picada para impedir a disseminação do veneno pelo sistema circulatório, realizar incisão em cruz no local das presas para facilitar drenagem do veneno inoculado, aplicar gelo local por 30 minutos para reduzir o edema e controlar a dor, administrar dipirona sódica intramuscular no próprio local da picada para alívio da dor intensa, e encaminhar o paciente para hospital em até 24 horas, pois o envenenamento por serpentes tem evolução lenta e progressiva sem necessidade de urgência imediata.
  2. BReconhecer sinais de envenenamento botrópico grave (edema progressivo, manifestações hemorrágicas sistêmicas, hipotensão), classificar como acidente grave, manter o paciente em repouso com membro elevado, não realizar torniquete ou garroteamento, limpar o local da picada com água e sabão, encaminhar imediatamente para serviço de referência hospitalar com capacidade de administração de soro antibotrópico (SAB) ou antibotrópico-laquético (SABL), orientar sobre a gravidade e necessidade de soroterapia específica urgente, e garantir transporte rápido e seguro.
  3. CIdentificar o acidente como leve devido ao tempo decorrido de apenas 2 horas desde a picada, prescrever analgésico oral (paracetamol 750 mg de 6/6h), anti-inflamatório não esteroidal (ibuprofeno 400 mg de 8/8h) e antibiótico profilático (cefalexina 500 mg de 6/6h por 7 dias), realizar curativo oclusivo compressivo no local da picada para conter edema, orientar repouso domiciliar absoluto por 48 horas com elevação do membro acometido, e agendar retorno em 7 dias para reavaliação da evolução clínica e remoção das suturas se necessário.
  4. DAdministrar imediatamente na própria UBS 10 ampolas de soro antiofídico polivalente por via intramuscular profunda sem realizar prova de sensibilidade prévia para agilizar o tratamento, prescrever corticoide endovenoso (dexametasona 10 mg) para prevenir reação anafilática ao soro heterólogo, manter o paciente em observação por 2 horas na unidade básica de saúde para monitorização de sinais vitais e possíveis reações adversas, e liberar para casa com orientação de retorno imediato se houver piora dos sintomas ou surgimento de novos sinais.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Reconhecer sinais de envenenamento botrópico grave (edema progressivo, manifestações hemorrágicas sistêmicas, hipotensão), classificar como acidente grave, manter o paciente em repouso com membro elevado, não realizar torniquete ou garroteamento, limpar o local da picada com água e sabão, encaminhar imediatamente para serviço de referência hospitalar com capacidade de administração de soro antibotrópico (SAB) ou antibotrópico-laquético (SABL), orientar sobre a gravidade e necessidade de soroterapia específica urgente, e garantir transporte rápido e seguro.

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