Questão de Veterinária — Patologia Clínica Veterinária — IGEDUC 2026
VeterináriaPatologia Clínica Veterinária
- Código
- qg716985
- Banca
- IGEDUC
- Órgão
- Prefeitura de Jati - CE
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Veterinário
Um canil comercial com 45 cães de raça Golden Retriever apresentou aumento de casos de apatia, anorexia, mucosas hipocoradas e infestação intensa por carrapatos (Rhipicephalus sanguineus) nos últimos 30 dias. Exames laboratoriais de 8 animais sintomáticos revelaram anemia normocítica normocrômica (hematócrito médio 22%), trombocitopenia (plaquetas médias 78.000/μL) e presença de corpúsculos de inclusão intraeritrocitários em esfregaços sanguíneos. Considerando diagnóstico, tratamento, profilaxia e controle integrado de ectoparasitoses e doenças transmitidas por carrapatos em cães, assinale a alternativa CORRETA:
- AAnemia e trombocitopenia em cães infestados por carrapatos são causadas exclusivamente por espoliação sanguínea direta através da hematofagia pelos ectoparasitos adultos, não havendo participação de agentes infecciosos transmitidos, sendo o tratamento limitado a remoção mecânica dos carrapatos e suplementação com sulfato ferroso.
- BRhipicephalus sanguineus transmite exclusivamente babesiose canina causada por Babesia canis, sendo erliquiose monocítica canina transmitida apenas por carrapatos do gênero Amblyomma, o que descarta este diagnóstico diferencial no caso apresentado, devendo o tratamento ser direcionado exclusivamente para babesiose com dipropionato de imidocarb.
- CO controle de infestações por carrapatos em canis deve basear-se exclusivamente em banhos carrapaticidas semanais nos cães com amitraz ou piretróides, sendo desnecessário o tratamento ambiental das instalações, pois Rhipicephalus sanguineus completa seu ciclo biológico inteiramente sobre o hospedeiro canino.
- DOs achados clínicos e laboratoriais são compatíveis com erliquiose ou babesiose canina, doenças transmitidas por Rhipicephalus sanguineus, sendo o controle efetivo dependente de tratamento específico dos animais infectados, controle químico do vetor no ambiente (acaricidas residuais em canis e áreas externas) e uso de ectoparasiticidas tópicos de longa duração nos cães.