Questão de Administração Pública — Eficiência, eficácia e efetividade no serviço público — INAZ do Pará 2026
Administração Pública›Eficiência, eficácia e efetividade no serviço público
Código
qg723485
Banca
INAZ do Pará
Órgão
Prefeitura de Mazagão - AP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal
A evolução dos modelos de administração pública não se traduz em mera sucessão cronológica de técnicas de organização estatal, mas em distintas formas de compreender a relação entre legalidade, desempenho, controle, coordenação institucional e entrega de valor público.Nesse contexto, o deslocamento de uma lógica predominantemente burocrática para arranjos gerenciais e de governança exige leitura conceitual cuidadosa, sobretudo quando se examinam planejamento estratégico, gestão por resultados, indicadores de desempenho e eficiência arrecadatória no âmbito da administração tributária.Considerando os modelos de administração pública, o planejamento estratégico, a gestão por resultados, os indicadores e a eficiência da arrecadação, analise as alternativas a seguir e assinale a que está CORRETA.
AA administração burocrática e a administração gerencial se distinguem principalmente porque a primeira se orienta por controles estritamente finalísticos, ao passo que a segunda retoma a centralidade dos meios formais como garantia de legitimidade e previsibilidade da atuação estatal.
BA gestão por resultados dispensa referência consistente a indicadores de desempenho, uma vez que sua racionalidade se satisfaz com a verificação global do cumprimento institucional das competências legais do órgão arrecadador, independentemente da mensuração de produtividade ou efetividade.
CA eficiência arrecadatória corresponde, em sentido técnico, ao simples incremento da receita auferida, razão pela qual a análise de desempenho da administração tributária deve se concentrar prioritariamente na expansão do montante arrecadado, com relevância apenas acessória para custos, meios empregados e qualidade institucional do processo.
DA transição para modelos gerenciais e de governança elimina a relevância do paradigma burocrático anterior, já que a ênfase contemporânea em desempenho e inovação torna juridicamente secundários os controles de legalidade, procedimento e vinculação normativa.
EA governança pública, por enfatizar coordenação, integridade, prestação de contas e geração de valor público, não se reduz à lógica da produtividade imediata, podendo conviver com planejamento estratégico e indicadores que distingam eficiência operacional, eficácia no alcance de metas e efetividade dos resultados institucionais.
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GabaritoE — A governança pública, por enfatizar coordenação, integridade, prestação de contas e geração de valor público, não se reduz à lógica da produtividade imediata, podendo conviver com planejamento estratégico e indicadores que distingam eficiência operacional, eficácia no alcance de metas e efetividade dos resultados institucionais.
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Administração Pública: Burocracia, Gerencialismo e Governança
Gabarito: letra E. A governança pública amplia o escopo da gestão para além da produtividade imediata, integrando coordenação, integridade, prestação de contas e valor público, e convive com planejamento estratégico e indicadores que diferenciam eficiência, eficácia e efetividade – exatamente o que sustenta a alternativa correta.
A questão exige distinguir os modelos de administração (burocrático, gerencial e governança) e compreender os conceitos de gestão por resultados, indicadores e eficiência arrecadatória. As alternativas A, B, C e D apresentam inversões ou simplificações equivocadas; apenas E reflete o entendimento doutrinário consolidado.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Inverte as características: a administração burocrática é orientada por controles de meios e procedimentos (legalidade, hierarquia, formalismo), e não por controles finalísticos. Já a administração gerencial (nova gestão pública) desloca o foco para resultados e desempenho, retomando a centralidade dos fins. Portanto, a afirmação troca os polos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A gestão por resultados depende essencialmente de indicadores de desempenho para mensurar produtividade, eficiência, eficácia e efetividade. Dispensá-los seria negar sua própria racionalidade, que exige monitoramento e avaliação constantes. O cumprimento global de competências legais é insuficiente; a gestão por resultados exige métricas específicas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Eficiência arrecadatória não se reduz ao incremento da receita. Em sentido técnico, eficiência é a relação entre resultados obtidos e recursos empregados (custo-benefício). Uma arrecadação maior pode ser ineficiente se os custos forem desproporcionais. A análise deve considerar custos, meios e qualidade do processo – elementos que a alternativa trata como acessórios, quando são centrais.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A transição para modelos gerenciais e de governança não elimina o paradigma burocrático. Os controles de legalidade, procedimento e vinculação normativa continuam vigentes e são pressupostos da atuação administrativa. O novo modelo os complementa com ênfase em desempenho e inovação, mas não os torna secundários ou juridicamente irrelevantes.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A governança pública incorpora coordenação, integridade, prestação de contas (accountability) e geração de valor público, transcendendo a mera produtividade de curto prazo. Ela convive com planejamento estratégico e indicadores que distinguem:
Eficiência operacional: uso racional dos recursos (insumos × produtos).
Eficácia: alcance de metas e objetivos imediatos.
Efetividade: impactos de médio e longo prazo na sociedade.
Essa distinção é clássica na literatura de administração pública e está alinhada à evolução dos modelos de gestão.
PEGA ESSA DICA!
Memorize a tríade eficiência (meios), eficácia (resultados imediatos) e efetividade (impactos sociais) – é recorrente em concursos. A governança soma a isso valores como transparência, participação e integridade.