Questão de Geografia — Geografia Política — INAZ do Pará 2026
GeografiaGeografia Política
- Código
- qg723732
- Banca
- INAZ do Pará
- Órgão
- Prefeitura de Mazagão - AP
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Geógrafo
No campo da Geografia Política e da Geopolítica, a interpretação das fronteiras, dos limites e da inserção internacional do Estado não pode ser reduzida à mera descrição do contorno territorial, pois envolve dimensões normativas, estratégicas, funcionais e relacionais que operam em planos analíticos distintos.Nessa perspectiva, limite, fronteira, cooperação fronteiriça, política externa e integração territorial constituem categorias reciprocamente articuladas, mas não equivalentes, exigindo leitura que separe a definição jurídico-formal do território das dinâmicas geopolíticas que incidem sobre sua projeção e gestão.Assinale a alternativa CORRETA:
- AOs limites internacionais exprimem a fixação jurídico-formal da extensão territorial do Estado, ao passo que as fronteiras podem ser compreendidas como espaços de contato, regulação, circulação e interação, sem que sua relevância geopolítica se esgote na função demarcatória do traçado interestatal.
- BA fronteira se distingue do limite por possuir natureza predominantemente geopolítica e funcional, enquanto o limite se refere à faixa territorial de transição sujeita a cooperação interestatal, circulação regulada e articulações econômicas entre espaços contíguos.
- CA integração territorial e a cooperação fronteiriça constituem expressões operacionais da política externa, razão pela qual sua incidência espacial decorre menos de dinâmicas regionais concretas do que da formalização diplomática dos objetivos internacionais do Estado.
- DA política externa, em perspectiva geográfica, corresponde à projeção internacional dos interesses do Estado, enquanto fronteiras e limites integram categorias de natureza interna, cujo tratamento territorial se resolve no plano jurídico-cartográfico da soberania.
- EA geopolítica das fronteiras se concentra na preservação estratégica da integridade espacial do Estado, de modo que processos de cooperação fronteiriça e integração regional assumem caráter acessório diante da primazia jurídico-territorial dos limites internacionais.